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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

quarta-feira 17/12/14 18:56

Ibope: Popularidade de Dilma volta ao nível pré-campanha eleitoral

Ibope Dilma

Ibope Dilma Como costuma acontecer quando o governante é um dos candidatos, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) melhorou entre setembro e outubro, durante a campanha eleitoral - o suficiente para reelegê-la. Acabada a propaganda diária no rádio e na TV, a taxa de bom e ótimo presidencial voltou ao patamar pré-campanha. É o que mostra pesquisa Ibope-CNI divulgada nesta quarta-feira. Hoje, 40% dos brasileiros consideram o governo Dilma ótimo/bom, segundo a ...

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segunda-feira 15/12/14 00:10

Poço flamejante

A presidente Dilma Rousseff (PT) sobreviveu à primeira onda oposicionista para tirá-la do cargo ao qual foi reconduzida pelas urnas. A conjugação do seu sobrenome com a palavra impeachment entrou em baixa nas redes sociais e, principalmente, nas buscas via Google. O binômio Bolsonaro-estupro, por exemplo, provocou muito mais interesse dos internautas na semana passada. Talvez o Natal seja menos turbulento para Dilma do que foram as semanas subsequentes à sua reeleição, mas o ano novo promete um céu escuro como ...

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segunda-feira 08/12/14 01:58

Sua Exª, a circunstância

A margem de manobra quando Dilma Rousseff (PT) começou a governar, quatro anos atrás, era 3 vezes maior que a atual. As pesquisas já divulgadas mostraram saldo positivo de avaliação da presidente pouco acima de 20 pontos. Foi suficiente para reelegê-la, mas não basta para fazer o que quer, com quem quiser e do jeito que bem entender no seu segundo mandato. Dilma não mudou, mas suas circunstâncias sim. E isso faz toda a diferença. É esperado que, sem a propaganda ...

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segunda-feira 17/11/14 00:30

Política concreta

Poucas empresas são mais generosas com campanhas eleitorais do que as empreiteiras cujos presidentes e diretores passaram o fim-de-semana em Curitiba, como hóspedes da Polícia Federal. Juntas, doaram mais de R$ 180 milhões nas eleições de 2014, segundo levantamento de Rodrigo Burgarelli, do Estadão Dados. E a fatura vai aumentar. Faltam prestações de contas do 2º turno.

Os alvos de tanta contribuição desinteressada estão em todos os partidos que contam – e até em alguns que não contam. A generosidade empreiteira não vê barreiras geográficas nem ideológicas. Doa para deputados, senadores, governadores e presidentes – sem discriminação. Nada mais franciscano: pediu, levou. As doações universais das construtoras são o amálgama que une governo e oposição em uma única e imensa obra de engenharia política.

A medida da generosidade empreiteira pode ser tomada pelo que se conhece até agora através das prestações parciais das contas eleitorais. Sabe-se, por exemplo, que ela se estendeu às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) – embora ainda não se conheça toda a extensão dessa generosidade. Isso sem contar outros presidenciáveis.

Ao menos oito governadores eleitos foram beneficiados por doações de uma ou mais empreiteiras que tiveram executivos presos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Juntos, receberam mais de R$ 35 milhões dessas empresas suspeitas de superfaturamento na Petrobras. Há governadores dos três maiores partidos: PMDB, PT, PSDB – além de PSB, PDT e PC do B.

No caso de um deles, as contribuições para sua campanha vindas das construtoras investigadas somam mais de 40% de tudo o que ele arrecadou. É Renan Calheiros Filho, eleito governador de Alagoas pelo PMDB – e herdeiro político do presidente do Senado. Em valores absolutos, Renan Filho só não recebeu mais do que Rui Costa (PT) – eleito governador da Bahia-, cuja campanha contabilizou R$ 9,4 milhões originários das mesmas empreiteiras.

Em terceiro lugar por volume vivo de doações recebidas das investigadas aparece o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Via Comitê Financeiro do PSDB para governador, sua campanha recebeu R$ 6,8 milhões das construtoras Queiroz Galvão, UTC Engenharia e OAS. A lista de governadores ficará maior e as posições no ranking poderão mudar depois que os eleitos no 2º turno fizerem suas prestações de conta finais.

Dos novos senadores, ao menos 12 viram suas campanhas se beneficiaram da mesma generosidade. Juntos, receberam R$ 8 milhões dessas empreiteiras. São do PSDB, PMDB, DEM, PT, PSD, PTB e PP. As doações das empresas sob suspeita variam de 2% a 35% do valor total arrecadado pelos novos senadores.

Na Câmara dos Deputados seria provavelmente mais rápido dizer quem não recebeu doações dessas empresas do que o contrário.

A suspeição que recai sobre as empresas se transfere para os políticos que tiveram suas campanhas parcialmente financiadas por elas? Não, obviamente. As doações foram feitas dentro do que prevê a lei: menos de 2% do faturamento anual das empreiteiras. Se o volume é multimilionário e a lista é extensa é porque essas empresas faturam bilhões – graças, em parte, a contratos com governos e empresas estatais. Mas isso deve ser coincidência.

Talvez por não acreditar em coincidências, 6 dos 10 ministros do Supremo Tribunal Federal votaram pela proibição das doações eleitorais de empresas. Só não bateram o martelo porque um seu colega estuda o tema há sete meses, sem decidir como votar.

Certo é que assim que o STF barrar as doações empresariais, o Congresso votará uma reforma política para preencher o vazio que a decisão judicial provocará. À britadeira da Justiça se seguirá a betoneira do Legislativo. É a política do concreto.

Férias. O leitor será poupado desta coluna nas próximas duas semanas.

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segunda-feira 10/11/14 00:55

A melhor política do mundo

Eleição após eleição, o sistema político brasileiro gasta mais dinheiro arrecadado junto a um grupo menor de empresas para eleger um Congresso cada vez mais disperso e menos funcional. A síntese extraída do resultado das urnas e da prestação de contas dos partidos pelo Estadão Dados é dura só na aparência. O sistema é tão bom que quem é do ramo não quer mudá-lo. Fácil entender por quê: é eficiente, eficaz e lucrativo. O Congresso a ser empossado em 2015 será ...

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segunda-feira 03/11/14 02:56

A política no gueto

“Não conheço ninguém que tenha votado em Dilma. Como ela pode ter sido eleita?” Tal pergunta, frequente nas redes sociais, animou 2,5 mil pessoas a irem à rua pedir o impeachment da recém-reeleita e, em alguns casos, defender a volta da ditadura militar. O questionamento à legitimidade do pleito também está nas entrelinhas do pedido de “auditoria” da eleição presidencial feito pelo PSDB à Justiça eleitoral. Embora diferentes em tom e propósito, são simbólicos - tanto a suspeição do resultado das ...

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domingo 26/10/14 22:13

Seis e meia dúzia

Milhões nas ruas protestando; sete em cada dez eleitores declarando desejo de mudança no governo. O cenário no qual transcorreram as eleições de 2014 prenunciava uma transformação profunda da política brasileira. O resultado não poderia ser mais contrastante. O Congresso Nacional terá poucas caras novas e com sobrenomes velhos. Os Estados continuam sendo governados, na imensa maioria, pelos mesmos caciques de sempre. E Dilma Rousseff (PT) segue sendo presidente do Brasil, após derrotar o PSDB no segundo turno: 2002, 2006 ...

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sábado 25/10/14 20:15

Abstenção volta a importar para definição do resultado

Dilma Rousseff (PT) é favorita para ganhar neste domingo. É o que mostram o Ibope e - ainda que na margem de erro - o Datafolha. Mas é possível garantir que a presidente vai se reeleger? Não. O movimento pró-Dilma parou dois dias antes da eleição - numa campanha marcada pela volatilidade do eleitorado. Voltou a haver chance de a abstenção definir o resultado. A vantagem da presidente refluiu para uma diferença de seis pontos, no Ibope. Está fora da ...

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quinta-feira 23/10/14 21:28

Sem-partido batem recorde após campanha virulenta de 2014

Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha)

[caption id="attachment_7224" align="alignnone" width="958"]Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha) Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha)[/caption] A campanha eleitoral de 2014 chega ao fim com a maior taxa já registrada de brasileiros sem preferência por nenhum partido político. São hoje 73% do eleitorado, a maior proporção desde 1988, quando começa a série histórica do Ibope. Em agosto de 2013, logo após os protestos, 62% não tinham preferência partidária. Desde então, ...

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