Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

Bancadas do PT rejeitam concessões e defendem candidatura de Lula

No documento, deputados e senadores petistas dizem que o partido não pode "fazer concessões" na luta em defesa da inocência e da manutenção dos direitos políticos do ex-presidente

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2018 | 16h58

BRASÍLIA -  As bancadas do PT na Câmara e no Senado divulgaram na tarde desta quinta-feira nota conjunta ratificando defesa da pré-candidatura à Presidência da República do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  condenado e preso pela Lava Jato. No documento, deputados e senadores petistas dizem que o partido não pode "fazer concessões" na luta em defesa da inocência e da manutenção dos direitos políticos do ex-presidente.

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O documento foi divulgado no mesmo dia em que o Estadão/Broadcast publicou entrevista exclusiva com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), na qual ele defende que seu partido apoie a candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), seu padrinho político, e indique o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) como vice. Santana diz estar convicto de que Lula não conseguirá ser candidato e afirma que o PT não pode "apostar no isolamento suicida". 

"As bancadas do PT na Câmara e no Senado afirmam sua unidade em defesa da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Líder em todas as pesquisas eleitorais, mesmo depois de ter sido injusta e arbitrariamente condenado e preso, Lula representa a oportunidade de o Brasil reencontrar o caminho da democracia, da inclusão social, do diálogo, da soberania nacional, do crescimento econômico e da geração de empregos", diz a nota.

No documento, as bancadas dizem que as eleições de outubro só serão democráticas se todas as forças políticas puderem participar de forma livre e justa". "Não podemos fazer concessões na luta em defesa da inocência e da manutenção dos direitos políticos de Lula. Nesse cenário, a candidatura Lula se impõe ao partido e é a melhor alternativa à nação", afirmam na nota, assinada pelos nove senadores e 60 deputados da legenda em exercício. 

 

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