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Campos diz que pacto político do governo ‘mofou’

João Domingos - O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2014 | 02h 07

Ao lançar plano para campanha à Presidência, governador do PSB ataca Dilma e PT; Marina afirma que quem decide a vaga de vice é ele

BRASÍLIA - No lançamento das diretrizes do programa de governo da aliança PSB-Rede ontem em Brasília, o governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, Eduardo Campos, fez críticas diretas à presidente Dilma Rousseff e ao PT e afirmou que o projeto social e político em curso no País "mofou".

Em pouco mais de 40 minutos, Campos se apresentou como nome de oposição ao atual governo. Para ele, a percepção de que o "País saiu do trilho" levou o PSB a tomar uma decisão mais dura: "Dizer que esse pacto social novo que está no seio da sociedade brasileira não tolera mais esse velho pacto político que mofou e que não vai dar nada de novo e de bom ao povo brasileiro. Não há nesse País, em nenhum recanto onde possamos andar, ninguém que ache que mais quatro anos do que está aí vai fazer bem ao povo brasileiro".

O governador pernambucano disse ainda que as pessoas que estão no governo se desesperam com a perspectiva de perder. "E eles vão perder."

Aliado do governo até setembro de 2013 - chegou a ser ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva -, Campos comandou a saída do PSB da gestão Dilma e agora prega a necessidade de se "avançar nas conquistas". Questionado pela imprensa sobre o tom mais duro de seu discurso em relação aos petistas, Campos afirmou: "Eu elogiei o Lula e as conquistas que ajudamos a trazer. Mas agora é a hora do debate político que eu vou fazer sem medo. Aqui, ninguém treme, não. Os cabras lá não conhecem a natureza de uma pessoa que nasceu onde eu nasci".

Alvo. O conteúdo do discurso, de fato, tem endereço: a gestão Dilma. "As pessoas estão vendo que o País parou, que o País saiu do trilho em que vinha. Que com idas e vindas, acertos e erros, o Brasil estava avançando no sentido de acumular conquistas na vida das pessoas, sobretudo das pessoas mais pobres. Mas, de repente, a sensação da freada, a sensação do desencontro, da falta de acolhida às ideias", disse à plateia.

Também afirmou que falta liderança à presidente. "Não podemos ficar tapando o sol com a peneira, de que os problemas estão lá fora. Muitos dos problemas estão aqui dentro e precisam de liderança. De alguém que tem a sinergia e consiga resolver os problemas não com conversas e promessas."

Para Campos, as conquistas sociais foram importantes, mas a solução dada a elas pelo governo atual é errada, porque não se pensa em protegê-las com o crescimento economia. "É como enxugar gelo. Não há política social que faça efeito sem desenvolvimento. É o que estamos vendo agora: crescimento do analfabetismo, emprego perdendo qualidade, País perdendo competitividade. Vamos legar o quê para as futuras gerações?"

Palanques. Nos bastidores, Campos acertou novos passos com a parceira Rede da ex-ministra Marina Silva, na tentativa de distensionar a relação entre os dois, principalmente por causa de desentendimentos regionais. Ele deixou claro que onde não houver possibilidade de acordo entre as duas partes, elas terão palanques separados.

"Não haverá nenhum projeto regional que passará por cima do que estamos fazendo nacionalmente. O que há de prioritário nesse momento é a aliança nacional. Em alguns lugares, podemos ter palanques duplos. Em outros lugares podemos não vivê-los", disse ele, numa entrevista logo depois da cerimônia. Foi uma clara mudança de rumo, já que a previsão inicial era de ambos apoiarem os mesmos candidatos nos Estados.

O pernambucano afirmou ainda que, onde a situação for tranquila, as candidaturas serão resolvidas até março. Onde não for, serão deixadas para negociações posteriores, sempre obedecendo às diretrizes lançadas pela aliança PSB-Rede.

É o caso de São Paulo, Rio e Brasília. Em São Paulo, a tendência até a semana passada era lançar candidatura própria para agradar Marina, que não queria apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Agora, porém, Campos sinaliza que poderá, sim, embarcar no projeto de reeleição e deixar os apoiadores de Marina livres para apoiar outro candidato.

'É ele, se Deus quiser'. "O candidato é ele. Claro. Você tem dúvida?", disse Marina ontem ao ser questionada por repórteres sobre a chapa presidencial. Ao fazer seu discurso na cerimônia de lançamento das diretrizes do programa de governo do PSB-Rede, a ex-ministra do Meio Ambiente incentivou Campos: "Se Deus quiser, o futuro presidente do Brasil é o Eduardo".

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