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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

segunda-feira 20/10/14 20:26

Crescimento ajuda Dilma mas abstenção pode atrapalhá-la

Na reta final da eleição os movimentos do eleitorado tendem a ser mais importantes do que os números. E o crescimento de Dilma Rousseff (PT) identificado pelo Datafolha é semelhante ao captado por outras pesquisas. Embora consistente, o movimento é lento - nada a ver com a rápida queda de Marina Silva (PSB) que acabou beneficiando Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno. Qualquer previsão sobre vitoriosos ou derrotados é precipitada. A diferença entre os dois candidatos a presidente é tão ...

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segunda-feira 20/10/14 00:45

Na onda do ódio

Campanha negativa, do contra, o lado B. Entre tantos eventos que marcam a eleição presidencial de 2014, os métodos de desconstrução do adversário são os mais eficientes até agora. Podem eleger o próximo presidente, seja quem for. Em vez de engajamento com a política e de criar afinidade entre cidadão e governante, a anticampanha afasta-os. E reforça a sensação típica do segundo turno: eleger não o melhor, mas o menos pior. Na mais apertada das eleições presidenciais - da curta história ...

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quarta-feira 15/10/14 20:55

Números parecidos escondem eleitorados cada vez mais diferentes

A divisão do eleitorado vai além dos 51% para Aécio Neves (PSDB) a 49% de Dilma Rousseff (PT). É a oposição Nordeste versus São Paulo, dos centros ricos das metrópoles versus suas periferias, dos contrários ao Bolsa Família versus os beneficiários do programa. Desde 2006 que essa divisão é visível no mapa do Brasil. Em 2014, a polarização está mais forte. Virou cisão. Quanto mais diferentes se tornam seus respectivos eleitorados, mais parecidos ficam os números dos candidatos a presidente. Aécio ...

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quarta-feira 15/10/14 19:04

Datafolha projeta decisão apertada e no último momento

A estabilidade das intenções de voto em Aécio Neves (PSB) e Dilma Rousseff (PT) confirma a maior divisão do eleitorado na história das eleições presidenciais no Brasil. Mostra ainda que o apoio formal de Marina Silva (PSB) ao tucano foi irrelevante e que a eleição só deverá ser decidida no próprio dia 26.

Como já ocorrera em 2010, o eleitorado de Marina foi mais rápido do que a candidata do PSB para escolher seu lado, ou ao menos para declará-lo. Logo, a opção pública de Marina por Aécio foi mais consequência do que causa do crescimento do tucano.

Na verdade, o potencial de transferência de votos de Marina é baixo: só 20%, segundo o Datafolha, votariam em um candidato apoiado por ela, contra 23% que não votariam, pelo mesmo motivo. Para a maioria absoluta, 53%, a posição de Marina é irrelevante. São números parecidos com os de Fernando Henrique Cardoso, e muito menores do que os de Luiz Inácio Lula da Silva.

Além de reafirmar o empate técnico entre Aécio e Dilma, o Datafolha mostrou uma convergência das taxas de rejeição aos dois presidenciáveis. A do tucano subiu, de 34% para 38%, e chegou assim ao limite de um empate técnico com a da petista, que oscilou de 43% para 42%. Já as taxas dos que dizem que votariam com certeza em um ou em outro empatam em 42%.

Tudo isso soma-se ao fato de 15% dos eleitores terem dito ao Datafolha que escolheram seu candidato no primeiro turno entre o sábado e o domingo de votação. Se não houver nenhum evento que mude os rumos da campanha e faça-a pender para um lado, a decisão será por margem muito apertada e na última hora, depois até de as pesquisas de véspera irem a campo. É um cenário de pesadelo para os candidatos – e para os institutos.

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segunda-feira 13/10/14 00:15

Governo de (des)união

O eleitorado está dividido como nunca esteve em uma eleição presidencial brasileira (não creia em nada além de 51% a 49%). O Congresso Nacional virou uma S.A. de 28 acionistas minoritários. A eleição de governador é a volta dos que não foram. Ou seja, o poder federal ainda mais disperso frente ao poder concentrado dos caciques regionais. O que esperar do(a) presidente nesse cenário? Depende de quanta decepção se está disposto a sofrer. Em caso de eleição de Aécio Neves (PSDB), ...

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quinta-feira 09/10/14 21:36

Ibope projeta 2º turno mais disputado desde a redemocratização

O empate técnico de 51% a 49% entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) projeta o segundo turno mais disputado entre candidatos a presidente em uma eleição no Brasil após a redemocratização. Os dois pontos que separam o tucano da petista são a menor diferença já encontrada pelo Ibope na primeira rodada de pesquisas do segundo turno presidencial desde 1989. Em 1989, Fernando Collor (então no PRN) largou com uma boa vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ...

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quinta-feira 09/10/14 20:01

Empate técnico quebra expectativas exageradas do mercado sobre Aécio

A expectativa dos tucanos e do mercado financeiro de que Aécio Neves (PSDB) assumiria liderança folgada nas pesquisas que contam transformou seu empate técnico com Dilma Rousseff (PT) no Ibope em uma decepção para seus eleitores e investidores. Na segunda, a Bovespa subiu 5 mil pontos, apostando no tucano. Os boatos sobre outras pesquisas, divulgadas ou não, dando ampla vantagem a Aécio ajudaram a criar a expectativa exagerada. Era um exagero não compartilhado pela maioria dos eleitores. A maior parte ...

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terça-feira 07/10/14 00:15

Congresso Nacional S.A.

Com a dispersão crescente de suas cadeiras entre mais e mais partidos, o Congresso Nacional está virando uma sociedade anônima. Como na composição acionária das maiores empresas, não é preciso ser dono de metade mais um dos votos, basta ter uma fração do poder e saber negociar os votos suficientes para garantir a maioria. E ninguém negocia melhor do que o PMDB. Hoje, 22 partidos têm representação no Congresso. A partir de 2015, se não houver fusões nem traições, 28 legendas ...

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segunda-feira 06/10/14 21:11

A onda virou avalanche

O resultado do primeiro turno é muito ruim para Dilma Rousseff (PT). A presidente fez uma vantagem muito menor do que a esperada sobre Aécio Neves (PSDB), cerca de 8 milhões de votos. Em 2010, ela abriu quase o dobro disso, foram 12 milhões a mais do que o tucano José Serra. Por sua vez, Marina Silva (PSB) praticamente voltou ao seu patamar de quatro anos atrás. O que ela teve a mais veio de Pernambuco, herdado de Eduardo Campos. A ...

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