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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
quinta-feira 30/01/14 21:57

Relatório da ONU destaca valorização do salário mínimo como principal fator de redução de desigualdades no Brasil

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O relatório lançado na quarta-feira, 29, pelo Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (Pnud) traça um quadro sombrio sobre a questão da distribuição de renda no mundo. Aponta que a produção de riquezas nas duas últimas décadas registrou aumentos notáveis e que o mundo está globalmente mais rico do que nunca. A apropriação dessas riquezas, porém, ocorre de forma cada vez mais desigual. Segundo o relatório, intitulado Humanidade Dividida: Confrontando a Desigualdade nos Países em Desenvolvimento, o mundo ...

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quinta-feira 30/01/14 17:04

CNJ pesquisa racismo no sistema judicial

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciou nesta quinta-feira, 30, que vai realizar uma pesquisa para verificar se os jovens negros, na condição de réus, sofrem algum tipo de discriminação no sistema judicial. O estudo, que será conduzido pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias, também quer verificar se eles têm o mesmo tratamento dispensado aos brancos quando acusados de algum delito. “Os jovens negros muitas vezes enfrentam a impossibilidade de acesso à Justiça”, disse o conselheiro Guilherme Calmon. ...

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terça-feira 28/01/14 20:11

Comissão pediu a Alckmin desocupação do antigo DOI-Codi

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A Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, que funciona na Câmara Municipal de São Paulo, está reivindicando ao governo de São Paulo a desocupação da antiga sede do DOI-Codi, em São Paulo. Os integrantes da comissão querem que a área, com três edifícios, hoje ocupados pelo 36.º Distrito Policial, dê lugar ao futuro Memorial dos Desaparecidos. "Seria um tributo histórico aos que desapareceram na luta pela democracia e também uma forma de alertar as gerações futuras, para que os fatos ocorridos ...

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segunda-feira 27/01/14 17:30

Antigo centro de tortura vai virar memorial da ditadura

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O conjunto de três edifícios que abrigou as antigas instalações do DOI-Codi, em São Paulo, foi tombado na manhã desta segunda-feira, 27, pelo Condephaat, sigla para Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo. O local é apontado por ex-presos políticos e familiares de mortos como um dos mais ativos centros de tortura do País nos anos da ditadura militar.

O tombamento é o primeiro e decisivo passo para a transformação do local num centro de referência cultural, que terá como foco a memória do período autoritário, entre 1964 e 1985.

Entre o nomes de vítimas torturadas e mortas ali encontram-se o do jornalista Vladimir Herzog e o do estudante de geologia Alexandre Vannuchi Leme. As autoridades negaram violências nos dois casos. Segundo a versão oficial, o estudante, que hoje dá nome ao Diretório Central da USP, teria morrido atropelado, ao tentar fugir da polícia, em 1973; e Herzog teria se enforcado na cela, em 1975.

A proposta de tombamento da área, que hoje abriga uma delegacia de polícia, foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do conselho e deve ser homologada pela Secretaria de Cultura do Estado. De agora em diante nenhuma modificação poderá ser feita nos edifícios sem a aprovação do Condephaat.

Numa próxima etapa deverá ser apresentado o projeto de criação do memorial, com a participação da Secretaria de Cultura do Estado. Quando o projeto for aprovado, o governo estadual terá que providenciar um novo local para abrigar o 36.º DP, hoje instalado no prédio principal da Rua Tutoia, 121, no Paraíso, bairro da Zona Sul de São Paulo. Os outros dois edifícios funcionam como depósitos da Polícia Civil.

DOI-Codi é a abreviação para Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna, organização que era vinculada ao Exército, com a tarefa de vigiar e reprimir a oposição ao regime. Além de militares, reunia agentes das polícias federal, militar e civil. Em São Paulo funcionava nas proximidades da sede do comando do 2.º Exército, na região do Parque Ibirapuera. No início da década de 1970 o destacamento foi comandado pelo coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, que na época era major.

De acordo com estudo apresentado pela Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico aos conselheiros do Condephaat, o tombamento não se deve às características formais dos edifícios, mas por se tratar de um patrimônio que evoca a memória de um momento sombrio da história recente. Para o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araujo, a decisão do conselho faz parte da “consolidação da democracia em nosso País.”

O pedido de tombamento estava sob análise do conselho desde 1º de junho de 2012. Foi apresentado por Ivan Seixas, ex-preso político e atual presidente Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe).

Mais tarde o pedido ganhou o reforço da Comissão Nacional da Verdade, que seguiu as comissões do Estado e do Município. O Grupo Tortura Nunca Mais, o Fórum dos Ex-Presos Políticos do Estado de São Paulo, o Núcleo Preservação da Memória Política e a Comissão de Familiares de Presos Políticos Mortos e Desaparecidos também aderiram.

“Foi uma decisão histórica”, comemorou Ivan Seixas ao receber a informação. “O tombamento da seção paulista do DOI-Codi deveria servir de exemplo para outros Estados.”

Ivan tinha 15 anos quando, em 1971, foi preso e levado à sede do DOI-Codi em São Paulo. Ele militava no Movimento Revolucionário Tiradentes, ao lado do pai, Joaquim Seixas, preso na mesma ocasião.

Segundo Ivan, os dois foram torturados durante dois dias, em celas próximas. “Fomos espancados no pátio, logo que chegamos, e depois levados para as salas de tortura”, disse. Seu pai não resistiu e morreu ali, num dos edifícios que acabam de ser tombados.

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quinta-feira 23/01/14 19:44

Condephaat define na segunda tombamento do DOI-Codi

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O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) decide na próxima segunda-feira, 27, o destino do conjunto de edifícios que abrigou a sede do DOI-Codi em São Paulo. Foi lá que morreu, em 1975, sob tortura, o jornalista Vladimir Herzog. O caso está sendo analisado pelo conselho desde 1.º de junho de 2012, data em que o ex-preso político Ivan Seixas protocolou o pedido de tombamento do conjunto, localizado na Rua Tutoia, 121, no Bairro Paraíso, ...

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terça-feira 21/01/14 19:22

Trabalho escravo: operação policial resgata 19 trabalhadores

Um grupo de 19 de trabalhadores de carvoarias de São Paulo foi resgatado nesta terça-feira durante operação da Polícia Rodoviária Federal, após ser constatado que trabalhavam em condições análogas à da escravidão. Na mesma ação foram afastados 7 adolescentes, cuja mão de obra era utilizada em desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Denominada Gato Preto, a operação mobilizou 90 policiais e também envolveu agentes do Ministério do Trabalho, Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério Público Estadual e Instituto Florestal. A ...

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segunda-feira 20/01/14 19:43

Na TV, Padre Fábio defende casamento civil gay

20marina

No programa Altas Horas, da TV Globo, na madrugada de domingo, 19, perguntaram a um dos convidados da noite, o padre Fábio de Melo, qual era a opinião dele sobre o chamado casamento gay. Em sua resposta, o sacerdote, que também é artista, escritor e professor universitário, com pós-graduação na área de educação, fez uma clara distinção entre religião e direitos civis. Indiretamente, defendeu o estado laico. O padre, de 42 anos, campeão em vendas de CDs, DVDs e ...

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domingo 19/01/14 22:12

“O Brasil não será democrático se não democratizar a terra”

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, completa trinta anos neste mês de janeiro. Sua criação foi formalizada durante um encontro realizado em Cascavel, no Paraná, entre 20 e 23 de janeiro de 1984, com a presença de quase oitenta pessoas, de diversas partes do País. Entre elas encontrava-se João Pedro Stédile, que havia começado a participar de ações em defesa da reforma agrária por meio da Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Teologia da Libertação. Na entrevista ...

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sábado 18/01/14 21:31

Justiça Federal decreta fechamento de empresa de segurança que presta serviços a produtores rurais em MS

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O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul conseguiu na Justiça Federal a suspensão das atividades da empresa Gaspem, cuja sede fica em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A empresa oferece serviços de segurança a proprietários rurais em áreas de conflito fundiário e é acusada de executar ataques contra comunidades indígenas. Ao pedir o fechamento da empresa à Justiça, o MPF argumentou que há “perigo de novas agressões e ilícitos". Os procuradores federais também disseram que a autorização de ...

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