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Aécio quer controlar alianças regionais para garantir engajamento nos Estados

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2014 | 02h 06

Provável candidato do PSDB ao Planalto, senador apresenta proposta para que acordos locais sejam submetidos ao comando nacional do partido; já governadores terão autonomia

O senador mineiro Aécio Neves, provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, decidiu promover uma intervenção no partido. Aécio, que também é presidente nacional da legenda, disse ontem que apresentará na próxima reunião da direção tucana, na primeira semana de fevereiro, uma resolução determinando que todos os acordos estaduais para as eleições deste ano sejam referendadas pelo comando partidário.

O plano de centralizar as decisões dos acordos estaduais tem o objetivo de obrigar que as campanhas locais do PSDB se engajem no projeto nacional de Aécio, garantindo seu palanque. A lógica local, afirmam os aliados do senador mineiro, não poderá se sobrepor à disputa pelo Planalto.

"Todas as alianças estaduais terão que passar pela aprovação da Executiva Nacional do partido. O PSDB é um partido que tem um projeto de País", disse o senador ontem, em Belo Horizonte, depois de um encontro com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB).

Segundo o tucano, haverá delegação para que a condução dos acordos seja feita pelos diretórios estaduais, mas os dirigentes não terão poder para fazer a homologação. "Estamos já com um grupo de lideranças do partido responsável pela construção de nossas alianças estaduais. Porque elas se encaminham nesses próximos três meses." A decisão, disse, já foi comunicada "às diversas instâncias do partido".

Não ficou claro, porém, quais instâncias foram consultadas. Três membros da executiva nacional do partido ouvidos ontem pelo Estado negaram que tenham sido consultados sobre a medida, mas se disseram favoráveis à ela. "Em princípio acho a ideia correta. Temos que levar em conta o interesse nacional do partido", disse o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB.

Sem resistência. A resolução, inédita no partido segundo Goldman, deve ser aprovada sem resistências na reunião da direção em fevereiro. Ela é vista por setores do partido como uma demonstração da força de Aécio.

Em campanhas presidenciais passadas, os acordos regionais eram acompanhados pelo comando nacional tucano de maneira informal e, em caso de impasse, costumava prevalecer a decisão local, dos Estados.

Segundo um aliado do senador mineiro, a proposta foi elaborada tendo em vista locais onde o PSDB não terá candidato a governador. Nos oito Estados comandados por tucanos atualmente, os governadores terão autonomia para definir suas alianças, afirma esse aliado.

Dessa forma, Aécio tenta evitar ruídos em cenários delicados como São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tenta costurar uma chapa com o PSB, deixando em aberto inclusive a possibilidade de acolher um vice da legenda.

Apesar de manter boas relações com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato do PSB ao Planalto, Aécio disputa com ele o posto de principal adversário da presidente Dilma Rousseff na sucessão presidencial de outubro e teme que, em alguns casos, a lógica local possa beneficiá-lo.

Na entrevista de ontem, Aécio ressaltou, porém, que os diretórios estaduais "não serão atropelados" pelo nacional.

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