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Em tempo de eleição, MST reforça protestos

Roldão Arruda

terça-feira 12/08/14

Retomada de interdição de rodovias e ocupação de prédios públicos devem prosseguir. Objetivo é aproveitar o momento eleitoral para reivindicar reforma agrária

O Movimento dos Sem Terra (MST) interditou nesta terça-feira, 12, quatro rodovias federais no Paraná. Militantes da organização também paralisaram o trecho da BR-155, que liga as cidades de Marabá e Redenção, no Pará. Em Brasília, eles ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra). Segundo informações da coordenação nacional do movimento, as manifestações devem prosseguir nesta quarta-feira, 13.

O objetivo é aproveitar o momento eleitoral para chamar a atenção da sociedade para o debate da questão agrária. O MST, a Via Campesina e outras organizações de pequenos agricultores que participam das manifestações reivindicam a retomada das desapropriações de terra para a reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar. A pauta também inclui questões de moradia, crédito, assistência técnica e educação.

Em artigo que divulgou recentemente sobre o momento político, João Paulo Rodrigues, que faz parte da coordenação do MST e tem sido seu porta-voz, disse que “esse é um dos momentos mais ricos da democracia para se debater sobre os vários problemas existentes no Brasil”.

Rodrigues também conclamou os trabalhadores do campo e cidade a fortalecerem “candidaturas de deputados federais e estaduais, governadores e senadores que estejam comprometidos com o nosso programa de reforma agrária e com as reivindicações dos sem terra e dos camponeses”.

De acordo com a avaliação do dirigente, neste momento estão em disputa no País um conjunto de “60 milhões de hectares de terras agricultáveis, que podem ser destinados para a reforma agrária ou ser comprados por estrangeiros a qualquer momento.”

Sua reivindicação, de dificultar a venda de terras para estrangeiros, vai na contramão do que desejam os empresários do agronegócio. Dias atrás, eles encaminharam documentos aos candidatos à Presidência da República reivindicando, entre outras coisas, menos entraves nas vendas.

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