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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

domingo 24/06/12 21:26

Rio, sem mais

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Durante a Rio+50, os participantes desfrutam uma temperatura entre 21ºC e 27ºC, em pleno inverno de 2042. Isolados em ambientes refrigerados, os poucos que assistiram à Rio+20, três décadas antes, não se dão conta dos dois graus a mais de temperatura. A grande maioria não tem nem como comparar. Acompanha a conferência através de seus avatares virtuais, a milhares de quilômetros de distância. Para os que estão lá pessoalmente, pegar uma praia não é opção. A chuva é tão insistente que ...

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quarta-feira 20/06/12 19:20

Lula, Maluf, Vargas

Na Rio+20, Lula não passou recibo da avalanche de críticas. Fez piada da foto com Paulo Maluf, dizendo que seu retrato com Dilma Rousseff seria "ambientalmente correto". Sobre a aliança com o antigo adversário, saiu-se com uma meta-referência: "Pior seria se não houvesse repercussão". É a versão ambientalmente correta do "falem mal mas falem de mim", que notabilizou o jeito malufista de ser. Se o mais importante é vencer, Lula tem razão. Como disse Fernando ...

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terça-feira 19/06/12 19:15

A exceção Erundina

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A política brasileira, segundo Paulo Maluf (PP-SP): "Não há mais direita e esquerda, o que há são segundos de TV". Há uma inegável verdade na frase do deputado predileto da Interpol. Mas ao não engolir a aliança do PT de Lula com o PP de Maluf e renunciar a ser vice de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina (PSB-SP) mostrou que nem sempre a Realpolitik conta mais do que aversões pessoais e escrúpulos morais. Se não tivesse ...

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terça-feira 19/06/12 10:52

Datafolha: paulistano não está nem aí para a eleição, ainda


José Roberto de Toledo
e
Daniel Bramatti

A pesquisa espontânea do instituto Datafolha reforça a possibilidade de polarização da disputa paulistana entre o tucano José Serra e o petista Fernando Haddad.

José Serra (PSDB) lidera com 30% de intenção de voto estimulada – quando o entrevistado vê o nome dos candidatos na cartela –, mas menos de um terço desses eleitores (9%) sabe dizer espontaneamente o nome do tucano. Serra lidera nos dois critérios, mas é também um dos líderes em rejeição: 32% não votariam nele de jeito nenhum.

Fernando Haddad, do PT, multiplicou por quatro sua intenção de voto espontânea e chegou aos mesmos 4% de Celso Russomanno (PRB). Isso é metade da intenção de voto estimulada do petista. O potencial de voto de Haddad aparece nas outras respostas espontâneas dos paulistanos sobre em quem votariam se a eleição de prefeito fosse hoje: 6% em Marta Suplicy (PT), 3% “no candidato do PT” e 1% em Lula.

Para esses 10%, teoricamente, bastaria que soubessem que Haddad é o candidato do PT e de Lula para passar a declarar voto nele. Com isso, o petista chegaria a 14% na estimulada. Já Serra teria, além dos seus 9% declarados, outro 1% dos que dizem que votariam em Geraldo Alckmin (PSDB).

Celso Russomanno (PRB) aparece em segundo lugar na estimulada, com 21%. O apresentador da Record vem se tornando mais conhecido a cada rodada de pesquisa, mas só 1 em cada 5 eleitores potenciais seus sabe dizer seu nome espontaneamente.
Gabriel Chalita (PMDB), que teve alta exposição em programas de televisão recentemente, apenas oscilou na pesquisa estimulada, de 7% para 6%.

A quatro meses da eleição, só 1 em cada 5 eleitores sabe dizer espontaneamente em quem votaria, se a eleição fosse hoje, segundo o Datafolha.

Isso significa que a eleição não está na cabeça das pessoas. Nessas circunstâncias, a intenção de voto estimulada é mais um indicador de conhecimento do que um sinal de voto determinado.

Se o eleitor não parou para pensar no assunto, é mais provável que ele mude de opinião. E isso tende a acontecer a partir do início do horário eleitoral no rádio e na TV, em agosto. Haddad e Serra terão o maior tempo de propaganda na TV.

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segunda-feira 18/06/12 11:43

Momentum

A metáfora da corrida de cavalos para representar a campanha eleitoral é mais apropriada do que a sua vulgarização pode sugerir. Como no turfe, os candidatos precisam dosar suas forças e traçar suas estratégias com precisão para não arrancar antes da hora nem se deixar "encaixotar" no pelotão intermediário. Tanto um erro quanto o outro pode impedir o maior favorito de cruzar o disco em primeiro lugar. Na eleição paulistana, José Serra (PSDB) surgiu nas primeiras pesquisas como barbada, tão ...

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segunda-feira 18/06/12 10:57

E o Oscar da CPI vai para…

Em tempos de Rio+20, até as emas dos jardins do Alvorada sabiam que a CPI do Cachoeira seria um palco. Que seria apenas isso, até as carpas do espelho d'água do Congresso desconfiavam. A única dúvida era sobre quem brilharia sob os holofotes. Por ora, o maior êxito não se deu na frente, mas atrás das câmeras. E não foi por falta de esforço dos atores. Deputados e senadores gritaram, tchutchucaram, xingaram-se uns aos outros. Mas o único brilho que conseguiram ...

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quinta-feira 07/06/12 19:10

Marta é o menor problema do PT

Marta Suplicy (PT-SP) virou notícia por contrariar um dogma da política: está lavando roupa suja em público. Inconformada com o chega-pra-lá de Lula, não disfarça sua indignação por ter sido afastada da disputa pela Prefeitura de São Paulo sem nem sequer ter ido a voto. Por palavras, atos e omissões ela deixa claro que não vai gastar seus saltos altos pelo ungido do ex-presidente. É um direito da senadora. Marta deve saber o risco que assume. Se Fernando Haddad entrar para ...

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domingo 03/06/12 21:38

Na boca do PMDB

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O PMDB é, ao mesmo tempo, o segundo maior partido governista e a terceira maior força da oposição na Câmara dos Deputados. Morde uma vez para cada nove assopradas, mas nunca deixa de fazê-lo. É um lembrete à presidente Dilma Rousseff de que seu apoio depende de compensações. Uma mordida do PMDB dói mais do que as muitas dentadas da oposição. Sua mandíbula tem força para virar o jogo no Congresso. Levantamento feito pelo Estadão Dados a partir do Ler post