DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Álvaro Dias lança pré-candidatura à Presidência em Belo Horizonte

Senador do Paraná aparece em pesquisas com 6% das intenções de votos no melhor dos cenários

Julia Lindner e Leonardo Augusto, O Estado de S.Paulo

23 Março 2018 | 19h54

BRASÍLIA E BELO HORIZONTE - O senador Álvaro Dias (Pode-PR) lançou oficialmente, nesta sexta-feira, 23, a sua pré-candidatura à Presidência da República, em Belo Horizonte (MG). O evento ocorreu durante a posse da Executiva estadual do partido em Minas Gerais.

Inicialmente, a ideia era que o lançamento da pré-candidatura de Dias ocorresse em Curitiba, no Estado do senador. Porém, ele mudou de ideia e decidiu realizar o evento em Minas, que considera um "Estado síntese". Em pesquisas recentes de intenção de voto, Dias aparece com 6% no melhor dos cenários. Para viabilizar a sua candidatura, uma de suas estratégias é se fortalecer nos maiores colégios eleitorais do País.

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Durante o evento, ele voltou a defender a "refundação da República". "Precisamos zerar e começar tudo de novo. Acabar com o sistema corrupto do balcão de negócios que foi o responsável pela crise que estamos vivendo no País", disse. Ele também afirmou que vai se candidatar para vencer. "Vamos tentar pra mudar. E nós vamos mudar o Brasil porque podemos mudá-lo. Com a competência do povo e com a inteligência de Minas Gerais."

Presidência do Podemos em Minas

O evento em Minas Gerais também teve a presença do prefeito de Betim, Vittorio Medioli, que assumiu a presidência da legenda no Estado. Em 2014, Medioli era visto como um "outsider" e foi o candidato do País que usou o maior montante de recursos próprios para se eleger: R$ 4,48 milhões, o que representou 99,94% de sua arrecadação e quase alcançou o teto de R$ 4,52 milhões estabelecido para o município. Desde que se filiou ao Podemos, em fevereiro, ele está comprometido a apoiar Dias no Estado e a atrair outros prefeitos para o partido. 

Críticas ao Supremo

Em Belo Horizonte, Álvaro Dias voltou a reclamar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá. O parlamentar, que classificou o posicionamento da Corte como "uma lástima", esteve na capital mineira para lançar sua candidatura ao Palácio do Planalto.

Para o senador, a decisão do STF, que adiou para o dia 4 de abril o julgamento do habeas corpus de Lula, e impediu a prisão do petista até que decida sobre o pedido da defesa do ex-presidente, "passa a ideia que o Estado de Direito no nosso país é uma brincadeira. O Estado de Direito pressupõe respeito à legislação", disse.  "A legislação deve governar os homens. Os homens não podem governar as leis. Fica a impressão às vezes que os homens, especialmente do STF, governam as leis no nosso país", afirmou.

O senador disse ainda não questionar se Lula deve ou não ser candidato, ou se é "candidato forte ou fraco". "O que questiono é o Estado de Direito. Existe ou não? Se nós vivemos sob a égide de um Estado de Direito democrático, obviamente essa candidatura não existe", pontuou. "A nossa legislação está posta. Há jurisprudência firmada e não alterada. Há a lei da Ficha Limpa. Então não sei por que se discute essa candidatura", completou.

 

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