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Aliados de Campos racham em votação de marco da internet

João Domingos - O Estado de S.Paulo

18 Março 2014 | 02h 07

Unidos no apoio ao pré-candidato Eduardo Campos à Presidência, PSB e Rede deverão ir desunidos para a primeira relevante votação no Congresso neste ano: o projeto que cria o Marco Civil da Internet. Para deixar cravado que agora é oposição, o PSB mudou seu entendimento de um mês atrás e já não é mais a favor de todo o texto, cujo relator é o deputado Alessandro Molon (PT-RJ). Já a Rede está com o governo e defende a aprovação do projeto.

A ex-ministra Marina Silva, provável vice de Campos na chapa presidencial, trabalha para que o projeto passe na íntegra pela Câmara, programada para hoje. Para solucionar a divergência, o líder do PSB, Beto Albuquerque, deverá liberar a bancada para que cada deputado vote como quiser.

Pela proposta, o datacenter seria nacionalizado e grandes empresas como Google, Facebook, Twitter, Yahoo e outras semelhantes seriam obrigadas a manter seus bancos de dados no Brasil. O modelo passou a ser defendido pela presidente Dilma Rousseff depois das denúncias de espionagem envolvendo os EUA. A parte do PSB contrária à manutenção dos dados no Brasil acha que essa é uma iniciativa inviável.

Para o deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ), que é ligado à Rede, é importante aprovar o projeto do jeito que está. "Acho apenas que o relator deve tornar mais clara a forma como vai se dar a neutralidade da rede", afirmou. Esse é um dos pontos mais controversos do projeto. O dispositivo garante que todos os pacotes de dados transmitidos pela internet sejam tratados da mesma maneira, sem distinção de velocidade. O princípio encontra resistência nas empresas de telefonia. Elas defendem o direito de cobrar tarifas diferentes de acordo com os dados da rede.

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