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Empate com Marta no Ibope abre chance de “voto útil” para Haddad

Jose Roberto de Toledo

26 Setembro 2016 | 20h19

O “voto útil” dos ex-petistas com que Marta Suplicy (PMDB) contava para ajudá-la a ir ao segundo turno em São Paulo agora pode ser contra ela. O empate técnico com Fernando Haddad (PT) abriu uma nova possibilidade para o eleitorado que não quer um segundo turno entre João Doria (PSDB) e Celso Russomanno (PRB). O petista passou a ter chances teóricas de enfrentar o tucano, desde que Russomanno continue caindo nos próximos dias.

Se ficar caracterizado que Haddad tem mais chances de ir ao turno final contra Doria, o atual prefeito poderia roubar até 4 pontos de Marta. Se, ao contrário, as pesquisas indicarem que a candidata do PMDB tem mais chances, Marta poderia roubar até 6 pontos de Haddad. Para fazer essa conta basta cruzar a quantidade de eleitores que declaram intenção de voto em Marta ou Haddad e que não votariam em Russomanno de jeito nenhum.

Alguns dos eleitores de Marta podem acabar ajudando Haddad involuntariamente, porém. Faltando seis dias para irem à urna, apenas 28% dos eleitores da peemedebista sabem que seu número é o “15”, e 6% ainda acham que é o “13”. Russomanno tem o mesmo problema: só 30% sabem que seu número é o “10”. Embora o conhecimento do número deva aumentar bastante até domingo, Haddad sai de um patamar de conhecimento mais alto: 58% sabem que ele é o “13”. Assim como 63% sabem que Doria é “45”.

Outra vulnerabilidade de Marta é que 22% dos seus eleitores aprovam a gestão de Haddad. São 3 pontos que poderiam mudar de lado em favor do petista, dependendo das próximas pesquisas.

O voto em Doria e em Haddad está mais consolidado do que o de seus rivais. 64% de quem declara voto no tucano e 62% dos eleitores do petista dizem que não precisam se informar mais pois já tomaram sua decisão. Para Russomanno, essa taxa é um pouco menor: 59%. O eleitor menos convicto é o de Marta, porém. Nada menos do que metade diz que ainda precisa se informar mais.

Nada disso faz sentido, porém, se Russomanno não cair mais. Essa possibilidade existe porque o candidato do PRB está perdendo votos tanto no centro rico antipetista (para Doria) quanto na periferia pobre que historicamente vota no PT (para Haddad e também para Doria).

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