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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
sexta-feira 29/08/14 17:57

Marina apoia principais reivindicações dos gays

Marcio Fernandes/Estadão

O programa que a candidata Marina Silva (PSB) acaba de divulgar vai surpreender tanto os gays quanto a banda evangélica de seu eleitorado. Uma a uma, a ex-ministra encampa as principais reivindicações dos movimentos LGBT do País. Entre elas a adoção de crianças por casais de pessoas do mesmo sexo e a distribuição de material educativo contra a homofobia na escolas públicas. Em 2011 uma iniciativa semelhante foi barrada pela presidente Dilma Rousseff. No capítulo 6 do programa, ...

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quinta-feira 28/08/14 22:16

Governo vai retomar análise de ossadas

28ideli

A titular da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, desembarca em São Paulo na quinta-feira, dia 4, para um encontro com familiares de mortos e desaparecidos políticos. Ela vai anunciar oficialmente a retomada da análise das ossadas encontradas numa vala comum do Cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus, em São Paulo. As famílias esperam há mais de duas décadas por essa iniciativa, como relatei dias atrás aqui no blog. No total são 1049 ossadas. Não ...

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quarta-feira 27/08/14 23:24

Procuradora pede punição para Ustra

O caso do estudante de medicina Hirohaki Torigoe, que desde 1972 figura na lista dos desaparecidos políticos no período da ditadura militar, acaba de ganhar um novo lance. A Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR3) enviou parecer ao Tribunal Regional Federal (TRF3) requerendo a punição do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra e do delegado de polícia Alcides Singillo. Os dois são acusados pelo crime de ocultação do cadáver do estudante, desaparecido desde 5 de janeiro de 1972. O ...

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terça-feira 26/08/14 20:16

Lula, Neca e os bancos: qual é a diferença?

Lula&Meirelles26
A amizade de Marina Silva com Maria Alice Setubal, mais conhecida como Neca, tem provocado críticas de tom quase apocalíptico entre simpatizantes de outras candidaturas. Elas relacionam a presença da herdeira do Banco Itaú na campanha a um crescimento desmedido do poder do capital financeiro no governo, em caso de vitória da candidata do PSB.
A maior parte das críticas vem de petistas, o que me faz pensar em como o partido trata os banqueiros desde sua ascensão ao poder. Lembro de imediato da composição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu primeiro mandato. Um dos primeiros nomes a serem definidos foi o de Henrique Meirelles, ex-executivo do Bank of Boston.
Lula entregou a ele o Banco Central. E deu carta branca. Correu tudo tão bem, o azul no balanço dos bancos ficou tão reluzente, que agora é comum ouvir, entre porta-vozes da capital financeiro, que foi o melhor período de todos os anos do PT no poder.
marina&neca26

Lembro também de uma campana, um interminável plantão de reportagem que cumpri diante da imponente entrada de carros de um condomínio na região dos Jardins. Lá em cima, na biblioteca do apartamento do empresário Ivoncy Ioschpe, Lula conversava com alguns dos mais poderosos empresários e executivos do País.

Era agosto de 2005 e o governo atravessava a sua primeira grande crise. A conversava ia e vinha entre o chamado mensalão e um novo escândalo envolvendo o nome do ministro da Fazenda, Antonio Palocci – um ex-trotskista que havia adquirido enorme habilidade no trato com os banqueiros.

Lula foi uma das últimas pessoas a deixar o edifício. Nem olhou para os repórteres. Soube-se mais tarde, por relato dos convidados, que um de seus principais interlocutores na noite foi Paulo Setubal, também ligado à família que controla o Itaú.

Lembro, para finalizar, do informe do Banco Santander que apontou a presidente Dilma como responsável pela piora no quadro econômico do País. Os petistas reagiram com justa indignação. Os tucanos teriam feito o mesmo se algum analista do mercado financeiro tivesse enfiado na correspondência dos seus correntistas qualquer informação que pusesse em dúvida a capacidade de Aécio Neves para dirigir a economia brasileira.

O detalhe que chamou minha atenção no episódio foi a maneira como o presidente Lula reagiu. Ao dizer que o informe não podia ser atribuído ao espanhol Emilio Botin, presidente do quarto maior banco do mundo em termos de lucros, procurou demonstrar certa intimidade com o banqueiro, chamando-o em mais de um momento pelo nome, como se fossem amigos. “Não foi o Botin que escreveu isso”, afirmou.

Nesse cenário, no qual dois políticos que vieram das camadas mais populares do País mostram intimidade com filhos ou representantes da elite financeira, o que pode contribuir para melhorar o debate e esclarecer o leitor não é nenhum tipo de demonização de pessoas, mas sim a análise e a comparação daquilo que propõem e fazem.

Lula&Meirelles26Em relação aos bancos, quais são as diferenças substanciais entre as propostas feitas por Dilma e Marina na campanha? Quais as diferenças básicas no pensamento dos economistas que assessoram as duas equipes? O que diferencia as ações de Meirelles daquilo que Marina pretende fazer?

Marina vai defender a autonomia do Banco Central garantida em lei – uma ideia que ela não aceitava até recentemente. O que tal iniciativa muda na vida dos cidadãos? O que a Dilma vai fazer em relação a isso? Qual das duas vai manter as taxas de juros nos patamares atuais? Quem vai rebaixá-las?

Se Dilma tem uma proposta que favorece menos o capital financeiro e acha isso importante, ela que trate de explicitar a diferença nos debates com Marina e Aécio.

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quinta-feira 21/08/14 19:58

Ministra do STJ vota a favor de Ustra

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou nesta quinta-feira, 21, o julgamento do recurso especial do coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que o reconheceu como responsável por torturas contra presos políticos nos anos da ditadura. Ao apresentar seu voto na abertura da sessão, a ministra Nancy Andrighi, relatora do processo, defendeu o pedido do coronel e a extinção da ação.

De acordo com ...

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terça-feira 19/08/14 20:32

Os restos mortais de Campos e a república que não deu certo

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A viúva de Eduardo Campos, a economista Renata Campos, foi corretíssima no episódio da identificação dos restos mortais do marido. Em recado ao governador paulista Geraldo Alckmin, disse que não desejava nenhum privilégio. Pediu que o laudo de identificação de Campos só fosse liberado depois que todos os outros seis passageiros do Cessna acidentado na quarta-feira, dia 13, também estivessem identificados. E assim foi. No prazo recorde de 64 horas após a tragédia em Santos, o Instituto Médico Legal ...

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quinta-feira 14/08/14 12:26

Comissão interpela Forças Armadas sobre “condutas criminosas”

A Comissão Nacional da Verdade voltou a interpelar o comando das Forças Armadas sobre episódios de violações de direitos humanos ocorridos em dependências militares, nos anos da ditadura. Quer saber por qual razão os comandantes insistem em negar casos de tortura, desaparecimentos forçados e execuções sumárias que já estão comprovados e reconhecidos pela União. A interpelação foi feita por meio de ofício encaminhado ao Ministério da Defesa nesta quarta-feira, 13. A comissão destaca que a negativa dos militares ...

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quarta-feira 13/08/14 22:20

Marina piora cenário para Dilma e Aécio

Marina2014b

Na avaliação do cientista político Christopher Garman, diretor do Eurasia Group, consultoria especializada em Brasil e América Latina, o cenário político muda consideravelmente com a morte do ex-governador Eduardo Campos e a possível ascensão de Marina Silva à cabeça da chapa do PSB. O processo eleitoral vai ficar mais difícil para a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador Aécio Neves (PSDB). "A probabilidade de termos um segundo turno aumenta, porque a candidatura de Marina tem um ...

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terça-feira 12/08/14 22:54

Em tempo de eleição, MST reforça protestos

MST121

O Movimento dos Sem Terra (MST) interditou nesta terça-feira, 12, quatro rodovias federais no Paraná. Militantes da organização também paralisaram o trecho da BR-155, que liga as cidades de Marabá e Redenção, no Pará. Em Brasília, eles ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra). Segundo informações da coordenação nacional do movimento, as manifestações devem prosseguir nesta quarta-feira, 13. O objetivo é aproveitar o momento eleitoral para chamar a atenção da sociedade para o debate da questão agrária. O ...

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