1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

segunda-feira 26/05/14 00:01

Pior é melhor para Aécio

Pensando nas últimas semanas, qual a história da eleição? Dilma Rousseff (PT) parou de cair e parece ter encontrado seu chão em 40%. Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) cresceram, para 20% e 11%, após aparecerem na TV. Converteram eleitores que antes prometiam votar nulo, em branco ou estavam indecisos. O que o passado conta serve para o futuro? É possível projetá-lo? Sim, desde que se aceite que as condições à frente serão as mesmas de trás. Mudanças na conjuntura ...

Ler post
quinta-feira 22/05/14 11:59

Pesquisa parece melhor do que é para Dilma

Após uma série de más notícias, a pesquisa Ibope é um alívio para Dilma Rousseff (PT). Mostra que a tática do medo ajudou a presidente a encontrar um piso eleitoral - patamar abaixo do qual é difícil cair - em torno de 40%. É o dobro da intenção de voto do adversário mais próximo. Parece confortável, mas não é. O problema de Dilma é que seu teto eleitoral está baixo. Na simulação de segundo turno contra Aécio Neves (PSDB), a ...

Ler post
segunda-feira 12/05/14 10:17

Fazendo média na eleição

Captura de tela 2014-05-12 10.15.48

Dilma Rousseff (PT) parou de cair? Aécio Neves (PSDB) cresceu, mas quanto? Eduardo Campos (PSB) estacionou? Qual o peso dos nanicos na eleição? Todas essas questões têm respostas diferentes, dependendo da pesquisa e do instituto. Para revelar as tendências por trás das oscilações estatísticas, metodológicas e de outras naturezas, melhor fazer uma média. É o que o Estadão Dados começa a calcular a partir desta semana. Em formato de gráfico, a média será atualizada a cada novo levantamento: blog.estadaodados.com. A esta ...

Ler post
sexta-feira 09/05/14 19:51

Dilma se aproxima da inelegibilidade no centro-sul do Brasil

A pesquisa Datafolha desta sexta-feira mostra a presidente Dilma Rousseff com saldo potencialmente negativo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nas três, as opiniões de que seu governo é ruim ou péssimo superam as avaliações de ótimo e bom em um ponto porcentual. Está dentro da margem de erro, mas é um limiar perigoso: o histórico mostra que governantes com mais eleitores críticos do que apoiadores são praticamente inelegíveis.

O que salva a popularidade de Dilma é seu saldo amplamente positivo no Nordeste (26 pontos) e no Norte (31 pontos). Na média nacional, a presidente ainda tem nove pontos a mais de ótimo em bom (35%) do que de ruim e péssimo (26%). E é por isso que ainda é vista como a favorita a vencer a eleição em outubro pela maior parte do eleitorado nacional: 37%.

Por seu peso no total do eleitorado, o Nordeste é muito mais importante para Dilma. E é lá que o Datafolha mostra outro indicador preocupante para os petistas: a taxa de ótimo e bom do governo federal caiu 7 pontos, e a de ruim e péssimo subiu 6 no último mês. Como resultado, o saldo positivo, embora ainda alto, caiu 13 pontos. Ainda não é uma tendência, porque foi a primeira perda de popularidade da presidente na região desde novembro.

Essa divisão geográfica da avaliação do governo se reflete diretamente na corrida eleitoral. No Sudeste, Dilma está tecnicamente empatada com Aécio Neves (PSDB), segundo o Datafolha: tem 30% das intenções de voto, contra 27% do tucano. Já no Nordeste, tem quatro vezes mais que o tucano: 52% a 12%.

Entre os nordestinos, o pernambucano Eduardo Campos (PSB) aparece ligeiramente à frente do tucano, com 16% dos votos. É no Sul (19% a 8%) e, principalmente, no Sudeste (27% a 7%) que Aécio livra sua vantagem sobre o candidato do PSB. Foi esse crescimento que aumentou em 50% a distância de Aécio sobre Campos no total do eleitorado nacional.

A geografia do voto mostra ainda que caiu a vantagem de Dilma no interior do País, onde sua avaliação e intenção de voto são historicamente maiores. Nessas cidades, o saldo de avaliação que chegou a ser de 30 pontos em novembro, caiu para 12 pontos em maio – apesar de todas as suas entrevistas para rádios do interior e dos programas de entrega de máquinas às prefeituras.

A presidente continua vulnerável nas metrópoles e capitais, onde a taxa de ótimo e bom (33%) está tecnicamente empatada coma de ruim e péssimo (29%). Mas nas maiores cidades Dilma pelo menos parou de cair.

Ler post
sexta-feira 09/05/14 13:00

Datafolha: branco e nulo vira voto na oposição

A mudança de cenário retratada pela pesquisa Datafolha nesta sexta-feira é muito mais consistente do que a esboçada pelo Sensus na semana passada. Não foi apenas Aécio Neves (PSDB) que cresceu, mas toda a oposição. Mais importante, os votos não foram uma transfusão direta de Dilma Rousseff (PT) para o tucano, mas saíram principalmente da coluna de brancos e nulos. A corrida eleitoral segue como esperado: o desejo de mudança que primeiro inflou o não-voto vai transformando, aos poucos, o descontentamento ...

Ler post
sexta-feira 02/05/14 17:54

Aécio aparece primeiro na cartela do Sensus

Captura de tela 2014-05-02 18.57.53

A pesquisa Sensus a ser divulgada neste sábado vai dar o que falar. Se não pelos seus números, ao menos pelos seus métodos. O instituto, que vinha trabalhando para o PSDB até pouco tempo atrás, foi criativo ao apresentar as perguntas aos eleitores. Em vez de mostrar ao eleitor um cartão circular com os nomes dos candidatos - para não privilegiar nenhum deles -, o instituto mineiro apresentou uma lista em ordem alfabética. Desse modo, o nome de Aécio Neves (PSDB) ...

Ler post