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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

domingo 30/12/12 21:48

Fala, Dilma

Imagine se você tivesse que falar em público quatro dias sem parar. Está no preço de ser presidente. Mesmo pouco expansiva, Dilma Rousseff encarou essa maratona verbal ao longo dos dois anos no cargo. Foram 96 horas de verborragia, diluídas em 730 dias. Um pronunciamento público dia sim, dia não, em média. Acha muito? Ela não fala nem a metade do que Lula falava. Comunicar-se é parte vital do exercício da Presidência. Foram 350 falas de Dilma desde a posse, entre ...

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domingo 23/12/12 21:53

Apocalipse adiado

O anunciado conflito de titãs entre os poderes Legislativo e Judiciário acabou em "tender". O recesso natalino prevaleceu sobre a beligerância de gabinete. A crise produzida pelo excesso de holofotes se apagou junto com eles. A troca de presentes verbais entre os presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional pode ressurgir em 2013, mas, como previu Joaquim Barbosa, será fugaz. Marco Maia já terá voltado ao baixo clero da Câmara quando o STF se reunir para decretar ou não ...

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segunda-feira 17/12/12 11:37

Viés, cada um tem o seu

O dinheiro está trocando de mãos como raramente ocorreu. No Brasil e no exterior, o rentismo deixou de ser uma opção para multiplicar o patrimônio. Ao contrário, nos países desenvolvidos a remuneração do capital financeiro é negativa. Quem vive de renda fica mais pobre. O jeito de fazer o dinheiro dar cria é investir em novos e velhos negócios, ou seja, arriscar. O risco é a justificativa moral do capitalismo quando acelera a redistribuição do patrimônio. Alguns novos negócios vão dar ...

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sexta-feira 14/12/12 15:54

Consumidor confiante segura Dilma em alta

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A popularidade de Dilma Rousseff continua em alta em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país. A avaliação positiva da presidente e a boa expectativa quanto aos seus próximos dois anos de mandato superam em 55 pontos as opiniões e prognósticos negativos. Em nenhum extrato da sociedade – seja de renda, idade, escolaridade ou regional – a reprovação supera 10 pontos.

O pior desempenho da presidente continua sendo na saúde, cobrança de impostos e segurança. Na ponta oposta, combate à pobreza, ao desemprego e preservação do meio ambiente são os pontos mais positivos na percepção popular. Embora saúde e educação sempre apareçam como as prioridades politicamente corretas nas sondagens à população, é o bolso que decide.

A repetição dos resultados favoráveis a Dilma na pesquisa Ibope/CNI confirma, de novo, a forte correlação entre confiança do consumidor e popularidade presidencial. As duas andam de mãos dadas: sobem e descem juntas pelas vias da opinião pública.

O consumidor, também consultado em pesquisa Ibope/CNI, segue confiante que não vai perder o emprego, que sua renda melhorou nos últimos meses e tende a melhorar ainda mais. Essa combinação está no centro da popularidade de Dilma e supera até o noticiário negativo sobre o baixo crescimento da economia.

Em paralelo, mas com menos peso, as demissões sumárias de servidores públicos pegos com a boca na botija ajudam a fixar em Dilma a imagem de quem não compactua com malfeitos. Importa menos a verdade do que a verossimilhança. Assim, quando a presidente demite Rosemary Noronha – apesar de todas as insinuações de que a funcionária é próxima de Lula -, Dilma aparece bem na foto a despeito do cenário de horrores ao fundo.

A pesquisa só não pegou eventuais efeitos do noticiário sobre as denúncias de Marcos Valério contra Lula, pois as pessoas foram entrevistadas antes de o caso vir a público. Essa situação é nova. Dilma não pode se distanciar do denunciado porque pareceria traição. Fez o contrário do que costuma fazer e demonstrou solidariedade irrestrita ao padrinho.

A tática funciona enquanto as denúncias se limitarem às palavras de um condenado pela Justiça. O problema será se investigações posteriores corroborarem o que diz Marcos Valério. Mas essa é uma questão para Dilma lidar se e quando ela aparecer.

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quarta-feira 28/11/12 08:04

Empreiteiras dão metade de dinheiro doado a partidos

Doações por setor

As empreiteiras concentraram suas doações eleitorais nas direções partidárias em 2012. Em vez de pulverizar recursos entre candidatos e comitês de campanha, as empresas de construção optaram por centrar fogo nas cúpulas dos partidos. Acabaram responsáveis por 49% de tudo o que as agremiações partidárias receberam de pessoas jurídicas na eleição. Essa dependência dos partidos de dinheiro de empresas que vivem de obras públicas pode provocar conflitos de interesse na hora de os prefeitos eleitos ...

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quarta-feira 28/11/12 03:15

Eleições de 2012 movimentaram R$ 5,1 bilhões

Nas eleições municipais deste ano, pelo menos R$ 5,1 bilhões circularam pelos cofres das campanhas em doações eleitorais. Deste valor, 30% são financiamentos ocultos. Eles caíram diretamente nas contas de comitês eleitorais e partidos, o que impede o eleitor de saber quem foi o candidato beneficiado pelo recurso fornecido por um doador específico. Os 70% restantes foram repassados para os candidatos, sendo R$ 1,8 bilhão para os postulantes a prefeito e ...

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domingo 04/11/12 23:52

2012 + 2

Como a eleição de prefeitos vai impactar o jogo de poder em Brasília? No varejo, uns caciques perdem penas enquanto outros aumentam seus cocares. No atacado, porém, a perda de cabos eleitorais será fatal para muitos deputados federais e, por consequência, para as bancadas de seus partidos na Câmara. DEM, PMDB, PR e PTB são os mais ameaçados de diminuírem em 2014 por causa de 2012. PSB e PT, ao contrário, tendem a medrar. Nada aponta, entretanto, para uma revolução ...

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