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Banco de bilionário esteve envolvido em caso de fraude

Felipe Corazza - O Estado de S.Paulo

30 Março 2014 | 02h 10

Avesso à imprensa, apesar da dimensão de seus negócios pelo mundo e de sua influência muito além da Bélgica, o barão Albert Frère é um recluso. Falando raramente a jornalistas, o bilionário prefere passar boa parte do tempo em seu apartamento na Avenida Foch, em Paris. A proximidade com a França, além de bons negócios, rendeu amizades como a do ex-presidente Nicolas Sarkozy.

A esfera de influências de Frère o levou a ser parte envolvida no escândalo do programa Petróleo por Comida, estabelecido em 1995 pela ONU para aliviar a fome no Iraque. Sob sanções internacionais, o governo de Saddam Hussein poderia vender o recurso, desde que o dinheiro obtido fosse exclusivamente usado para compra de alimentos e outros insumos essenciais para os civis.

O banco BNP-Paribas, do qual Frère era acionista na época, seria o intermediário do plano. Uma investigação independente do Congresso americano concluiu que o banco utilizou o sistema da ONU para manipular operações com cartas de crédito, fraude que teria rendido cerca de US$ 10 milhões (R$ 22,6 milhões).

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