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Aécio leva aliado DEM para a chapa do PMDB no Rio

Luciana Nunes Leal - O Estado de S. Paulo

23 Junho 2014 | 03h 00

Cesar Maia desiste de disputar governo e vai concorrer ao Senado em coligação liderada por Pezão; ação fortalece ‘Aezão’ no Estado

RIO - Aliado do PSDB no plano nacional, o DEM aceitou ingressar na chapa majoritária do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição. O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) desistiu de concorrer ao Palácio Guanabara e deverá ser anunciado nesta segunda-feira, 23, candidato ao Senado na chapa. A articulação fortalece o movimento “Aezão” no Rio - o voto conjunto no candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, e em Pezão para o governo do Estado.

Para viabilizar a coligação, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorreria ao Senado, vai abrir mão da disputa. O acordo costurado por Aécio foi uma resposta à aliança do PSB com o PT local, avalizada pelo presidenciável Eduardo Campos (PSB). O deputado Romário (PSB) será o candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo petista Lindbergh Farias. 

O PSDB confia que a presença de Cesar Maia na aliança do PMDB fortaleça a candidatura de Aécio no terceiro colégio eleitoral do País, com 12 milhões de votantes. Embora ala expressiva do PMDB fluminense apoie o senador tucano, Pezão e Cabral prometem apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. 

JOSÉ PEDRO MONTEIRO/AGÊNCIA O DIA-5/6/2014
Aécio(à dir.)e Jorge Picciani,presidente do PMDB-RJ

“Nossa prioridade total e absoluta é a eleição de Aécio presidente. Goste eu ou não, a decisão do partido está voltada para o plano nacional, já que não temos candidato majoritário no Rio”, disse neste domingo o presidente do PSDB-RJ, deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha, um dos principais opositores de Cabral e Pezão na Assembleia Legislativa. 

O PSDB deverá anunciar nesta segunda-feira, 23, a entrada formal na coligação com o PMDB. A convenção estadual do partido, realizada no domingo, aprovou apenas a coligação proporcional com o PPS e deixou a decisão sobre apoio a governador para a executiva estadual. 

A aliança em torno de Pezão já soma 16 partidos. Maia vinha negando categoricamente a proposta de Aécio para que desistisse da disputa e se aliasse ao PMDB. No entanto, segundo aliados do ex-prefeito, a oferta para disputar o Senado mudou o cenário. A negociação, feita entre a noite de sábado e a tarde de domingo, envolveu Aécio, Maia e o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, líder da dissidência pró-tucano. 

Ao lado do PSDB, o DEM fazia oposição a Cabral e Pezão. Mas os aliados concordaram que era preciso reagir à aliança do PT com o PSB e fortalecer o movimento “Aezão”. Nesse novo desenho, Dilma terá de dividir espaço no Rio com dois adversários na disputa presidencial. De um lado, o PSB de Campos, que vai se apoiar na candidatura de Romário. De outro, Maia fará campanha para Aécio no palanque de Pezão. 

A presença de Romário na disputa pelo Senado pesou na decisão de Cabral. A avaliação é que o ex-jogador tem grandes chances de vitória por ser muito popular. Cabral deixou o governo no início de abril com baixos índices de popularidade. 

Além do governador e de Lindbergh, a disputa pelo governo fluminense deverá ter como candidatos Anthony Garotinho (PR) - que ainda não anunciou quem apoiará para presidente - e Marcelo Crivella (PRB), que apoia a reeleição de Dilma.