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Quem Faz

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO é jornalista. Escreve uma coluna semanal sobre política no Estado, coordena o Estadão Dados e é presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

domingo 28/02/10 16:44

O que o Datafolha mostra até agora sobre a sucessão

1) Petistas e lulistas descobrem Dilma

Eleitores pró-Lula descobriram que Dilma Rousseff (PT) é a candidata do presidente. Em dezembro, 20% citavam espontaneamente Lula e 8% diziam Dilma. Agora, sem ver antes o cartão com os nomes dos candidatos, os que citam Lula caíram para 10%, e os que falam Dilma subiram para 10%. Ainda há 4% que, na pesquisa espontânea, falam "o candidato do Lula", sem saber quem ele é. Ou seja: o lançamento oficial da candidatura petista ajudou a ...

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sábado 27/02/10 20:27

Dilma chega junto mas ainda não empata com Serra. Ainda?

Nova pesquisa Datafolha mostra José Serra (PSDB) com 32% e Dilma Rousseff (PT) com 28%. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Estão empatados tecnicamente, certo? Não. Como não? Se a margem é de dois pontos, Dilma pode ter no máximo 30% (28% + 2% = 30%), que é igual ao mínimo de Serra (32% - 2% = 30%), certo? Errado. Dois pontos é a margem de erro máxima, que se aplicaria a um candidato que ...

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sábado 27/02/10 16:20

Os candidatos e a internet

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O sucesso da campanha de Barack Obama na internet em 2008 nos EUA criou uma comoção entre políticos para ampliar sua presença nas redes sociais como Twitter, Facebook, Orkut e afins. Em ano de eleição, essa moda está ainda mais popular. Candidatos e partidos montam não apenas seus sites institucionais, mas criam outras plataformas para fazer propaganda de si próprios ou, principalmente, atacar os adversários. Uma das vantagens  para os políticos e partidos ao usar as redes sociais e os fóruns ...

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sexta-feira 26/02/10 19:32

Timing é (quase) tudo

Marina Silva (PV) esteve em grande evidência nesta sexta. Deu entrevista para a RedeTV!, para a rádio CBN, para vários jornais e até ao Programa do Ratinho. Suas declarações foram amplamente repetidas na internet, repercutidas, retuitadas, multiplicadas. Se houvesse uma pesquisa de intenção de voto em campo, esse tipo de exposição aos meios eletrônicos poderia ter um efeito marginal no resultado, pois o nome da presidenciável verde estaria fresco na memória de muitos eleitores.

A rigor, havia. O Datafolha foi a campo nestas quinta e sexta-feiras. Mas, se houve efeito pró-Marina, ele deve ter sido residual. A maior parte das entrevistas costuma ser feita no primeiro dia de pesquisa, e o restante, na manhã do segundo dia. O pico da repercussão das declarações da presidenciável do PV ocorreu no final da manhã e começo da tarde de sexta.

Tudo indica que a coincidência de datas de pesquisa e entrevistas foi acidental. As entrevistas foram marcadas antes da divulgação de que a pesquisa seria feita (via site do TSE). Sempre haverá alguém levantando uma teoria da conspiração, assim como sempre haverá um evento interferindo na pesquisa.

Se o levantamento mais recente do Ibope tivesse sido feito uma semana depois, Ciro Gomes talvez tivesse tido um resultado melhor porque teria a seu favor a atuação no programa do PSB no horário político da TV. A pesquisa Datafolha deve captar o efeito (se houver) da aclamação de Dilma Rousseff como candidata a presidente durante o congresso do PT. Isso é do jogo e é inevitável.

Nem toda interferência é casual, porém. Já houve casos de candidatos que montaram forças-tarefa de cabos-eleitorais para tentar influenciar pesquisas feitas em pontos de fluxo. Eles circularam próximo aos pesquisadores para inflar o resultado de seus patrões. Os institutos têm meios de detectar essa artimanha, comparando com resultados históricos e checando parte da amostra. Mas como é melhor prevenir, o Datafolha só informa ao TSE as cidades onde a pesquisa é feita depois de o campo ter sido concluído…

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quarta-feira 24/02/10 20:22

Ciro espera Serra, que espera Dilma, que espera votos

Ciro Gomes (PSB) voltou nesta quarta a fazer o que mais gosta, desde o tempo em que era tucano: provocar José Serra (PSDB). Questionou se a candidatura presidencial do rival é para valer: "Há grande dúvida se o atual governador de São Paulo será mesmo candidato à Presidência da República ou não. Entre nós, a avaliação majoritária é que ele será candidato a presidente. A minha avaliação, minoritária, é de que ele não será, e haverá uma grande mudança no ...

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quarta-feira 24/02/10 16:57

Datafolha deve divulgar nova pesquisa no sábado

A próxima pesquisa sobre a sucessão presidencial deve ser publicada nesta sábado. O Datafolha registrou ontem pesquisa sobre a eleição presidencial na Justiça eleitoral, sob o protocolo 4080/2010. Os pesquisadores estão em campo nesta quarta e quinta. A amostra prevista é de 2.600 entrevistas em 144 municípios, com dois pontos percentuais de margem de erro. Quem contratou a pesquisa foi a empresa Folha da Manhã, que edita os jornais Folha de S.Paulo e Agora. O Datafolha mantém dois candidatos tucanos nos ...

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segunda-feira 22/02/10 13:00

Popularidade do presidente influencia eleição do sucessor?

É uma pergunta subjacente em grande parte dos comentários, de todos os tipos, sobre os assuntos tratados neste blog. Merece uma tentativa de resposta. Imagine um cenário em que o governante tem baixa popularidade, como o ex-presidente José Sarney. O que acontece? Seu candidato, a despeito de toda a máquina estatal e da influência da propaganda oficial nos meios de comunicação, fracassa espalhafatosamente. Vale lembrar da candidatura presidencial de Ulysses Guimarães (PMDB). No começo de 1989, o candidato do PMDB era ...

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sábado 20/02/10 13:52

O balanço da eleição, 1ª edição

1) O cenário de fundo para a sucessão de Lula ficou ainda mais governista, com o saldo de aprovação do governo subindo para 71% (76% de ótimo/bom menos 5% de ruim/péssimo), segundo o Ibope. 2) Apesar de a candidata do governo, Dilma Rousseff (PT), ser considerada "favorita" por alguns analistas e políticos (por causa da aprovação recorde do governo), a percepção popular ainda é de que José Serra (PSDB) deve ser eleito presidente em outubro: 45% apostam nele, e só 26% ...

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sexta-feira 19/02/10 14:22

“Saldo” de simpatizantes mostra tendência à polarização

Ibope, fevereiro, 2010, potencial de voto

A diferença entre o potencial de voto e a rejeição dos pré-candidatos a presidente da República mostra por que a campanha tende à polarização entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Ou seja, entre o principal nome da oposição e a representante governista. Mais do que a intenção de voto estimulada, que a esta altura mostra mais a memória do eleitor sobre os candidatos do que uma decisão firmada, é o que o Ibope apresenta como "saldo" no gráfico ...

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