Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alckmin autoriza Fábrica de Cultura no lugar do Museu Lula 

Pré-candidato à Presidência pelo PSDB enfrentou protesto em evento em Diadema

Pedro Venceslau e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

27 Março 2018 | 18h34

Faltando dez dias para deixar o cargo, o governador Geraldo Alckmin autorizou nessa terça-feira, 27, que o prédio onde seria construído o "Museu Lula" em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, seja ocupado por uma Fábrica de Cultura. 

O projeto do Museu do Trabalho e do Trabalhador, como seria chamado o Museu Lula, foi idealizado pelo ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, do PT. O ideia de substitui-lo por uma Fábrica de Cultura foi do atual prefeito, Orlando Morando, do PSDB. 

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A primeira unidade do projeto Fábrica de Cultura foi entregue por Alckmin nesta terça terça em Diadema.

Protesto

Durante sua passagem por Diadema, o pré-candidato à Presidência pelo PSDB enfrentou um protesto localizado. Após o discurso de Alckmin, pelo menos quatro professores com camisetas da Apeoesp soltavam gritos como "Cadê o salário dos professores?" e "Cadê os 2% do Iamspe que ele não paga?", em referência à contribuição paga por servidores ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.

Enquanto os professores protestavam, apoiadores gritavam frases como "Geraldo presidente". O governador, ao mesmo tempo, posava para selfies com moradores. O grupo contrário foi contido por seguranças enquanto o tucano visitava as obras do prédio.

Unidades só funcionarão em 90 dias

As atividades nos prédios inaugurados em Diadema nesta terça-feira só devem iniciar a partir de 90 dias e dependerão de organizações sociais para o funcionamento. Além da Fábrica de Cultura, Alckmin também abriu uma nova unidade da Rede Lucy Montoro. 

Para ter atividades, o governo deve selecionar organizações sociais para gerir tanto a unidade de saúde quanto a Fábrica da Cultura. As instituições terão ainda a responsabilidade de equipar o prédios. A administração estadual assinou a autorização para o chamamento público nesta terça-feira.

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Apesar de o edifício da Fábrica de Cultura ainda estar inativo, o governador prometeu que a unidade abrigará teatro, biblioteca, sala de música, circo e dança, além de oferecer cursos na área cultura e contar com refeitório, ambulatório e vestiários.

Em uma área próxima, o tucano entregou o chamado "Quarteirão da Saúde", onde o governo investiu R$ 2 milhões para obras que foram executadas pela Prefeitura de Diadema. O local servirá para atendimento especializado a pessoas com deficiência física, além de fisioterapia, fisiatria e traumas.

Alckmin, que em seu discurso classificou Diadema como "capital da cultura", afirmou que será possível gerar 200 empregos nos dois locais.

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