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Para deputado petista, militares não respeitaram Dilma

Roldão Arruda

quinta-feira 03/04/14

A Escola Preparatória de Cadetes do Exército de Campinas inaugurou na semana passada, no dia 27, a reforma de seu antigo auditório, agora transformado em teatro. O novo espaço, com capacidade para 431 pessoas, chama-se Teatro Castello Branco. O fato chamou a atenção do deputado Renato Simões (PT-SP), que viu nele um desrespeito à presidente […]

A Escola Preparatória de Cadetes do Exército de Campinas inaugurou na semana passada, no dia 27, a reforma de seu antigo auditório, agora transformado em teatro. O novo espaço, com capacidade para 431 pessoas, chama-se Teatro Castello Branco. O fato chamou a atenção do deputado Renato Simões (PT-SP), que viu nele um desrespeito à presidente Dilma Rousseff.

No dia 1.º de abril, na passagem do aniversário de 50 anos do golpe que depôs João Goulart e abriu o período ditatorial, ele foi à tribuna da Câmara para protestar. Lembrou que, dias antes, a presidente havia dito que oficiais da ativa não deveriam participar de atos comemorativos do cinquentenário.

Apesar disso, continuou, “lamentavelmente, na minha cidade, a Escola Preparatória de Cadetes inaugurou um teatro com nome do primeiro ditador, o marechal Castello Branco”.

Simões disse que pediu explicações ao ministro da Defesa, Celso Amorim, e que já encaminhou um projeto de lei, propondo a mudança do nome do teatro para Milton Santana, cônego de Campinas que teria sido torturado nos anos da ditadura.

No material que distribuiu para jornalistas, no dia da inauguração, a assessoria de imprensa da Escola informou que o projeto de reforma contou com a aprovação do Ministério da Cultura, por intermédio da Lei Rouanet, e o patrocínio da Petrobrás. Teria custado R$ 1,6 milhão.

Ainda segundo o material de imprensa, a reforma não está concluída. Faltam, entre outras coisas, obras ligadas à sonorização e à área de cenários. Para levá-las adiante, os militares pretendem buscar novas parcerias, por meio de leis de incentivo fiscal.

Se o deputado levar adiante o debate sobre nomes de locais públicos que homenageiam representantes do período ditatorial, terá bastante trabalho em sua cidade. Lá existem pelo menos três bairros que seguem nessa linha: Vila Castello Branco, Vila Costa e Silva e Vila 31 de Março (a data em que os militares comemoravam o golpe). Os três surgiram nos anos da ditadura.

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