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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
quinta-feira 27/02/14 20:29

Com apoio de ONGs, índios protocolam representação contra deputados por racismo e incitação à violência

Um grupo de representantes indígenas protocolou hoje na Procuradoria Geral da República representação contra os deputados federais Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e Alceu Moreira (PMDB-RS). Os índios querem que os dois sejam investigados e denunciados pelos crimes de incitação à violência, racismo e injúria qualificada. Com o pedido de representação foram entregues dois vídeos, nos quais os deputados aparecem fazendo declarações sobre a questão da demarcação de terras indígenas. Num deles, gravado durante uma audiência pública ocorrida em novembro do ano ...

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quarta-feira 26/02/14 20:36

PSC é o partido mais empenhado na guerra contra aborto

O presidente recém-eleito da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Assis do Couto (PT-PR), e o que está saindo, o pastor Marco Feliciano (PSC-PR) têm pelo menos um ponto de comum: os dois integram a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida - Contra o Aborto. Esse fato acabou trazendo de volta ao noticiário político a existência dessa frente, que agrega 165 deputados e 13 senadores. Ela se dedica sobretudo a monitorar as atividades do Congresso para ...

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segunda-feira 24/02/14 23:24

Há 40 anos, Iara busca a verdade sobre a morte dos irmãos e do companheiro

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Iara Xavier Pereira, seus irmãos Iuri e Alex e o companheiro dela, Arnaldo Cardoso Rocha, foram todos militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) – organização de esquerda que, no começo da década de 70, sob a liderança de Carlos Marighella, pegou em armas contra a ditadura militar. Dos quatro, só Iara sobreviveu. Os irmãos e o marido foram mortos pela repressão, entre 1972 e 1973. De acordo com as autoridades da época, tombaram durante troca de tiros com agentes policiais. Segundo ...

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quarta-feira 19/02/14 22:30

“Príncipe imperial” critica papa Francisco por convite a MST

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A pedido do deputado Lael Varella (DEM-MG) foi registrado nos Anais da Câmara o texto de uma longa mensagem enviada no dia 8 deste mês ao papa Francisco pelo dirigente da organização Paz no Campo, Bertrand de Orleans e Bragança – que é bisneto da princesa Isabel de Bragança e Bourbon e se apresenta como dom Bertrand, príncipe imperial do Brasil.

No texto, o suposto herdeiro imperial fala em consternação, choque e espanto diante do convite feito pela Academia Pontifícia de Ciências a João Pedro Stédile, do Movimento dos Sem Terra (MST), para participar de um seminário sobre exclusão social, em Roma, com despesas pagas pelo Vaticano.

Segundo o autor da mensagem, Stédile não passa de um agitador de esquerda, defensor da luta de classes e dirigente de um movimento que, sob inspiração da Teologia da Libertação, “combate obstinadamente a propriedade privada, inclusive por meio de ações violentas”.

Dom Bertrand diz: “Não posso deixar de me perguntar, Santo Padre, qual a razão de que esse paladino de uma utopia revolucionária tão visceralmente anticristã e promotor da violação sistemática das leis tenha sido convidado.”

O encontro do qual Stédile participou, na condição de observador, aconteceu em Roma, no dia 5 de dezembro. A mensagem do bisneto da princesa foi postada mais de um mês depois, no dia 8 de janeiro, às vésperas do encontro nacional do MST em Brasília. O deputado Varella subiu à tribuna logo depois, no dia 12 – o mesmo dia em que os militantes do movimento marcharam pela Esplanada dos Ministérios e entraram em confronto com a polícia.

O texto também manifesta indignação pelo fato de ter sido convidado para o mesmo seminário no Vaticano o argentino Juan Grabois. Ele pertence ao Movimento de Trabalhadores Excluídos, que reúne catadores de papel, e foi um dos fundadores da Confederação dos Trabalhadores da Economia Popular da Argentina. Segundo o missivista, “esse advogado e militante da esquerda peronista não esconde suas convicções abertamente marxistas”.

Os integrantes do Movimento Paz no Campo, coordenado por dom Bertrand, se consideram herdeiros da antiga Tradição, Família e Propriedade (TFP) – instituição de ultradireita, que se notabilizou nos anos 60 e 70 pelo apoio ao golpe militar. Seu fundador, Plínio Correia de Oliveira, é o principal inspirador do autor da carta ao papa.

Por causa de uma briga entre grupos que disputam o espólio de Oliveira, o suposto herdeiro da família imperial, de 72 anos, está legalmente proibido de utilizar o nome da TFP. Enquanto continua a briga na Justiça, ele se abriga sob a sigla Paz no Campo. Quase sempre associa ao marxismo os movimentos sociais que envolvem a posse da terra, sejam eles ambientalistas, quilombolas, indígenas ou de sem terra.

Em seu cabeçalho, a carta ao papa é apresentada como “reverente e filial mensagem a Sua Santidade”. A leitura atenta, porém, revela sobretudo a indignação de um grupo ultraconservador em relação aos movimentos de Francisco.

Ao lembrar, por exemplo, que o papa já havia convidado o líder argentino para subir ao palanque na Praia da Copacabana, durante a Jornada Mundial da Juventude, além de lhe conceder uma audiência em sua residência, em Roma, o autor indaga se não estaria pendendo para o marxismo: “Envolveriam estes gestos de Vossa Santidade um apoio à linha traçada pelo ideólogo Juan Grabois?”

Em outro momento, a carta afirma: “Nos recintos do Vaticano ecoam as elucubrações anticapitalistas de Karl Marx.”

O título da mensagem – Quo vadis, Domine? (Aonde vais, Senhor?) – também é sintomático dessa preocupação

O nome do deputado Varella apareceu com destaque, em setembro do ano passado, numa reportagem do programa Fantástico, da TV Globo. Era sobre uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo a locação de automóveis por parlamentares.

A investigação surgiu após a verificação de que um grupo de mais de vinte congressistas usavam serviços de empresas que não eram do ramo, como padaria, loja de material de construção, restaurante, revenda de material de limpeza. Varella alugava carros da empresa Faxinão.

Em sua defesa, o deputado disse que não havia nada de irregular na operação e que uma empresa pode legalmente ter dois tipos de negócio. “É comum. Não tem nada estranho. Não tem nada ilegal. Tem nota fiscal, tem contrato bem feito. Tudo pago com cheque nominal. Tudo bonitinho”, assegurou.

Acompanhe o blog pelo Twitter – @Roarruda

 

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terça-feira 18/02/14 19:17

Comissão da Verdade quer sindicância sobre uso de instalações militares para tortura

A Comissão Nacional da Verdade quer que o Ministério da Defesa abra sindicâncias administrativas para apurar como instalações militares foram transformadas, durante a ditadura, em centros de tortura e morte de opositores políticos. Em requerimento enviado nesta terça-feira, ao ministro Celso Amorim, a comissão cita especificamente sete locais, nos Estados de São Paulo, Rio, Minas Gerais e Pernambuco. O requerimento foi acompanhando de um relatório preliminar de pesquisa, de mais de 50 páginas. Nele a comissão lista ...

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terça-feira 18/02/14 16:30

Para evitar mais desgaste, PT vai reassumir presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Em reunião de líderes realizada hoje na Câmara, ficou acertado que o PT voltará a presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O acerto ainda deve ser oficializado pelo presidente da Casa, Henrique Alves (PMDB-RN), mas dificilmente haverá mudança. A informação já está no site da instituição. Segundo informações do líder da bancada, deputado Vicentinho (SP), o PT quer evitar novo desgaste político. No ano passado, nas negociações entre líderes, o partido acabou deixando de lado a presidência da Comissão ...

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domingo 16/02/14 17:54

Haddad envia à Câmara projeto que cria mais uma comissão da verdade em São Paulo. Vai investigar casos de servidores

16sottili

Deve chegar à Câmara de Vereadores, na próxima semana, proposta do prefeito Fernando Haddad (PT) para a criação de uma comissão da verdade no município. O projeto de lei deve ser divulgado na quinta-feira, durante evento que reunirá políticos, familiares de mortos e desaparecidos e pessoas que foram perseguidas por questões políticas durante a ditadura militar. O objetivo do prefeito é conseguir a aprovação do projeto até o final de março. Se tudo correr de acordo com o previsto, a lei ...

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sexta-feira 14/02/14 21:28

Em Belo Monte, 85% das ações de proteção aos índios ainda não foram cumpridas, diz estudo

14belomonte

O governo federal e a empresa responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte não estão cumprindo os compromissos que assumiram com os índios para a proteção dos territórios em que eles vivem, segundo levantamento que acaba de ser divulgado. A consequência disso é que os nove povos afetados pelas obras já se deparam com o aumento de invasões de grupos não indígenas e destruição ambiental. De acordo com o levantamento, feito por pesquisadores do Instituto Socioambiental (ISA), de um ...

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sexta-feira 14/02/14 00:11

Relatório aponta 310 assassinatos por homofobia em 2013. Maioria das vítimas era jovem

O Grupo Gay da Bahia (GGB) acaba de divulgar mais uma edição de seu Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais no Brasil. Os números apontam a ocorrência de 310 assassinatos de gays, travestis e lésbicas em 2013. Isso representa uma média de um assassinato a cada 28 horas. Houve um decréscimo de 7,7% em relação aos números de 2012. Quando se considera, porém, os três anos do mandato da presidente Dilma Rousseff, ocorreu um aumento de 14,7%. Segundo o ...

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