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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

sexta-feira 29/08/14 21:47

Marina tira duas vezes mais de Aécio do que de Dilma

Marina Silva (PSB) parou de tirar eleitores de Dilma Rousseff (PT), mas continua a sangrar a candidatura de Aécio Neves (PSDB). Nos três últimos levantamentos - MDA, Ibope e Datafolha - a presidente manteve-se estável, com 34% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, Marina foi de 28% a 34%. Ela cresceu às custas, principalmente, do tucano. Antes da morte de Eduardo Campos, Aécio tinha 23%. Agora tem 15%. Perdeu oito pontos diretamente para a candidata do PSB. Além deles, Marina ...

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terça-feira 26/08/14 20:40

Marina personifica desejo de mudança e vira favorita

Marina Silva superou Aécio Neves e venceria Dilma Rousseff na simulação de segundo turno porque personificou o desejo de mudança. Pela primeira vez nesta campanha eleitoral, um nome da oposição assumiu claramente a preferência entre os 71% de eleitores que querem mudar tudo ou quase tudo no governo. Desde junho de 2013, essa é a principal força da eleição presidencial, mas não estava concentrada em ninguém. Hoje, se dependesse só dos mudancistas, Marina estaria em primeiro lugar na corrida presidencial, com ...

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segunda-feira 18/08/14 16:39

Marina recupera eleitores históricos e ameaça rivais

Analisando-se os cruzamentos da pesquisa Datafolha, vê-se que Marina Silva (PSB) recuperou seus eleitores históricos: os muito jovens (7 pontos acima de sua média), os com curso universitário (9 pontos acima), os de renda mais alta (8 pontos acima), os moradores das grandes e médias cidades (4 pontos), e os evangélicos (até 6 pontos acima da média). Do ponto de vista geográfico, sua força maior continua sendo no Norte/Centro-Oeste e no Sudeste. Ela teve como sempre teve mais dificuldades no Sul ...

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segunda-feira 18/08/14 03:09

Os 3 “ismos” de Marina

Aviso ao leitor: se o Datafolha não mostrou Marina Silva (PSB) com um pé no segundo turno presidencial, não vale a pena ler o resto deste texto. Ele foi escrito antes da divulgação dessa pesquisa, a primeira após a morte de Eduardo Campos. Outros sinais, porém, indicavam que a sondagem mostraria Marina muito bem na foto. Se esses sinais estavam certos, boa leitura.

A volta por cima de Marina ganha mais impulso com a pesquisa Datafolha. Feita no auge da comoção nacional com a morte de Campos, a sondagem é um fato político em si. Interfere na campanha ao aumentar o cacife de Marina. Deixa-a em posição de força para ditar os termos de sua candidatura ao PSB.

Mesmo inflada pelo momento da coleta, a pesquisa confere a Marina uma dose de favoritismo que Campos nunca teve. Mas o sabor de virada é agridoce para os pajés sem cacique do PSB. A grande chance de ganharem a Presidência pelo voto não só veio pela perda de seu líder, como ainda convive com a incerteza: será que tal vitória os levaria de fato ao poder? Porque antes de ser do PSB, Marina é do partido de Marina.

O PSB não é o único desconfiado que perdeu mais do que ganhou. Aécio Neves (PSDB) não precisa mais se preocupar se haverá segundo turno, mas corre risco inédito de ficar fora dele. Dilma Rousseff (PT) pode até não perder já, mas vê escapar a possibilidade de reeleição já em 5 de outubro – com o agravante de aumentar seu risco de derrota no turno final.

Muita coisa mudou em pouco tempo e pode continuar mudando. Marina entra na corrida pelo topo. Não será fácil manter-se tão em evidência quanto esteve desde o dia 13. Aumentará o tiroteio contra ela. Por isso, só as pesquisas do fim de agosto mostrarão um quadro decantado do pós-tragédia. Até lá, vale a pena entender como Marina chegou aonde chegou.

Uma parte de seus eleitores é histórica, não muda facilmente. A outra vem na onda emocional em que a pesquisa foi feita. A candidata precisará trabalhar para consolidar esse eleitor neomarinista. Os antigos são, por mais de um motivo, fiéis.

O eleitorado estrutural de Marina é um misto de dois grupos distintos. Na ponta da pirâmide, jovens descontentes com a política tradicional, muitos deles manifestantes de 2013. Têm escolaridade acima da média e se acham qualificados demais para as oportunidades de emprego que lhe aparecem. Na base, eleitores religiosos, principalmente mulheres evangélicas.

Por razões distintas – o conservacionismo da Marina ambientalista, e o conservadorismo da Marina dogmática -, ambos votaram nela há quatro anos. O grupo religioso aderiu na reta final do primeiro turno de 2010, após campanha de neopentecostais associar Dilma à defesa do aborto.

No segundo turno, uma parte desses eleitores votou em Dilma, mas sem convicção. Está sempre pronta a pular fora do barco da petista a qualquer sinal de avanço da presidente no campo dogmático. Foi o que ocorreu em maio deste ano, depois que o governo regulamentou o aborto por razões médicas e legais na rede SUS. A reação foi tão forte que a portaria foi revogada.

Esse eleitor crê quando Marina diz que “foi providência divina” ela não ter viajado no avião que caiu. Mas desconfia quando Dilma diz “feliz da nação cujo Deus é o Senhor”. O voto religioso em Marina rebaixa o piso eleitoral de Dilma – assim como seu eleitorado jovem limita o teto potencial de Aécio. Aí há menos chance de mudanças.

Quem oscila e pode ou não levar Marina à vitória é quem estava insatisfeito com as candidaturas existentes e aparecia na coluna do branco, nulo e indeciso. Esse eleitor estava desligado da eleição até o Cessna Citation explodir em Santos. O estrondo da tragédia despertou-o para a campanha. No susto, aderiu a Marina. Se vai continuar, depende de ela conseguir equilibrar conservacionismo, conservadorismo e messianismo.

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quarta-feira 13/08/14 17:26

Após morte de Campos, terceira via é incógnita

As implicações da morte trágica de Eduardo Campos vão muito além da sucessão presidencial de 2014. Antes de ser candidato a presidente, ele era o condutor do mais sólido projeto de poder alternativo à polarização tucano-petista que domina o cenário político brasileiro há 20 anos. Sua morte abre uma dúvida que não será respondida de pronto: a viabilização de uma terceira via vai regredir ou acelerar? No curto prazo, a resposta depende da reação de Marina Silva. Se a vice assumir ...

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quinta-feira 07/08/14 21:49

Confiança do consumidor melhora e segura Ibope de Dilma

Dilma Rousseff (PT) não cai nem sobe, mas a avaliação de seu governo está ligeiramente melhor. Estreitou de 6 para 2 pontos a diferença entre quem não aprova e quem aprova sua gestão, um empate técnico que não ocorria desde maio. Foi o bolso. Não por coincidência, a confiança do consumidor medida pela CNI/Ibope cresceu 3% em julho - principalmente porque diminuiu o medo de aumento da inflação e do desemprego. Ainda não dá para saber, porém, se essa melhora das ...

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