1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

sexta-feira 25/01/13 15:27

Humana e descentralizada

Uma cidade que coloque as pessoas em primeiro lugar. Essa é a ideia por trás do conjunto de propostas do "Que São Paulo você quer?", um projeto do Estado em parceria com o Ibope. Nada de construções malufianas e planos mirabolantes. O que os participantes desejam é humanizar São Paulo. Em vez dos carros, priorizar os moradores. Em vez da infra-estrutura, os usuários. A humanização de São Paulo permeia as propostas em todas as áreas. Em "educação", a ideia mais popular, ...

Ler post
segunda-feira 21/01/13 15:28

Petistas e tucanos de ponta

Na batalha por corações e mentes, o PT perdeu a ponta da pirâmide econômica e o PSDB está cada vez mais dependente dela. Essa reviravolta numa parte pequena mas influente da sociedade brasileira ajuda a espalhar fagulhas entre os dois partidos. Pela primeira vez, há mais brasileiros com renda superior a 10 salários mínimos que se dizem tucanos do que petistas: 23% a 13%, segundo o Ibope. Não é nada trivial. Parece ter chegado ao fim uma supremacia de 15 anos ...

Ler post
quarta-feira 16/01/13 18:43

O escárnio adjunto

O que separa um aviso bem intencionado do escárnio, às vezes, é uma só palavra, um adjunto em excesso. Tome-se o caso da Linha 4 do Metrô paulistano. Segundo reportagem do Estadão.com.br, dizem os auto-falantes dos trens nos horários de pico: "Se não conseguir desembarcar na estação de destino, siga até a próxima estação e retorne gratuitamente". Pois é, "gratuitamente". A palavra que encerra o aviso (que, diga-se, pretende evitar o atraso das composições por causa do não-fechamento das ...

Ler post
terça-feira 15/01/13 20:53

Presidência licita R$ 6,6 milhões em pesquisas de opinião

Depois de quase dois anos sem um termômetro próprio para avaliar os humores da opinião pública, a Presidência da República acaba de relançar três editais para contratar serviços de pesquisa. O orçamento total é de R$ 6,6 milhões por ano, entre quantitativas (R$ 3 milhões), qualitativas (R$ 1,9 milhão) e telefônicas (R$ 1,7 milhão). É uma conta de grande porte, se uma mesma empresa vencer as três licitações.

Segundo o assessor especial da Presidência e coordenador da área, Wladimir Gramacho, os resultados das pesquisas serão todos tornados públicos, por causa da Lei de Acesso às Informações (Leinfo). As pesquisas deverão sondar as demandas por políticas e serviços públicos, adequar a comunicação oficial e monitorar a opinião do público sobre o governo e suas ações.

A Presidência pretende fazer pesquisas mensais de avaliação do governo e divulgá-las. Se a promessa se cumprir, os resultados poderão ser confrontadas com pesquisas semelhantes encomendadas por outras instituições, como veículos de comunicação e as confederações nacionais da indústria e dos transportes. Isso será especialmente útil no período eleitoral.

A abertura das propostas à licitação foi remarcada pela Presidência para os dias 4, 5 e 6 de março. Elas incluem a habilitação técnica e documental, um estudo de caso, uma apresentação em vídeo e as planilhas de preço – entre outros itens. As empresas habilitadas na fase inicial deverão obter no mínimo 70% dos pontos possíveis na segunda fase, que avalia capacitação técnica, para chegar à fase final.

Nessa terceira fase, comparam-se os preços propostos por todas as empresas que ultrapassaram a nota de corte. Oferece-se à mais bem colocada tecnicamente a possibilidade de aceitar o contrato pelo preço mais baixo entre os propostos pelas concorrentes que chegaram à fase final. Se ela não aceitar, repete-se a oferta à segunda colocada, até que uma delas aceite.

Ler post
domingo 13/01/13 21:01

De santos, chuvas e votos

Quando o governante começa a olhar para o céu e torcer não costuma ser bom sinal. São Pedro não é filiado ao PMDB. Argumentos franciscanos têm pouco apelo em sua paróquia. Não há notícia de presidente que, dando uma verbinha aqui, recebeu uma chuvinha ali - mesmo quando se tem a convicção religiosa de Dilma Rousseff. Fernando Henrique Cardoso que o diga. Para ter um pibão, a presidente precisa acordar o espírito animal dos empresários brasileiros. Ela cortou os juros e ...

Ler post
domingo 06/01/13 21:14

Chavismo, lulismo e El Cid

Eles foram populistas populares na mesma época e, de tanto poder, intitularam livros que juntaram um "ismo" ao final de seus nomes. O sufixo implica um líder acima dos partidos conduzindo multidões anos a fio. Ambos lideraram movimentos populares, mas quão duradouros? Por vias diversas, os legados de Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva estão à prova. Nem todo governante que desfruta de popularidade em algum momento do mandato acaba substantivo. A "Era FHC" virou título de livro sem ...

Ler post