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Eleições 2014

Alckmin reage a Skaf em peças de propaganda

Ricardo Chapola e Mateus Coutinho - O Estado de S. Paulo

28 Agosto 2014 | 22h 28

Tucanos negam que ataques sejam causados por crescimento do adversário nas pesquisas eleitorais

Os candidatos ao governo paulista Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB) começaram a trocar acusações no programa eleitoral desta semana, depois de o clima entre eles ter esquentado no debate realizado na segunda-feira passada.

Alguns dos ataques feitos pela campanha de Alckmin foram veiculados na televisão no mesmo dia em que a pesquisa Ibope apontou um crescimento de nove pontos porcentuais do peemedebista nas intenções de voto, que chegaram a 20%. O mesmo levantamento indicava o tucano na liderança da disputa estadual, com 50%. 

Tucanos negam, no entanto, que as críticas tenham sido motivadas pela pesquisa.

Para eles, o endurecimento do discurso de Alckmin é um contra-ataque às provocações de Skaf no debate e também de algumas peças da campanha do peemedebista. “Enquanto você assiste a uma partida de futebol, duas mulheres estão sendo estupradas em São Paulo. Pense nisso! Basta, isso tem que mudar!”, afirma o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo na inserção de 16 segundos.

A campanha de Alckmin devolveu as críticas no programa eleitoral veiculado na manhã desta quarta, 27, no qual associava Skaf aos ex-prefeitos Gilberto Kassab (PSD), Paulo Maluf (PP) e ao ex-governador Luis Antônio Fleury (PMDB), todos da chapa do peemedebista. À noite, os ataques continuaram, com críticas diretas à gestão de Fleury no governo, entre os anos de 1991 e 1995. 

“Com o governador Fleury, do PMDB, obras de 23 hospitais foram abandonadas. O Instituto do Câncer não passava de um esqueleto de cimento. Três mil leitos foram desativados”, cita a peça tucana. Ontem, Fleury, que é coordenador do programa de governo de Skaf afirmou que vai entrar na Justiça para cobrar o direito de resposta.

Na segunda, Alckmin e Skaf também discutiram sobre a lei que veta o uso de máscaras em manifestações. O peemedebista afirmou que, se fosse governador, já teria assinado a lei que Alckmin só sancionou nesta quinta.

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