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'Acabou coxinha, acabou mortadela. O negócio agora é quibe', diz Kalil

Prefeito eleito em Belo Horizonte tem ascendência sírio-libanesa

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Leandro Augusto, especial para o Estado ,
O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2016 | 23h41

Após saber de sua vitória na disputa à prefeitura de Belo Horizonte, o empresário Alexandre Kalil (PHS) usou do humor que lhe é peculiar para provocar os derrotados. "Acabou coxinha, acabou mortadela. O negócio agora é quibe”, afirmou ele, em referência aos produtos associados, primeiro, aos tucanos e, segundo, aos petistas. Kalil tem ascendência sírio-libanesa.

Kalil foi presidente do Atlético-MG entre 2008 e 2014. O time foi campeão da Taça Libertadores durante sua gestão, em 2013. A empresa em que atuava, da qual terá que se afastar agora para assumir a prefeitura, conforme a legislação eleitoral, se chama Erkal Engenharia e foi fundada pelo seu pai, Elias Kalil, que também foi presidente do Atlético-MG.

Ao longo da campanha, e sobretudo no segundo turno, a partir do momento em que pesquisas mostraram a virada, o deputado federal João Leite (PSDB) passou a atacar o adversário por conta de dívidas da empresa com funcionários da empreiteira, que não tiveram INSS e FGTS recolhidos. Kalil também entrou na campanha com dívida de R$ 100 mil de IPTU, valor que, conforme a assessoria do empresário, foi paga na última semana de campanha.

Questionado sobre com quem pretende conversar daqui para frente, respondeu que vai falar com representantes de vários partidos, sem citar o senador Aécio Neves (PSDB). 

Pela manhã, ao votar no Colégio Estadual Milton Campos, o Estadual Central, uma das escolas ocupadas por estudantes em protesto contra a PEC 241 e o governo Michel Temer (PMDB), o empresário afirmou que, eleito, procurará hoje a Defesa Civil, a prefeitura de Belo Horizonte e o governo do Estado para negociar a retirada de 2 mil famílias de áreas de risco da cidade. “Em janeiro (por causa das chuvas) começa a cair casa e morrer gente”. Conforme o candidato, o objetivo é evitar que “essa catástrofe que se tornou rotina na cidade de Belo Horizonte passe a ser exceção”.

Kalil foi eleito prefeito de Belo Horizonte com 52,98% dos votos válidos. João Leite ficou com 47,02%. A abstenção na capital mineira foi de 22,77%. 

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