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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
quinta-feira 30/10/14 23:13

Protocolado na Câmara projeto de plebiscito sobre constituinte

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Foi protocolado nesta quinta-feira, 30, na Câmara, projeto de decreto legislativo para a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para a reforma política. Encabeçada por Luiza Erudina (PSB) e Renato Simões (PT), a lista de apoio ao projeto conta com a assinatura de 185 deputados, de vários partidos. Se o projeto for aprovado, os eleitores brasileiros irão às urnas para dizer sim ou não à seguinte questão: "Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?" É a ...

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quinta-feira 30/10/14 21:22

Coronel Ustra sofre nova derrota na Justiça

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O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra acaba de sofrer uma nova derrota na Justiça Federal. O pedido feito pelos seus advogados de defesa para que fosse extinta a ação em que ele é acusado pelo desaparecimento de Edgar Aquino Duarte, em 1973, sob a alegação de que o militar teria sido beneficiado pela Lei da Anistia, foi rejeitado. O pedido foi apresentado na 9.ª Vara Criminal Federal, onde a ação penal está em curso desde dezembro de 2013. Além do ...

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terça-feira 28/10/14 21:26

Repressão e resistência: livro analisa relações entres gays e ditadura

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Chega às livrarias nos próximos dias o livro Ditadura e Homossexualidades - Repressão, Resistência e a Busca da Verdade (Editora EdUFSCar).  Organizado por James Green e Renan Quinalha, reúne nove artigos que analisam as relações entre a ditadura brasileira (1964-1985) e as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transsexuais e transgêneros (LGBTs). Discute de que maneira a ditadura, mesmo sem empreender uma ação repressiva direta e sistemática, como ocorreu no caso dos militantes de esquerda que participaram de ações armadas, vigiou, perseguiu, ...

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segunda-feira 27/10/14 23:15

Ativistas sociais e militantes foram às ruas por Dilma. E agora?

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A estudante universitária Kaline Santos, de 25 anos, passou toda a tarde de sexta-feira, antevéspera da eleição, fazendo propaganda da candidata Dilma Rousseff (PT). Eu a encontrei, coberta de adesivos, colados na camisa e na calça, por volta das 17h30, na Praça do Patriarca, no centro velho de São Paulo. Estava amarrando uma bandeira vermelha e branca nas costas, para se proteger de um vento frio que começava a soprar.

Não gostou e até virou as costas quando perguntei se estava sendo paga pelo PT. Mas eu insisti, ela sorriu, exibindo uma intricada aparelhagem ortodôntica, e aceitou conversar. Contou que tinha ido para o centro no final da manhã, para participar de uma marcha pró-Dilma, com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Quando a marcha acabou, juntou-se a um pequeno grupo que permaneceu na praça. Conversava com quem se dispunha a parar, distribuía adesivos e folhetos, agitava bandeiras, sem ganhar nada por isso. Estava lá por achar que o momento político exigia.

“Vou fazer tudo que puder para garantir a vitória do PT”, falou, já começando a tremer de frio. “Das propostas apresentadas, as do PT são as melhores. Olhe a área social. Foi o Bolsa Família que tirou o povo da fome e da miséria. Eu estou na faculdade porque as políticas do governo permitiram isso. Eu uso o FIES.”

Também contou que é baiana e eleitora do PT desde sempre. Que estuda administração de empresas numa instituição privada de ensino. E que ia sair dali direto para a aula. “Com todos esses adesivos na roupa?” – perguntei. “Não. Lá eu só deixo uns dois, aqui na camisa.”

Kaline não esteve sozinha nas ruas. Ela fez parte de um grupo numeroso de jovens petistas que, nos instantes finais da campanha, entrou em cena com uma disposição tão notável que surpreendeu os seus organizadores.

Ao comentar o assunto, durante uma entrevista que fiz com ele para o Estadão, o cientista político Wagner Iglécias, da Universidade de São Paulo (USP), me disse que o PT mantém um trabalho consistente na área de juventude. Concordou comigo que a nova geração de militantes petistas andava recolhida e apresentou dois motivos para o fato.

O primeiro foi a condenação de membros da cúpula do partido no julgamento do chamado mensalão, em 2012. “Muito jovens simpatizantes ou militantes do partido tiveram que pagar o preço de serem chamados de mensaleiros, embora não tivessem nada a ver com aquilo”, disse Iglécias.

O segundo foi o revés ocorrido nas manifestações de 2013, quando os jovens foram impedidos de exibir nas ruas as bandeiras vermelhas do partido.

A militância teria voltado quando luzes de alerta acenderam no segundo turno, sinalizando uma possibilidade real de Aécio Neves, do PSDB, vencer a eleição. “Houve nesse instante a explicitação de dois projetos políticos, seguida de uma aguda polarização, que mobilizou a militância”, observou.

ATIVISTAS

Foram principalmente os jovens que se animaram. Quem foi à festa da vitória, na Avenida Paulista, no domingo à noite, pôde ver que eles predominavam. Como se o partido tivesse se renovado.

O esforço final para reconduzir Dilma ao Planalto também deve contabilizar a participação de ativistas de causas sociais. Entre eles encontravam-se militantes do movimento gay – que decidiram deixar em segundo plano o fato de Dilma ter praticamente ignorado as suas reivindicações no primeiro mandato e apoiar a reeleição.

Resta saber agora como Dilma tratá-los. Como irá atender às demandas dos jovens militantes, que parecem se encantar sobretudo com as causas sociais que o PT têm desenvolvido. Como irá atender aos gays e aos militantes de outros movimentos, como o dos negros, dos sem-terra, sem-teto, feministas, indígenas.

A menos que considere que o único responsável pela sua vitória tenha sido o marqueteiro João Santana, a presidente deveria se aproximar mais desses movimentos.

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quinta-feira 23/10/14 20:45

Questão indígena tem pouco destaque na reta final da eleição

Com José Maria Tomazela, de Campo Grande, e Valmar Hupsel Filho A campanha eleitoral chega aos momentos finais sem ter dado atenção à questão indígena. O tema não apareceu nos debates entre os candidatos nas redes de TV e recebeu um tratamento ralo nas propostas de governo que os dois apresentaram. Nessa quinta-feira, 23, a presidente e candidata Dilma Rousseff divulgou uma carta endereçada aos povos indígenas, na qual lembra o que fez em seu governo e sinaliza o apoio a ...

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quarta-feira 22/10/14 21:25

Comissão terá acesso a informações sobre militar apontado como chefe da Casa da Morte

Por decisão do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (Rio de Janeiro), a Comissão Nacional da Verdade vai ter acesso à folha de alterações do coronel reformado do Exército Cyro Guedes Etchegoyen, que integrou o Centro de Informações do Exército (CIE) e é apontado como o comandante da Casa da Morte, centro de tortura clandestino que funcionou em Petrópolis nos anos da ditadura. O acesso da comissão aos documentos havia sido suspenso por meio de uma liminar obtida pela esposa ...

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terça-feira 21/10/14 20:50

Militância reaparece e PT tenta levar Aécio para canto do ringue

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O fato mais notável do encontro entre a candidata Dilma Rousseff e representantes da área cultural, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), na noite de segunda-feira, 20, foi a presença da militância petista. Fala-se aqui de militância espontânea. Daqueles jovens que pegam a bandeira vermelha da candidata, colam adesivos no peito e vão para a rua, sem ganhar um tostão para fazer isso. Eram jovens estudantes em sua maioria, alguns acompanhados pelos pais. Começaram a chegar, agitar bandeiras ...

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sexta-feira 17/10/14 22:45

Tribunal reconhece direito de Lamarca a promoção

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Com Fausto Macedo Em decisão histórica, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região reconheceu o direito à promoção do capitão do Exército  Carlos Lamarca, morto durante a ditadura militar. Ele será promovido a coronel, com proventos de general de brigada (duas estrelas). A sentença põe fim a um tabu das Forças Armadas, segundo o qual o militar seria um desertor, sem direito a promoções. A ação judicial vinha tramitando desde 1993. Lamarca morreu no dia 17 de setembro de 1971, aos 34 anos ...

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quinta-feira 16/10/14 21:59

Índios querem encontro com Dilma e Aécio para falar de demarcações

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Com Valmar Hupsel Filho A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) quer entregar aos candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), uma carta aberta com suas principais reivindicações. Os representantes indígenas também querem cobrar dos dois um compromisso público e formal para reverter o que chamam de "quadro de ameaças aos direitos dos povos indígenas assegurados pela Constituição Federal”. O encontro com Aécio, segundo a coordenadora executiva da associação, Sonia Guajarara, está marcado para segunda-feira, 20, ...

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