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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

segunda-feira 30/07/12 17:06

Da cama ao octógono – o romance e a luta entre os partidos

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O PMDB é o maior aliado do PT. O PMDB é o maior adversário do PT. Se conseguir explicar a um marciano como as duas frases estão corretas ao mesmo tempo, você terá entendido como funciona a política no Brasil. Talvez consiga entender até o mensalão. Quanto ao marciano, há o risco de ele sair voando para outro planeta, onde a teoria quântica se limite à ...

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sexta-feira 20/07/12 07:00

R$ 1 bi “sob o colchão” dos candidatos parece ficção contábil

R$ 1 bilhão em casa

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO e AMANDA ROSSI Os candidatos às eleições 2012 dizem ser proprietários de um cofre do Tio Patinhas. No total, as declarações de bens registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somam mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo, fora de banco ou de qualquer fundo de investimento, dentre os R$ 62 bilhões totais declarados. Em notas de R$ 10, o valor seria suficiente para preencher mais de 30 containers ...

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quinta-feira 19/07/12 21:27

Política e riqueza

Um candidato a vereador do PSDB é, em média, 57% mais rico do que um adversário do PT. Erros e médias à parte, essa diferença reforça a aparência de que os políticos, militantes e, em última análise, eleitores dos dois partidos têm origem social muito distinta. A imagem da diferença ficou estampada nas duas figuras de proa das duas agremiações: o operário Lula e o professor universitário Fernando Henrique Cardoso. Mas até onde vai essa diferença?

É na base da pirâmide política que a distinção entre PT e PSDB fica mais evidente. Os mapas de votação dos candidatos majoritários dos dois partidos nos últimos pleitos refletem essa divisão. No Brasil, os petistas Lula e Dilma Rousseff foram proporcionalmente muito mais votados nas regiões mais pobres do país, principalmente no Nordeste, enquanto os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin tiveram proporcionalmente mais votos nos Estados e municípios mais ricos.

Dentro das cidades, a mesma lógica político-geográfica se repete. Na cidade de São Paulo, o PT tem um histórico de votação massiva nas periferias pobres e distantes, enquanto os candidatos tucanos -a prefeito, governador e presidente- costumam ter suas maiores margens de vitória no centro expandido e rico da capital.

Mas essa visão em preto e branco (ou em vermelho e azul) omite as votações, muitas vezes expressivas, que ambas as siglas conseguem no quintal do adversário. O PT não tem apenas eleitores pobres nem o PSDB só tem eleitores bem de vida. Se fosse assim, os tucanos nunca teriam conseguido eleger nenhum candidato majoritário.

Subindo-se os degraus da pirâmide política, as discrepâncias entre petistas e tucanos vão se diluindo. Se entre candidatos a vereador -a porta de entrada para a vida partidária- a diferença de patrimônio é de 57%, entre os candidatos a prefeito dos dois partidos a distância é muito menor. Os tucanos que disputam prefeituras este ano são apenas 11%, em média, mais ricos do que os seus rivais do PT.

Isso porque um candidato a prefeito petista é 9 vezes mais rico do que um candidato a vereador do seu próprio partido. No PSDB essa distância é de 6 vezes. Esse fosso se explica por duas razões complementares: de um lado, o sucesso na política partidária e nas eleições é um atalho para os militantes subirem na vida (se não por outro motivo, porque seus rendimentos aumentam), de outro, candidatos mais ricos têm mais facilidade de financiar as cada vez mais caras campanhas eleitorais.

A carreira política é ao mesmo tempo um filtro e um trampolim. Assim, quanto mais para cima na pirâmide, menores as diferenças de patrimônio entre tucanos e petistas. Logo, a tendência é eles se tornarem todos iguais? O dinheiro tende a neutralizar as diferenças de origem social? A resposta a essa pergunta guarda, provavelmente, o futuro da política brasileira.

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quinta-feira 19/07/12 08:39

PSDB tem candidatos mais ricos, no papel

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JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO e AMANDA ROSSI Se suas declarações de bens estiverem corretas, os políticos do PSDB que disputam as eleições municipais de 2012 são, na média, os mais ricos do país. Seus cerca de 36 mil candidatos têm um patrimônio somado de R$ 7 bilhões, ou R$ 196 mil por candidato. Essa taxa per capita dos tucanos é 46% mais alta do que a média geral de todos os partidos. É ...

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terça-feira 10/07/12 21:07

Campanha de vereador paulistano pode custar até R$ 3 bi

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO AMANDA ROSSI Estadão Dados Se todos os candidatos a vereador de São Paulo conseguirem arrecadar o máximo que pretendem, a campanha eleitoral para a Câmara Municipal paulistana vai custar R$ 3,248 bilhões. Na média, cada um dos 1.185 postulantes prevê gastar R$ 2,741 milhões. Mas a média é enganadora. Os tetos de gastos variam dos R$ 50 mil previstos pelos candidatos do PCO a R$ 5 milhões, estimados pelos integrantes das chapas do PSD, PSDB, PRB, PT do B ...

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segunda-feira 02/07/12 14:38

Ora, balões

A popularidade de Dilma Rousseff subiu como um balão em junho. Insuflada pelo otimismo do consumidor, superou 50% de saldo positivo, pelo altímetro Ibope/CNI. Isso significa que, mesmo descontados os que não apreciam seu governo, ela tem a aprovação de mais da metade da população. Quem duvida se uma taxa dessas faz diferença pode consultar o recém-ex-presidente Lugo, do Paraguai. Fernando Collor também serve. Que a situação financeira do eleitor é a ignição da popularidade presidencial todos os ocupantes do Palácio ...

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