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Advogado vai pedir à Justiça prisão de caciques suspeitos

José Maria Tomazela, Enviado Especial / HUMAITÁ (AM) - O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2014 | 02h 07

O advogado Carlos Terrinha, que representa as famílias dos três homens desaparecidos em Humaitá (AM), vai entrar hoje com pedido de prisão temporária dos caciques supostamente envolvidos no caso. Para ele, com o encontro dos restos queimados de um carro, na sexta-feira, já haveria elementos para a prisão.

"Não temos dúvida de que o carro era das vítimas e não há razão para esperar mais", disse Terrinha. O advogado fará uma representação à Justiça Federal e um requerimento à Superintendência da Polícia Federal.

Para ele, a demora em reconhecer que os desaparecidos - o professor Stef Pinheiro de Souza, o comerciante Luciano Ferreira Freire e o técnico Aldeney Ribeiro Salvador - foram assassinados pelos índios aumenta o clima de tensão na região.

Em nota divulgada na sexta-feira, a PF confirmou ter encontrado vestígios de um carro, mas não havia sinais dos corpos e uma perícia vai determinar se se trata do veículo das vítimas.

Terrinha vai pedir que a Funai investigue a conduta do coordenador regional do Madeira, Ivã Bocchini, que teria usado o blog oficial do órgão para levantar suspeitas sobre a morte do cacique Ivan Tenharim, em 3 de dezembro. O comentário foi feito por Bocchini antes do desaparecimento do trio. O coordenador não foi localizado.

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