1. Usuário
Assine o Estadão
assine


Até junho, PSB quer levar dupla a 200 cidades

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

06 Abril 2014 | 02h 10

Para ser mais conhecido, Campos aposta em viagens regionais ao lado de Marina

Com um discurso em favor de um pacto entre a União, Estados e municípios para combater a violência no País, e uma pregação a favor do crescimento econômico baseado no desenvolvimento sustentável, o pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, e sua companheira de chapa, a ex-ministra Marina Silva, pretendem percorrer as 200 maiores cidades do País até junho.

A ideia é que ambos se apresentem à população da maioria desses locais juntos, para que a imagem de Campos, mais desconhecido do eleitorado, possa ser associada à de Marina e por meio dela ampliar sua taxa de conhecimento. No Nordeste, onde Campos é mais conhecido, o ex-governador de Pernambuco deverá fazer a maior parte das viagens sem Marina.

A passagem por essas localidades também leva em conta o fato de o PSB ter pouca presença nessas cidades. O partido registrou em 2012 o maior índice de crescimento nas eleições municipais daquele ano, mas esse aumento foi registrado principalmente no Nordeste e em Estados governados pela legenda: Pernambuco, Piauí e Ceará. Nesse último, o governador Cid Gomes manteve-se fiel à presidente Dilma Rousseff e trocou o PSB pelo recém-criado PROS.

Das 200 maiores cidades brasileiras, o PSB governa 13, ou pouco mais de 6%. Estão nessa lista três capitais - Recife, Belo Horizonte e Porto Velho -, além das paulistas Campinas e São José do Rio Preto e da paranaense Foz do Iguaçu.

"Achamos que a presença física, com entrevista para os meios de comunicação regionais, encontros com os empresários do lugar e reuniões políticas, poderão ser mais proveitosas do que se ficássemos apenas nas capitais", disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), um dos coordenadores da campanha à Presidência.

A dupla Campos e Marina só deverão suspender as visitas para participar do Congresso do partido, que também será realizado em junho, no qual será escolhida oficialmente a chapa que vai disputar a eleição presidencial. Esse congresso apenas cumprirá uma formalidade legal, porque a grande cerimônia de lançamento da chapa ocorrerá no dia 14, em Brasília, às 14 horas, numa solenidade marcada para o Hotel Nacional. Trata-se do mesmo espaço em que, no dia 5 de outubro, a ex-ministra oficializou a adesão à campanha de Campos, depois de ver o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar o pedido de criação da Rede Sustentabilidade, que não conseguiu as 496 mil assinaturas exigidas pela lei.

Segurança. Com dados da pesquisa da CNI/Ibope divulgados no dia 27, segundo os quais 76% dos brasileiros desaprovam o governo de Dilma Rousseff na área da segurança, Campos e Marina vão divulgar nas visitas um programa de combate à violência lançado em Pernambuco em 2007 e que recebeu o nome de Pacto pela Vida. Esse projeto integrou Estado e municípios na luta para reduzir a violência em Pernambuco.

Na pré-campanha, Campos pretende vender a ideia de que a violência só será contida numa ação integrada da União, Estados e municípios. Embora não tenha atingido as metas previstas nos últimos três anos, o programa reduziu os índices de violência e foi premiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em 2013, a queda na taxa de homicídios foi de 7,6%, abaixo da meta de 12%

  • Tags: