BASTIDORES: Após fiasco, partido tenta se salvar, mas sem ‘haraquiri’

Com o fiasco nas eleições municipais, o PT tenta agora encontrar uma boia para se salvar. O partido sabe que não basta trocar o seu comando, mas também não há acordo sobre como deve ser o inventário dos erros cometidos desde que chegou ao Palácio do Planalto, em 2003. Um argumento muito pronunciado por seus dirigentes é: “Não podemos fazer haraquiri”.

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2016 | 05h00

A três meses de completar 37 anos, o PT vive uma crise sem precedentes. Perdeu a Presidência da República, com o impeachment de Dilma Rousseff, e a Prefeitura de São Paulo no 1.º turno. Não emplacou nenhum representante no Nordeste e mais da metade das 256 cidades que vai administrar, a partir de 2017, tem menos de 10 mil eleitores. Em 2012, o PT conquistou 638 prefeituras. Além do encolhimento de 61%, é simbólico o fato de a legenda ter sido derrotada em São Bernardo, seu berço político, e nas outras seis cidades do ABC paulista.

O quadro dramático será avaliado em reunião do Diretório Nacional, nos dias 10 e 11. Os petistas lançarão ali uma campanha em defesa do ex-presidente Lula, alvo da Lava Jato, e baterão o martelo sobre a data em que renovarão sua cúpula, provavelmente em março de 2017. O problema, no entanto, vai muito além desta disputa. Os nomes de maior visibilidade não querem presidir o PT. Ameaças de debandadas rondam o partido e muitos avaliam que a salvação pode ser ressuscitar a Frente Brasil Popular na eleição de 2018, escondendo a sigla PT.

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