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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

segunda-feira 29/09/14 20:28

Dilma, Bolsa e o aparelho excretor

A Bovespa derreteu nesta segunda-feira por dois motivos: 1) a expectativa da “bala de prata” contra Dilma Rousseff (PT) que fez o mercado subir na sexta mostrou-se um traque; 2) a desvalorização da esperança de agentes do mercado na candidatura de Marina Silva (PSB), após o Datafolha de sexta-feira mostrá-la quatro pontos atrás da petista na simulação de segundo turno. Isso não quer dizer que a Bolsa não possa voltar a subir se as pesquisas desta terça-feira, do Ibope e do ...

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segunda-feira 29/09/14 00:59

Tetos, pisos e a avalanche

Os pilares da eleição de presidente do Brasil não mudam de lugar há 25 anos. Desde o segundo turno de 1989, a disputa se estrutura entre eleitores pró-PT, antiPT e volúveis. No domingo, será a décima votação seguida comandada por essa lógica. A dúvida é quem representará o antipetismo. O favoritismo de Marina Silva (PSB) para ganhar o papel é cada vez menor. O Ibope e o Estadão Dados elaboraram um modelo estatístico para medir os três grupos de eleitores e ...

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sexta-feira 26/09/14 20:34

Fantasma de Russomanno assombra Marina

A queda lenta mas constante das intenções de voto em Marina Silva (PSB) evoca o fantasma da eleição para prefeito de São Paulo em 2012. Com pouco tempo de TV e estrutura de campanha frágil, Celso Russomanno (PRB) chegou a liderar a corrida municipal. No auge, abriu 17 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, a duas semanas da eleição. Desabou e terminou em terceiro lugar, sete pontos atrás do segundo colocado. A dez dias da eleição, a vantagem de Russomanno ...

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terça-feira 23/09/14 18:04

Empate tende a agravar campanha negativa

Com Dilma Rousseff (PT) empatando com ela em 41% na simulação de segundo turno e com a sua taxa no primeiro turno indo abaixo de 30%, a única boa notícia para Marina Silva (PSB) na mais recente pesquisa Ibope é que Aécio Neves (PSDB) parou de crescer. A distância que ainda a separa do tucano é confortável para Marina ir ao segundo turno, mas não é garantia de vitória contra Dilma.

De todos os números divulgados pelo Ibope, o mais preocupante para Marina é a aparente tendência de queda da candidata do PSB na simulação de segundo turno. Ela chegou a 46% no mano a mano contra Dilma no começo de setembro. Oscilou para 43% na semana seguinte, ficou nesse patamar na semana passada, e foi agora para 41%. Entre o começo e o fim do mês ela caiu 5 pontos.

Com números diferentes, a tendência foi igual na intenção de voto de Marina no primeiro turno: foi de 33% em 2 de setembro para 31%, 30 % e, agora, para 29%.

Se serve de consolo para o PSB, Dilma só se apropriou de 2 dos 5 pontos que Marina perdeu na simulação de segundo turno – um sinal de que o teto eleitoral da presidente continua baixo. Dilma tem 31% de rejeição (ela chegou a ter 38% em junho). A de Marina subiu de 10% para 17% desde o fim de agosto.

Na simulação de segundo turno, aumentaram os que pretendem votar em branco ou anular, de 8% para 12%, entre o começo e o fim de setembro. Em outras palavras, a maioria dos eleitores que votariam em Marina no segundo turno e mudaram de ideia não foi para Dilma, mas está agora sem candidato.

A taxa de branco e nulo não costuma chegar a dois dígitos no segundo turno presidencial. Foi de 9% em 2010, e de 8% em 2006. Portanto, é provável que parte dos que estão sem candidato agora acabem optando por um dos dois nomes que forem ao segundo turno. E esse escolha, como sempre, será na base do “menos pior”.

Logo, se Dilma e Marina passarem ao turno final, nem uma nem outra precisará necessariamente mostrar que é “boa” candidata, apenas que não é tão “ruim” quanto a adversária. É o cenário ideal para uma campanha agressiva e negativa. Ou seja, a confusão está só começando.

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segunda-feira 22/09/14 01:30

Nova rainha, velha corte

Muda ou não muda? Indagado, o eleitor disse e repetiu: muda, tudo ou quase tudo. Mas, quando declara em quem pretende votar, a grande maioria acaba escolhendo a continuidade para os governos estaduais e para a Câmara dos Deputados. Quando muito, mudam os prenomes, mas os sobrenomes seguem os mesmos de sempre. “Mas tem a Marina Silva e a nova política”. Pois é. Conforme revelou o Estado no domingo a partir da compilação de pesquisas do Ibope em 18 ...

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sexta-feira 19/09/14 20:47

O erro sem maquiagem do IBGE

Não há hora certa para fazer bobagem, mas não poderia ter sido pior o momento para o IBGE errar como errou na divulgação da PNAD 2013. Imediatamente o instituto virou matéria prima para teorias da conspiração eleitorais. “Maquiagem” foi a palavra da hora nas redes sociais. Mas foi só incompetência mesmo. O ônus de admitir um erro dessa magnitude na reta final da sucessão presidencial é tão grande que só uma “maquiagem” completa para embelezar os indicadores poderia justificá-lo. Não foi ...

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terça-feira 16/09/14 20:16

Boatos excitam exuberância irracional do mercado

Nada a ver com o crescimento de Aécio Neves (PSDB): o índice Bovespa disparou nesta terça puxado por boatos de que Marina Silva (PSB) se distanciaria muito de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. Esses boatos se baseiam em pesquisas clone, que tentam imitar a do Ibope. Mas na pesquisa que conta, as duas oscilaram dentro da margem de erro. Marina, que tinha 1, tem agora 3 pontos mais que Dilma - empate técnico no segundo turno. Não importa que o ...

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segunda-feira 15/09/14 01:00

Mudar para voltar

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clique para ver mais Governadores sentem saudades de 2010. Naquela eleição, a chance deles voltarem ao cargo pelas urnas era duas em três. Aí veio 2013 com suas ruas agitadas e tudo mudou. A mesma inquietude que ameaça abreviar a quadrilogia que o PT tenta emplacar no Cine Alvorada afeta a bilheteria nos Estados. Reprises e sequências vão sair de cartaz? Quando sim, por filmes ainda ...

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sexta-feira 12/09/14 13:47

Melhor avaliação, confronto e religião explicam alta de Dilma

Três fatores contribuem para equilibrar o cenário eleitoral no segundo turno: a propaganda positiva na TV que aumenta a popularidade do governo e dá coesão à base de apoio do PT, a propaganda negativa que rebaixa o teto da oposição, e uma cisão religiosa que distancia eleitores católicos de evangélicos. A conta é simples: a intenção de voto em Dilma Rousseff (PT) cresce quando a avaliação de seu governo melhora. Na série histórica do Ibope, a taxa de ótimo+bom de Dilma ...

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