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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

quarta-feira 29/10/14 21:04

Dilma e a mão do PMDB

Screen Shot 2014-10-29 at 21.03.24

Screen Shot 2014-10-29 at 21.03.24 A mão direita, trêmula, move-se com o indicador esticado até o primeiro botão, no alto à esquerda, do teclado da urna eletrônica. Titubeia por um instante e desce para a tecla imediatamente abaixo. Pressiona-a e vai para o botão à direita. Aperta novamente: 4 + 5. Aparecem na tela da urna as fotos de Aécio Neves (PSDB), sorridente, e de Aloysio Nunes (PSDB), de terno preto. A ...

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domingo 26/10/14 22:13

Seis e meia dúzia

Milhões nas ruas protestando; sete em cada dez eleitores declarando desejo de mudança no governo. O cenário no qual transcorreram as eleições de 2014 prenunciava uma transformação profunda da política brasileira. O resultado não poderia ser mais contrastante. O Congresso Nacional terá poucas caras novas e com sobrenomes velhos. Os Estados continuam sendo governados, na imensa maioria, pelos mesmos caciques de sempre. E Dilma Rousseff (PT) segue sendo presidente do Brasil, após derrotar o PSDB no segundo turno: 2002, 2006 ...

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sábado 25/10/14 20:15

Abstenção volta a importar para definição do resultado

Dilma Rousseff (PT) é favorita para ganhar neste domingo. É o que mostram o Ibope e - ainda que na margem de erro - o Datafolha. Mas é possível garantir que a presidente vai se reeleger? Não. O movimento pró-Dilma parou dois dias antes da eleição - numa campanha marcada pela volatilidade do eleitorado. Voltou a haver chance de a abstenção definir o resultado. A vantagem da presidente refluiu para uma diferença de seis pontos, no Ibope. Está fora da ...

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quinta-feira 23/10/14 21:28

Sem-partido batem recorde após campanha virulenta de 2014

Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha)
Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha)

Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha)

A campanha eleitoral de 2014 chega ao fim com a maior taxa já registrada de brasileiros sem preferência por nenhum partido político. São hoje 73% do eleitorado, a maior proporção desde 1988, quando começa a série histórica do Ibope. Em agosto de 2013, logo após os protestos, 62% não tinham preferência partidária. Desde então, os sem partido cresceram 11 pontos.

Há hoje 16% de eleitores que se declaram simpatizantes do PT, e outros 4%, do PSDB. Além deles, só o PMDB é lembrado por mais de 1% dos eleitores: tem 2% de citações. Para piorar, os dois partidos com maior taxa de preferência provocam mais sentimentos negativos do que positivos. O Ibope perguntou qual a imagem que o eleitor brasileiro tem dos partidos de Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB).

Apenas 41% disseram ter opinião favorável (34%) ou muito favorável (7%) sobre o PT, contra 46% que disseram que a imagem que fazem do partido é desfavorável (35%) ou muito desfavorável (11%). Ou seja, os eleitores com imagem negativa superam os que fazem imagem positiva em 5 pontos. Outros 13% não responderam.

Em relação ao PSDB o saldo é ainda pior: 9 pontos. Apenas 36% disseram ter imagem favorável da agremiação de Aécio: 5% tem imagem muito favorável, e 31%, favorável. Do outro lado, 45% tem imagem negativa: 35% vê a imagem do PSDB como desfavorável, e 10%, como muito desfavorável. Outros 19% não souberam responder.

O aumento da aversão aos partidos se explica, principalmente, pela queda da simpatia pelo PT. O auge do petismo foi em março de 2003, quando 33% dos brasileiros diziam ter preferência pelo partido do então recém-empossado presidente Luiz Inácio Lula Silva. Não durou muito. A taxa caiu para 23% em 2004 e ficou nesse patamar até 2007, quando voltou a subir.

Em março de 2010, no auge da popularidade de Lula e pouco antes da eleição de Dilma, o simpatia pelo PT voltou a atingir 33% da população. Começou a cair ainda antes da posse da nova presidente, mas manteve-se em um patamar próximo a 25%. A derrocada começou com os protestos de junho de 2013. Em novembro do ano passado a simpatia pelo PT já era de apenas 20%.

Durante todo esse período, a preferência pelo PSDB oscilou entre 4% e 6%. Já a taxa de eleitores que não simpatizam com nenhum partido manteve-se na faixa dos 55% – até os protestos começarem. Foi a partir daí que o petismo perdeu força, mas nenhuma outra agremiação conseguiu capitalizar a sua queda.

Em julho de 2014, antes de a campanha eleitoral começar oficialmente, o petismo tinha os mesmos 20% do fim do ano anterior, 6% eram simpáticos ao PSDB e 54% não preferiam nenhum partido. Quatro meses e muitos ataques recíprocos depois, apenas 16% preferem o PT, só 4% preferem o PSDB, e 73% não têm preferência por nenhum partido.

O desgaste do petismo impactou o partido nas eleições: o PT elegeu menos deputados do que em 2010. Mas, por competência da campanha de Dilma, essa perda de apoio aos petistas não se transferiu na mesma proporção para a eleição presidencial. Se vencer, Dilma será reeleita apesar do PT.

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quinta-feira 23/10/14 19:13

Alta homogênea de Dilma diminui divisão no País, mostra Ibope

O movimento do eleitorado em direção à candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao longo da última semana foi homogêneo: ela cresceu em quase todos os segmentos demográficos e em quase todas as regiões. Além de diminuir a divisão geográfica e social do eleitorado, é sinal de que o crescimento da petista é consistente. As pesquisas Datafolha feitas entre uma e outra sondagem do Ibope apontaram na mesma direção: foi um movimento contínuo pró-Dilma, denotando uma tendência do eleitorado. Para além dos ...

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quarta-feira 22/10/14 04:27

Datafolha: Dilma conta com a inércia; Aécio, com o imponderável

Dilma Rousseff (PT) oscilou mais um ponto e segue em alta. Segundo o Datafolha divulgado nesta madrugada de quarta, ela foi de 43% na semana passada, para 46% na segunda-feira e chegou agora a 47% dos votos totais. Aécio Neves (PSDB) ficou nos mesmos 43%, para onde caiu dos 46% alcançados no começo do segundo turno. Nos votos válidos não houve mudança: 52% a 48% para a petista, taxas iguais às de segunda. Isso é facilmente explicável pelos arredondamentos. A ...

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segunda-feira 20/10/14 00:45

Na onda do ódio

Campanha negativa, do contra, o lado B. Entre tantos eventos que marcam a eleição presidencial de 2014, os métodos de desconstrução do adversário são os mais eficientes até agora. Podem eleger o próximo presidente, seja quem for. Em vez de engajamento com a política e de criar afinidade entre cidadão e governante, a anticampanha afasta-os. E reforça a sensação típica do segundo turno: eleger não o melhor, mas o menos pior. Na mais apertada das eleições presidenciais - da curta história ...

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quarta-feira 15/10/14 20:55

Números parecidos escondem eleitorados cada vez mais diferentes

A divisão do eleitorado vai além dos 51% para Aécio Neves (PSDB) a 49% de Dilma Rousseff (PT). É a oposição Nordeste versus São Paulo, dos centros ricos das metrópoles versus suas periferias, dos contrários ao Bolsa Família versus os beneficiários do programa. Desde 2006 que essa divisão é visível no mapa do Brasil. Em 2014, a polarização está mais forte. Virou cisão. Quanto mais diferentes se tornam seus respectivos eleitorados, mais parecidos ficam os números dos candidatos a presidente. Aécio ...

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quarta-feira 15/10/14 19:04

Datafolha projeta decisão apertada e no último momento

A estabilidade das intenções de voto em Aécio Neves (PSB) e Dilma Rousseff (PT) confirma a maior divisão do eleitorado na história das eleições presidenciais no Brasil. Mostra ainda que o apoio formal de Marina Silva (PSB) ao tucano foi irrelevante e que a eleição só deverá ser decidida no próprio dia 26. Como já ocorrera em 2010, o eleitorado de Marina foi mais rápido do que a candidata do PSB para escolher seu lado, ou ao menos para declará-lo. ...

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