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Quais são as propostas dos candidatos a prefeito de SP sobre saúde?

Fila da saúde tem 753 mil paulistanos à espera de consulta, exame ou cirurgia; ampliação da...

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09 de Setembro de 2016 | 00:00
Atualizado 11 de Setembro de 2016 | 18:49

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+ SÃO PAULO TEM 753 MIL NA FILA DA SAÚDE +

O Estado, em parceria com a Rede Nossa São Paulo, publica uma série temática com os desafios do próximo prefeito. Veja o que cada candidato propõe para melhorar o atendimento na rede municipal de saúde e uma análise sobre o tema:

Contratação de mais médicos
Contratação de mais médicos

João Doria

Candidato do PSDB

Contratar 800 médicos para suprir de imediato as vagas em aberto no sistema de saúde. Utilizar o cartão do SUS como chave de acesso ao Prontuário Eletrônico, que será criado para cada paciente. Usar a Telemedicina para garantir acesso imediato a exames e consultas com especialistas. Melhorar as condições de trabalho e qualificação dos profissionais da saúde. Utilizar horários alternativos na rede privada para eliminar a espera por exames na rede municipal.

João Doria,
Descentralização da gestão da saúde
Descentralização da gestão da saúde

Luiza Erundina

candidata do PSOL

A Saúde é um dos pontos mais sensíveis da vivência na cidade. Assim, as políticas públicas que visam elevar a saúde do paulistano perpassam diversas áreas programáticas e têm como base o combate às desigualdades. Para garantir o enfretamento das diferentes demandas locais, marcadas por profundas discrepâncias, acreditamos na necessidade de descentralização da gestão da Saúde. A oferta de serviços de Saúde está marcada pela primazia das Organizações Sociais, num amplo processo de terceirização e sucateamento dos serviços. Trabalharemos para criação de plano de carreira adequado para todos os funcionários, com ratificação do caráter estatal dos diferentes equipamentos de Saúde, buscando um atendimento integral, respeitando as especificidades das pessoas e dos locais. Em nosso programa defendemos:
 
- Defesa radical de um SUS público, gratuito, de qualidade para todos e todas, completamente estatal, pondo fim aos contratos com entes privados na gestão indireta de serviços públicos, por meio de programa de transição que não reduza a assistência ao povo. Fazer gestões para a revisão imediata do Pacto Federativo entre as instâncias para DEFESA INTRANSIGENTE DO SUS e de uma Secretaria de Saúde autônoma e efetivamente gestora, com financiamento de no mínimo 10% do PIB junto ao fim da DRU para a seguridade social, permitindo a primazia da lógica pública na relação com a Rede Privada de Serviços de Saúde: ressarcimento, câmara de compensação;
 
- Construção de carreiras para servidores públicos municipais com critérios democráticos e técnicos, particularmente para os ocupantes de cargos gerenciais, a fim de garantir oferta assistencial alinhada com princípios da gestão, constituindo ambiente de trabalho propício à formação dos trabalhadores das equipes e de estudantes de instituições de ensino superior conveniadas;
 
- Garantir atendimento que dê atenção integral à saúde reprodutiva e sexual da mulher, especialmente às vítimas da violência doméstica e do estupro, bem como quanto ao direito de decidir sobre seu corpo, livre das imposições da indústria das cesarianas, valorizando o parto humanizado, sem discriminação ou violência obstétrica;
 
- Criar espaços específicos para atendimento dos jovens nas unidades de saúde e atendimento em horários compatíveis com o trabalho e a escola;
 
- Adotar, no combate ao tráfico e à drogadição, abordagem de acolhimento ao usuário problemático e informação para o uso seguro, dentro da visão da redução de danos, ou seja, enfatizando educação, informação e atenção à saúde e eliminando progressivamente o caráter repressivo, comprovadamente ineficaz e danoso;
Luiza Erundina,
Prioridade de gestão
Prioridade de gestão

Marta Suplicy

Candidata do PMDB

Saúde será a prioridade na minha gestão. Começaremos normalizando o fornecimento de remédios, depois contrataremos mais 2 mil médicos.  Vamos concluir todas as obras que estão paradas, desde UBSs até hospitais que pertencem ao município e estão fechados por falta de investimento.  Além disso, criarei um programa especifico para a saúde da mulher, o SIM (Saúde Integrada da Mulher), que terá 12 unidades e contará com ginecologista, obstetra, geriatra, oncologista e laboratório. Esse atendimento especializado vai desafogar a fila nos hospitais.

Marta Suplicy,
Ampliar a capacidade de atendimento
Ampliar a capacidade de atendimento

Major Olimpio

Candidato do SD

Aumentar número de leitos no SUS, ampliar o ATENDE, implantar o prontuário eletrônico, aperfeiçoar o Programa Saúde da Família, criar o Saúde do Idoso, ampliar a rede de UPAs, APAs, UBSs e AMAs Especialidades, organizar a distribuição gratuita de medicamentos e ampliar os medicamentos oferecidos, aumentar número de médicos, estimular medicina preventiva e reduzir tempo de agendamento, implantar unidades móveis e aumentar o programa saúde da família, colocar autoridade de saúde nas Subprefeituras, acabar com as cracolândias.

Major Olimpio,
Melhorar o que já existe
Melhorar o que já existe

Celso Russomanno

Candidato do PRB

O grande desafio da saúde não é só entregar as novas unidades que vamos fazer, mas, principalmente, fazer funcionar a rede que já existe. 
Implantaremos uma gestão de qualidade na área da Saúde com as seguintes
ações:
 
Informatizar os equipamentos de saúde (UBSs, UPAs, AMAs, etc.) para melhorar a qualidade da assistência:
 
- Prover capacidade de integração das informações entre as unidades de 
saúde para evitar o retrabalho e para facilitar o diagnóstico e o tratamento proposto pelo médico. Implantar o cartão Saúde Inteligente, recurso imprescindível para a melhoria no fluxo da informação e, por consequência, da assistência.
 
Valorizar os profissionais da saúde e melhorar sua remuneração:
 
- Aprimorar o plano de carreira, considerando os critérios de ascensão e 
promoção, equiparando salários de pessoas que desenvolvem atividades semelhantes. Melhorar a remuneração dos profissionais da saúde tendo como critérios o tempo de serviço, a idade, a atualização profissional, a distância do trabalho e o desempenho assistencial e administrativo.
 
 
Diminuição das filas de espera para consultas, exames e internações:
 
- Reorganizar o fluxo dos pacientes nos diversos níveis de assistência, 
facilitando o acesso e orientando o cidadão para buscar o serviço mais adequado para sua necessidade. Aprimorar o sistema de regulação de vagas e usar tecnologia e educação para evitar agravos de saúde.
 
 
Melhorar o manejo das doenças crônicas (especialmente hipertensão e
diabetes):
 
- A partir do aprimoramento da estratégia de saúde da família, reduzir o 
índice de internações causadas pelo manejo inadequado de pacientes com hipertensão e diabetes. Valorizar o trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACSs) e integrar as instituições de ensino superior às ações de saúde.
 
 
Melhorar a infraestrutura da saúde
 
- Concluir as unidades inacabadas (reabrir o Hospital Sorocabana e 
concluir e entregar os hospitais de Parelheiros e Brasilândia) e melhorar aquelas que se encontram em condições precárias, com foco no aumento da eficiência e eficácia dos serviços.
 
 
Melhorar a logística de entrega de medicamentos
 
- Aprimorar o sistema de compra e dispensação de medicamentos em toda a rede, para evitar o desperdício, facilitando o acesso da população a este importante recurso.
Celso Russomanno,
Rede Hora Certa é solução
Rede Hora Certa é solução

Fernando Haddad

Candidato do PT

A proposta é investir cada vez mais na Rede Hora Certa e em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Já entregamos o hospital Vila Santa Catarina, no Jabaquara, no prédio onde funcionava o antigo Hospital Santa Marina, com 271 leitos, e uma parceria com o hospital Albert Einstein. Em Parelheiros, a obra do hospital está praticamente concluída e deve ser entregue até o final de setembro, com mais 255 leitos, maternidade, pronto-socorro, Hospital-Dia, Hospital Escola e Centro de Apoio e Diagnóstico.

Essa obra é uma demanda de 20 anos da região e sua conclusão terá impacto em todo o atendimento realizado pela rede pública na zona sul da capital, especialmente no Hospital Estadual do Grajaú. Também vamos entregar outro hospital na Brasilândia e ainda há o projeto de uma nova unidade na Vila Matilde, que ainda não foi licitada. Além disso, daremos prosseguimento às reformas e readequações dos 18 hospitais municipais da cidade - já fizemos intervenções em nove deles -, além da entrega de 22 novas UPAs, das quais 13 foram licitadas e estão em obras atualmente.

Programas atuais como a Rede hora Certa, que reduziu a fila de espera por consultas, e as reformas de UBSs e prontos-socorros serão mantidos e ampliados, porque ajudam a desafogar o atendimento nos hospitais. Vamos também manter atenção especial ao atendimento à primeira infância, às Mulheres e aos idosos, por meio de iniciativas que incluem projetos de atividade física, alimentação saudável e promoção ambiental nas UBSs, academias da cidade, saúde nas escolas, entre outros.

Fernando Haddad,

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