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Bate boca de mulheres de candidatos pelas redes sociais marca a semana em MT

Fátima Lessa - Especial para O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2014 | 12h 41

Discussão se iniciou após candidato do PSD falar em entrevista que Pedros Taques (PDT) e a mulher dele são investigados pela Polícia Federal

CUIABÁ - A campanha para o governo do Estado de Mato Grosso ganhou durante esta semana um ingrediente nas redes sociais entre duas mulheres de dois dos cinco candidatos ao governo do Estado, a advogada Samira Martins, mulher do candidato Pedro Taques (PDT) que encabeça a coligação “Coragem e Atitude para Mudar”, e a mulher do candidato José Riva (PSD), pela coligação “Viva Mato Grosso”, Janete Riva.

As duas trouxeram à tona antigas operações policiais que resultaram em prisões de políticos, empresários, advogados, apoiadores e familiares dos dois candidatos. Tudo começou quando o candidato José Riva disse, disse durante entrevista numa TV local, que Taques e a mulher dele são investigados pela operação Ararath, da Polícia Federal, que investiga crimes financeiros.

Procurado pela imprensa, Taques disse que não batia boca “com presidiário”.  O candidato Riva foi preso na 5ª fase da operação Ararath, da Polícia Federal, em maio. 

No dia seguinte às declarações, a advogada Samira Martins, buscou desmentir as informações de que seria investigada. Disse que tem certidões negativas da PF e da PGR, de que nem ela e nem Taques são investigados. Em texto postado, ela diz era fofoca do candidato ao governo pelo PHS, José  Marcondes, Muvuca. “A credibilidade da fala desse senhor (José Riva) decorre da sua vida pregressa. O Pedro nunca foi preso, esse senhor foi. Eu nunca fui presa e a esposa desse senhor já foi. Por fim, o Pedro não tem genro, mas quando tiver, certamente não será preso, como foi o genro desse senhor”, diz o texto distribuído por Samira.

Janete Riva foi presa na operação Jurapari, em 2010. O genro de Riva, o vereador cassado, João Emanuel foi preso este ano. Ele é investigado na operação “Aprendiz”, que investiga irregularidades em licitações na Câmara Municipal de Cuiabá.

Em sua conta nas redes sociais e em entrevistas a sites locais, Janete Riva, saiu em defesa da família fazendo mais acusações, Disse que estranhava a postura de Samira e do candidato Taques.  Janete destacou que não entendia  como o candidato do PDT que não fala com presidiários, faz para dividir palanque com dois apoiadores (os deputados Nilson Leitão e Carlos Avalone) presos em operações policiais. Nilson Leitão, deputado federal, foi  preso em 2007, na operação Navalha, e  Carlos Avalone, deputado estadual, na Operação Pacenas, em 2009, ambos do PSDB. “Será que ele se abstém de falar com eles”?.

Ela lembrou ainda que em 2005,  o pai de Samira, o agente de tributos do Estado, Sadi Martins Ferreira, foi na operação Quimera acusado de corrupção e participação de um esquema de sonegação fiscal de algo em torno de R$ 400 milhões.