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Aécio promete benefícios para idosos

MARIANA SALLOWICZ - O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2014 | 02h 01

Em visita a asilo, candidato à Presidência lança versão nacional do programa DignaIdade, implantado pelo seu governo em Minas Gerais

RIO - Reajustes maiores nas aposentadorias e benefícios sociais e maior austeridade fiscal. O candidato à Presidência do PSDB, senador Aécio Neves, apresentou essa fórmula ontem ao visitar idosos no Abrigo Cristo Redentor, em Bonsucesso, na zona norte do Rio. O parlamentar visitou a instituição para lançar a versão nacional do programa DignaIdade, implantado pelo seu governo em Minas Gerais.

Para aumentar as aposentadorias, Aécio anunciou que, se for eleito, os reajustes dos benefícios vão incorporar o que chamou de um "plus". Além do índice já concedido atualmente, prometeu um aumento baseado na variação dos preços de medicamentos. Questionado de onde virão os recursos, não foi específico.

"(Virão) De um Estado que tem uma política fiscal austera, que não desperdiça, que não aumenta os gastos correntes de forma avassaladora e irresponsável como esse governo aumentou ao longo dos últimos anos", declarou.

Aécio afirmou que está sendo definido por sua equipe econômica o conjunto de medicamentos considerados no reajuste, com prioridade para aqueles de uso contínuo.

"É algo absolutamente simples de se fazer. O custo, naquilo que temos avaliado, não é expressivo", declarou.

Disse ainda que o programa DignaIdade aumentará e qualificará cuidadores, ampliará as unidades que atendem idosos e preverá o reajuste do medicamento também para o Benefício de Prestação Continuada. O BPC paga um salário mínimo ao idoso com 65 anos ou mais que não pode garantir o próprio sustento nem tê-lo provido pela família.

A jornalistas, declarou que "o orçamento hoje no Brasil é uma peça de ficção". Questionado se a medida não iria onerar ainda mais os cofres públicos, rebateu que é um gesto de sensibilidade e respeito com os idosos.

"O que onera o Tesouro são os mais de R$ 30 bilhões que agora ele (o governo) está sendo obrigado a transferir às empresas de energia, pelo absoluto e absurdo equívoco do governo na condução dessa área", disse.

"No momento em que nós organizarmos o governo, enxugarmos a máquina pública, cortarmos pela metade o número de ministérios, definirmos prioridades - que serão prioridades claras - vai ter dinheiro para o que precisa."

Ao chegar ao asilo, por volta das 11h, Aécio cumprimentou 12 idosos em cadeiras de rodas. Em seguida, ao som de um samba improvisado, dançou com Ladir Rodrigues Horta, 67 anos, dos quais 30 no asilo. Também cantou algumas canções, entre elas Amizade Sincera, de Renato Teixeira.

O tucano evitou comentar diretamente o desempenho de Marina Silva (PSB), mas disse que se vê no segundo turno. Afirmou que "quer ser presidente da República para que o Brasil cresça, para que a esperança volte" .

O candidato acusou o PT de promover "terrorismo" ao supostamente disseminar a informação de que ele pretende acabar com o Bolsa Família. "Na verdade há um terrorismo disseminado Brasil afora, obviamente pelo PT, pelos filiados e seus simpatizantes." / COLABOROU WILSON TOSTA

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