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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

quinta-feira 23/10/14 21:28

Sem-partido batem recorde após campanha virulenta de 2014

Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha)

[caption id="attachment_7224" align="alignnone" width="958"]Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha) Preferência por partidos políticos (Ibope + Datafolha)[/caption] A campanha eleitoral de 2014 chega ao fim com a maior taxa já registrada de brasileiros sem preferência por nenhum partido político. São hoje 73% do eleitorado, a maior proporção desde 1988, quando começa a série histórica do Ibope. Em agosto de 2013, logo após os protestos, 62% não tinham preferência partidária. Desde então, ...

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quinta-feira 23/10/14 19:13

Alta homogênea de Dilma diminui divisão no País, mostra Ibope

O movimento do eleitorado em direção à candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao longo da última semana foi homogêneo: ela cresceu em quase todos os segmentos demográficos e em quase todas as regiões. Além de diminuir a divisão geográfica e social do eleitorado, é sinal de que o crescimento da petista é consistente. As pesquisas Datafolha feitas entre uma e outra sondagem do Ibope apontaram na mesma direção: foi um movimento contínuo pró-Dilma, denotando uma tendência do eleitorado. Para além dos ...

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quarta-feira 22/10/14 04:27

Datafolha: Dilma conta com a inércia; Aécio, com o imponderável

Dilma Rousseff (PT) oscilou mais um ponto e segue em alta. Segundo o Datafolha divulgado nesta madrugada de quarta, ela foi de 43% na semana passada, para 46% na segunda-feira e chegou agora a 47% dos votos totais. Aécio Neves (PSDB) ficou nos mesmos 43%, para onde caiu dos 46% alcançados no começo do segundo turno. Nos votos válidos não houve mudança: 52% a 48% para a petista, taxas iguais às de segunda. Isso é facilmente explicável pelos arredondamentos. A ...

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segunda-feira 20/10/14 20:26

Crescimento ajuda Dilma mas abstenção pode atrapalhá-la

Na reta final da eleição os movimentos do eleitorado tendem a ser mais importantes do que os números. E o crescimento de Dilma Rousseff (PT) identificado pelo Datafolha é semelhante ao captado por outras pesquisas. Embora consistente, o movimento é lento – nada a ver com a rápida queda de Marina Silva (PSB) que acabou beneficiando Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno.

Qualquer previsão sobre vitoriosos ou derrotados é precipitada. A diferença entre os dois candidatos a presidente é tão pequena que fatores não aferidos pelas pesquisas – como erro e abstenção do eleitor ou voto no exterior – podem decidir a eleição.

A abstenção tende a ser maior nos Estados onde há mais população rural ou com dificuldade de chegar ao local de votação, como no Norte e Nordeste. Isso se agrava no segundo turno, especialmente nas unidades da Federação onde o governador já foi eleito em 5 de outubro. A abstenção pode crescer nos maiores Estados do Nordeste onde só se escolherá o presidente, como Bahia, Pernambuco e Maranhão. Isso seria problema para Dilma, que tem mais votos nesses locais. Ela pode ter compensações, porém.

Eleitores com baixa escolaridade tendem a errar mais na hora de votar, principalmente no primeiro turno, quando tem que marcar cinco números para cinco cargos diferentes na urna. Os votos nulos foram mais frequentes no Norte e Nordeste. No segundo turno, com apenas um ou dois votos, o erro é menor. Isso pode ajudar a presidente a crescer nessas regiões.

A diferença entre Dilma e Aécio é tão pequena que até feriados podem influenciar no resultado. Vários tribunais regionais federais, do Rio Grande do Sul ao Nordeste, estão antecipando a folga do Dia do Servidor Público para segunda-feira pós-eleição. Se os servidores de tribunais e seus familiares viajarem e não votarem, quem perde mais? Só as urnas dirão.

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segunda-feira 20/10/14 00:45

Na onda do ódio

Campanha negativa, do contra, o lado B. Entre tantos eventos que marcam a eleição presidencial de 2014, os métodos de desconstrução do adversário são os mais eficientes até agora. Podem eleger o próximo presidente, seja quem for. Em vez de engajamento com a política e de criar afinidade entre cidadão e governante, a anticampanha afasta-os. E reforça a sensação típica do segundo turno: eleger não o melhor, mas o menos pior. Na mais apertada das eleições presidenciais - da curta história ...

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quarta-feira 15/10/14 20:55

Números parecidos escondem eleitorados cada vez mais diferentes

A divisão do eleitorado vai além dos 51% para Aécio Neves (PSDB) a 49% de Dilma Rousseff (PT). É a oposição Nordeste versus São Paulo, dos centros ricos das metrópoles versus suas periferias, dos contrários ao Bolsa Família versus os beneficiários do programa. Desde 2006 que essa divisão é visível no mapa do Brasil. Em 2014, a polarização está mais forte. Virou cisão. Quanto mais diferentes se tornam seus respectivos eleitorados, mais parecidos ficam os números dos candidatos a presidente. Aécio ...

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segunda-feira 13/10/14 00:15

Governo de (des)união

O eleitorado está dividido como nunca esteve em uma eleição presidencial brasileira (não creia em nada além de 51% a 49%). O Congresso Nacional virou uma S.A. de 28 acionistas minoritários. A eleição de governador é a volta dos que não foram. Ou seja, o poder federal ainda mais disperso frente ao poder concentrado dos caciques regionais. O que esperar do(a) presidente nesse cenário? Depende de quanta decepção se está disposto a sofrer. Em caso de eleição de Aécio Neves (PSDB), ...

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quinta-feira 09/10/14 21:36

Ibope projeta 2º turno mais disputado desde a redemocratização

O empate técnico de 51% a 49% entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) projeta o segundo turno mais disputado entre candidatos a presidente em uma eleição no Brasil após a redemocratização. Os dois pontos que separam o tucano da petista são a menor diferença já encontrada pelo Ibope na primeira rodada de pesquisas do segundo turno presidencial desde 1989. Em 1989, Fernando Collor (então no PRN) largou com uma boa vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ...

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quinta-feira 09/10/14 20:57

Para eleitor, Dilma representa pobres, e Aécio, os empresários

A maior parte dos eleitores de Aécio Neves (PSDB) o identifica como melhor representante dos ricos: 48%. Só 33% dos aecistas projetam Dilma Rousseff (PT) nesse papel. Entre quem vota na petista as proporções pouco mudam: 51% dizem que Aécio representa melhor os ricos, e 33% dizem o mesmo sobre Dilma. Apesar de o marketing do PT explorar essa diferença, não necessariamente isso renderá votos para Dilma. Quando a pergunta muda de “ricos” para “empresários”, a maior parte do eleitorado ...

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