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Marina deve esperar o eleitor para segui-lo no 2º turno

segunda-feira 04/10/10

Candidata derrotada a presidente, a senadora Marina Silva (PV) disse que vai esperar a convenção de seu partido, daqui a duas semanas, para declarar (ou não) seu apoio no segundo turno. Não que seus eleitores estejam esperando pela decisão para escolher em quem vão votar. É um clássico da política: o líder espera o vento […]

Candidata derrotada a presidente, a senadora Marina Silva (PV) disse que vai esperar a convenção de seu partido, daqui a duas semanas, para declarar (ou não) seu apoio no segundo turno. Não que seus eleitores estejam esperando pela decisão para escolher em quem vão votar.

É um clássico da política: o líder espera o vento bater e, só então, ruma para onde ele está soprando -de preferência, sugerindo que está à frente do processo. É o que se chama de senso de oportunidade, ou vanguarda do reboque.

Não que haja muito mais o que Marina possa fazer. Grande parte dos votos que recebeu não foram a favor da candidata verde, mas contra os seus adversários. Portanto, só resta ao seu eleitor decidir pelo menos pior aos seus olhos. E isso tem pouco a ver com a recomendação de um político. A escolha, para muitos, é entre o bolso e a consciência.

Cabe a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) bajular Marina nesta fase. Menos pela eventual declaração de apoio, e mais para não desagradar quem votou na senadora. Uma palavra menos abonadora à antiga adversária agora pode ser entendida como crítica a quem depositou sua confiança nela.

No mais, a convenção do PV para tratar do apoio no segundo turno foi marcada há meses, uma clara demonstração da confiança do partido no êxito de sua candidata.