1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

quarta-feira 22/10/14 04:27

Datafolha: Dilma conta com a inércia; Aécio, com o imponderável

Dilma Rousseff (PT) oscilou mais um ponto e segue em alta. Segundo o Datafolha divulgado nesta madrugada de quarta, ela foi de 43% na semana passada, para 46% na segunda-feira e chegou agora a 47% dos votos totais. Aécio Neves (PSDB) ficou nos mesmos 43%, para onde caiu dos 46% alcançados no começo do segundo turno. Nos votos válidos não houve mudança: 52% a 48% para a petista, taxas iguais às de segunda. Isso é facilmente explicável pelos arredondamentos. A ...

Ler post
segunda-feira 20/10/14 20:26

Crescimento ajuda Dilma mas abstenção pode atrapalhá-la

Na reta final da eleição os movimentos do eleitorado tendem a ser mais importantes do que os números. E o crescimento de Dilma Rousseff (PT) identificado pelo Datafolha é semelhante ao captado por outras pesquisas. Embora consistente, o movimento é lento - nada a ver com a rápida queda de Marina Silva (PSB) que acabou beneficiando Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno. Qualquer previsão sobre vitoriosos ou derrotados é precipitada. A diferença entre os dois candidatos a presidente é tão ...

Ler post
segunda-feira 20/10/14 00:45

Na onda do ódio

Campanha negativa, do contra, o lado B. Entre tantos eventos que marcam a eleição presidencial de 2014, os métodos de desconstrução do adversário são os mais eficientes até agora. Podem eleger o próximo presidente, seja quem for. Em vez de engajamento com a política e de criar afinidade entre cidadão e governante, a anticampanha afasta-os. E reforça a sensação típica do segundo turno: eleger não o melhor, mas o menos pior. Na mais apertada das eleições presidenciais - da curta história ...

Ler post
quarta-feira 15/10/14 20:55

Números parecidos escondem eleitorados cada vez mais diferentes

A divisão do eleitorado vai além dos 51% para Aécio Neves (PSDB) a 49% de Dilma Rousseff (PT). É a oposição Nordeste versus São Paulo, dos centros ricos das metrópoles versus suas periferias, dos contrários ao Bolsa Família versus os beneficiários do programa. Desde 2006 que essa divisão é visível no mapa do Brasil. Em 2014, a polarização está mais forte. Virou cisão.

Quanto mais diferentes se tornam seus respectivos eleitorados, mais parecidos ficam os números dos candidatos a presidente. Aécio e Dilma estão tecnicamente empatados em intenção de voto, e há uma convergência tanto das suas taxas de rejeição (a de Aécio cresce e se aproxima da de Dilma) quanto dos seu potencial de voto. Tudo aponta para a disputa mais apertada da história. E a mais tardia também, com muitos eleitores decidindo só na urna.

O fato de Aécio aparecer em quatro pesquisas com dois pontos a mais do que Dilma é uma arma psicológica para o tucano. Mas três fatores podem acabar ajudando a presidente na reta final.

1) Apesar de todos os apoios ao tucano – como os de Marina Silva e da família de Eduardo Campos -, Aécio não cresceu. É sinal de que a campanha negativa é o que pesa no segundo turno. Aécio tinha passado incólume até agora, com as baterias petistas voltadas a Marina no primeiro turno. Agora ele é o único alvo.

2) A avaliação do governo Dilma está melhorando: seu saldo positivo chegou a 18 pontos no Ibope e a 19 pontos no Datafolha.

3) No segundo turno, há menos votos nulos, porque há menos erro do eleitor na hora de votar. Os erros foram maiores nas regiões onde Dilma teve mais votos no primeiro turno. Se não se repetirem no dia 26, Dilma pode crescer ainda mais nessas áreas.

Ler post
quarta-feira 15/10/14 19:04

Datafolha projeta decisão apertada e no último momento

A estabilidade das intenções de voto em Aécio Neves (PSB) e Dilma Rousseff (PT) confirma a maior divisão do eleitorado na história das eleições presidenciais no Brasil. Mostra ainda que o apoio formal de Marina Silva (PSB) ao tucano foi irrelevante e que a eleição só deverá ser decidida no próprio dia 26. Como já ocorrera em 2010, o eleitorado de Marina foi mais rápido do que a candidata do PSB para escolher seu lado, ou ao menos para declará-lo. ...

Ler post
segunda-feira 13/10/14 00:15

Governo de (des)união

O eleitorado está dividido como nunca esteve em uma eleição presidencial brasileira (não creia em nada além de 51% a 49%). O Congresso Nacional virou uma S.A. de 28 acionistas minoritários. A eleição de governador é a volta dos que não foram. Ou seja, o poder federal ainda mais disperso frente ao poder concentrado dos caciques regionais. O que esperar do(a) presidente nesse cenário? Depende de quanta decepção se está disposto a sofrer. Em caso de eleição de Aécio Neves (PSDB), ...

Ler post
quinta-feira 09/10/14 20:57

Para eleitor, Dilma representa pobres, e Aécio, os empresários

A maior parte dos eleitores de Aécio Neves (PSDB) o identifica como melhor representante dos ricos: 48%. Só 33% dos aecistas projetam Dilma Rousseff (PT) nesse papel. Entre quem vota na petista as proporções pouco mudam: 51% dizem que Aécio representa melhor os ricos, e 33% dizem o mesmo sobre Dilma. Apesar de o marketing do PT explorar essa diferença, não necessariamente isso renderá votos para Dilma. Quando a pergunta muda de “ricos” para “empresários”, a maior parte do eleitorado ...

Ler post
quinta-feira 09/10/14 20:01

Empate técnico quebra expectativas exageradas do mercado sobre Aécio

A expectativa dos tucanos e do mercado financeiro de que Aécio Neves (PSDB) assumiria liderança folgada nas pesquisas que contam transformou seu empate técnico com Dilma Rousseff (PT) no Ibope em uma decepção para seus eleitores e investidores. Na segunda, a Bovespa subiu 5 mil pontos, apostando no tucano. Os boatos sobre outras pesquisas, divulgadas ou não, dando ampla vantagem a Aécio ajudaram a criar a expectativa exagerada. Era um exagero não compartilhado pela maioria dos eleitores. A maior parte ...

Ler post
terça-feira 07/10/14 00:15

Congresso Nacional S.A.

Com a dispersão crescente de suas cadeiras entre mais e mais partidos, o Congresso Nacional está virando uma sociedade anônima. Como na composição acionária das maiores empresas, não é preciso ser dono de metade mais um dos votos, basta ter uma fração do poder e saber negociar os votos suficientes para garantir a maioria. E ninguém negocia melhor do que o PMDB. Hoje, 22 partidos têm representação no Congresso. A partir de 2015, se não houver fusões nem traições, 28 legendas ...

Ler post