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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
quinta-feira 23/10/14 20:45

Questão indígena tem pouco destaque na reta final da eleição

Com José Maria Tomazela, de Campo Grande, e Valmar Hupsel Filho A campanha eleitoral chega aos momentos finais sem ter dado atenção à questão indígena. O tema não apareceu nos debates entre os candidatos nas redes de TV e recebeu um tratamento ralo nas propostas de governo que os dois apresentaram. Nessa quinta-feira, 23, a presidente e candidata Dilma Rousseff divulgou uma carta endereçada aos povos indígenas, na qual lembra o que fez em seu governo e sinaliza o apoio a ...

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quarta-feira 22/10/14 21:25

Comissão terá acesso a informações sobre militar apontado como chefe da Casa da Morte

Por decisão do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (Rio de Janeiro), a Comissão Nacional da Verdade vai ter acesso à folha de alterações do coronel reformado do Exército Cyro Guedes Etchegoyen, que integrou o Centro de Informações do Exército (CIE) e é apontado como o comandante da Casa da Morte, centro de tortura clandestino que funcionou em Petrópolis nos anos da ditadura. O acesso da comissão aos documentos havia sido suspenso por meio de uma liminar obtida pela esposa ...

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quarta-feira 22/10/14 19:52

Coronel critica decisão de tribunal federal: ‘Lamarca é desertor’

A notícia publicada neste blog sobre a decisão do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região que reconheceu o direito a promoção do capitão Carlos Lamarca, provocou polêmica entre os leitores. Uma parte dela aparece nos comentários na página do post. De um total de 23 manifestações, 17 foram contrárias à decisão judicial, 5 favoráveis e uma neutra. Entre os que foram contrários, 5 associaram a decisão do Tribunal a algum tipo de influência do Executivo. Um deles falou em "bolivarianismo". Um outro ...

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terça-feira 21/10/14 20:50

Militância reaparece e PT tenta levar Aécio para canto do ringue

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O fato mais notável do encontro entre a candidata Dilma Rousseff e representantes da área cultural, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), na noite de segunda-feira, 20, foi a presença da militância petista. Fala-se aqui de militância espontânea. Daqueles jovens que pegam a bandeira vermelha da candidata, colam adesivos no peito e vão para a rua, sem ganhar um tostão para fazer isso.

Eram jovens estudantes em sua maioria, alguns acompanhados pelos pais. Começaram a chegar, agitar bandeiras e circular diante do Tuca e os seus arredores, no bairro de Perdizes, por volta das 17h30. Uma parte, após não conseguir entrar no teatro, por falta de lugares, foi embora. Mas a maioria ficou, mesmo debaixo de uma chuva fina que ia e vinha, até o final do evento, quando a candidata apareceu para saudá-los – do alto da sacada do teatro que abre para a Rua Monte Alegre.

Já passava das 23 horas e, segundo os organizadores, cerca de três mil pessoas permaneciam ali. O entusiasmado encontro, como se pode ver em vídeos e fotos que estão na internet, lembrou os velhos tempos do PT. Tempos em que, sem contar com grandes somas de dinheiro doadas por grandes empresas, o partido crescia empurrado sobretudo pela força da militância. Essa lembrança estava estampada no olhar de alguns velhos petistas que saíam do teatro e encontravam os jovens.

Após o término do encontro, grupos continuaram circulando pelo bairro com suas bandeiras. Por volta da meia noite, três moços e duas moças agitavam bandeiras para os carros que passavam pela esquina das ruas Monte Alegre e Vanderley. Quase no mesmo horário, outro grupo, bem maior, aguardava o ônibus num ponto da Rua Cardoso de Almeida entoando gritos de guerra da campanha petista.

Não se sabe ainda qual o efeito que essa reaparição da militância pode ter nos resultados da eleição. Segundo as pesquisas, os candidatos do PT e PSDB permanecem empatados nas preferências de voto, o que significa, rigorosamente, que qualquer um deles pode sair vitorioso no domingo.

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O que se pretende registrar aqui é a presença de uma militância que parecia envergonhada – não se sabe se por efeito da campanha sistemática que os opositores do PT têm feito neste ano, com mais virulência do que nos anteriores, para desmoralizá-lo e tornar um ato quase vergonhoso a declaração de apoio à candidata petista; ou pelos erros e desacertos cometidos pela própria legenda, que, em mais de um momento no poder, renegou sua história e propostas partidárias.

Uma das explicações para o que se viu no Tuca seria o fato de a campanha eleitoral ter chegado àquele ponto nevrálgico de absoluta polarização, em que todos parecem diante de dois projetos políticos antagônicos. O ponto em que ninguém mais pode ficar indiferente.

O PT tende a assumir nesse momento, com mais clareza, o seu lado centro esquerda, agudizando a polarização. No Tuca, discurso após discurso, o que se ouviu foi a defesa do Estado laico, dos direitos dos homossexuais, do fim a qualquer tipo de discriminação contra os negros, do desenvolvimentismo, dos Brics, da soberania nacional e da maior presença do Estado na economia. Tudo isso combinado com o combate às desigualdades sociais e econômicas, ao neoliberalismo, aos fundamentalismos.

O que se verifica agora, como já ocorreu em outros momentos políticos da história recente, é o reagrupamento de forças em torno de alguns pontos comuns, como lembrou o ex-presidente Lula, ao dizer no Tuca que chega uma hora em que não é preciso estar cem por cento de acordo com Dilma ou o PT. O importante, disse ele, é distinguir entre os dois projetos “o que é melhor para o Brasil”.

APOIO DE MILITARES

Em alguns círculos tudo começa a funcionar agora de acordo com a engrenagem dessa polarização. Para entender melhor o significado disso, veja-se o caso do apoio dado à candidatura de Aécio Neves por velhos oficiais do Clube Militar. Por se tratar de um grupo que defende a ditadura militar, um dos períodos mais sombrios da história do País, no qual os direitos civis e políticos foram suspensos, os partidos extintos, a imprensa censurada e os opositores políticos torturados até a morte, esse tipo de apoio provoca uma reação imediata de outras forças políticas, que não gostam dessa proximidade com a ultra direita.

O PT valoriza e expõe esse tipo polarização (mais visível com Aécio do que seria com Marina Silva).

No palco do Tuca, o candidato derrotado ao governo de São Paulo pelo PSOL, Gilberto Maringoni, fez referência a essa conjuntura, a exemplo do que já fizeram seus colegas de partido Marcelo Freixo e Jean Wyllys, no Rio. ”Tenho críticas ao governo, mas vou deixar para depois”, disse Maringoni. “Agora vamos falar do que nos une, especialmente porque do lado de lá está Aécio Neves, o neoliberalismo heavy metal. É uma escolha entre a democracia e o abismo.”

É o momento, enfim, em que o PT procura levar Aécio para o lado esquerdo do ringue, onde, acredita, tem mais força nos punhos. Isso tem algum efeito sobre o conjunto do eleitorado, especialmente o que ainda se mantém indeciso? Não se sabe. Pelo que se viu dentro e fora do Tuca, porém, o efeito sobre os chamados setores progressistas, mesmo os que se mantinham mais arredios, é quase certo.

 

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sexta-feira 17/10/14 22:45

Tribunal reconhece direito de Lamarca a promoção

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Com Fausto Macedo Em decisão histórica, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região reconheceu o direito à promoção do capitão do Exército  Carlos Lamarca, morto durante a ditadura militar. Ele será promovido a coronel, com proventos de general de brigada (duas estrelas). A sentença põe fim a um tabu das Forças Armadas, segundo o qual o militar seria um desertor, sem direito a promoções. A ação judicial vinha tramitando desde 1993. Lamarca morreu no dia 17 de setembro de 1971, aos 34 anos ...

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quinta-feira 16/10/14 21:59

Índios querem encontro com Dilma e Aécio para falar de demarcações

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Com Valmar Hupsel Filho A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) quer entregar aos candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), uma carta aberta com suas principais reivindicações. Os representantes indígenas também querem cobrar dos dois um compromisso público e formal para reverter o que chamam de "quadro de ameaças aos direitos dos povos indígenas assegurados pela Constituição Federal”. O encontro com Aécio, segundo a coordenadora executiva da associação, Sonia Guajarara, está marcado para segunda-feira, 20, ...

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quarta-feira 15/10/14 22:14

População negra é maior beneficiária dos programas sociais

Os programas sociais do governo não são voltados especificamente para a população de negros e pardos do País. A cada vez que se analisa os resultados desses programas, porém, o que se verifica é que beneficiam sobretudo essa parcela dos brasileiros. Das 14 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família, 73% são de negros e pardos. E 68% delas são chefiadas por mulheres negras, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social. Do conjunto de 22 milhões de pessoas, que, com os programas ...

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segunda-feira 13/10/14 22:23

‘É uma tragédia’, diz Giannazi sobre novo perfil da Assembleia

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Na avaliação do deputado estadual Carlo Giannazi (PSOL), reeleito pela terceira vez consecutiva para a Assembleia de São Paulo, o poder do governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre aquela casa na próxima legislatura será incontornável. "É uma tragédia", diz ele na entrevista abaixo. "A Assembleia saiu desta eleição mais conservadora, mais evangélica, mais reacionária e, sobretudo, mais governista." A bancada de oposição ao governo, tradicionalmente formada pelo PT, PC do B e PSOL, encolheu de 29 para 18 deputados, num conjunto de ...

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segunda-feira 13/10/14 14:56

Comissão visita instalação militar para lembrar torturas

Representantes da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara, de Pernambuco,  visitam amanhã,terça-feira, 14, o Hospital Militar de Área do Recife, onde funcionou, nos anos da ditadura, o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Defesa Interna (DOI-CODI) do 4.º Exército. Segundo informações de ex-presos políticos, o local abrigava um centro de tortura. A visita será acompanhado por quatro ex-presos políticos. Eles foram convidados para auxiliar a identificar as salas onde as violências ...

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