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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
quarta-feira 26/06/13 17:31

PSDB isola pastor e diz que “cura gay” é retrocesso

O PSDB divulgou na tarde desta quarta-feira, 26, nota oficial manifestando publicamente "posição contrária" ao Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, mais conhecido como "cura gay". O projeto, apresentado pelo deputado e pastor evangélico João Campos, filiado ao PSDB de Goiás, tem sido um dos principais alvos dos protestos de rua em todo o País. Na Câmara, o projeto teve parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos, sob a liderança do deputado e também pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP). Ele estabelece normas ...

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sexta-feira 21/06/13 22:31

Ação que expulsou partidos da marcha foi organizada

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Às 17h30 da quinta-feira, 20, a esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta era uma festa. Vinha gente de todo lado com cartazes defendendo causas e causas. Alguns eram sofregamente improvisados ali mesmo, nas calçadas, com cartolina e pincel atômico. Os mais divertidos e criativos eram os que atacavam o pastor Marco Feliciano e seu projeto de lei sobre a "cura gay". Foi mais ou menos nessa hora que apareceu o grupo de representantes de partidos e sindicatos, com suas ...

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terça-feira 18/06/13 21:54

“Comissão da Verdade precisa definir: verdade ou justiça?”

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Quanto mais falar Lei da Anistia e defender punição para agentes de Estado que violaram direitos humanos durante a ditadura, menos verdade a Comissão Nacional da Verdade vai obter. A tese é do cientista político Renato Lima de Oliveira, doutorando do Massachusetts Institute of Technology (MIT), no Estados Unidos, e estudioso dos processos de transição do autoritarismo para a ditadura. Ele acaba de concluir um trabalho no qual analisa exatamente o dilema que as comissões da verdade enfrentam, entre preparar ...

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terça-feira 11/06/13 21:08

Padilha ouve desabafo dos gays do PT

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No sábado, dia 8, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se discretamente em São Paulo com representantes dos gays que militam no PT municipal – o chamado Setorial LGBT. O tema que predominou no encontro foi o veto do governo à campanha de prevenção de Aids entre prostitutas, com a consequente demissão de Dirceu Greco da chefia do Departamento de DSTs, Aids e Hepatites Virais.

O grupo aproveitou o mote para dizer ao ministro, de maneira enfática, que desde a posse de Dilma Rousseff a militância se sente à margem do governo. Um dos interlocutores de Padilha utilizou expressões como constrangimento, descontentamento e revolta para definir o cenário atual.

Os militantes lembraram que o veto à campanha contra a Aids entre as prostitutas não foi a primeira iniciativa desse tipo no atual governo. No ano passado, durante o carnaval, já havia sido vetada uma campanha de prevenção voltada especificamente para homossexuais. Uma outra iniciativa nessa área, do Programa de Saúde e Prevenção nas Escolas, também foi torpedeada antes de decolar.

O problema, segundo o grupo que se reuniu com o ministro, não reside apenas no veto. O que mais preocupa é a forma como ocorre, numa espécie de rendição permanente do governo a grupos conservadores e fundamentalistas. Falou-se que o governo Dilma está se tornando refém de lobbies religiosos.

Padilha foi criticado pelo telefonema que deu ao pastor e deputado Marco Feliciano, da Comissão de Direitos Humanos. A ligação ocorreu após o veto à campanha de prevenção entre as prostitutas e foi prontamente explorada pelo evangélico em redes sociais.

“Era mesmo necessário ligar?” – perguntaram a Padilha.

Um especialista em questões relacionadas à prevenção da Aids lembrou que a propagação do vírus HIV no Brasil incide de maneira mais drástica em alguns grupos sociais. Se não houver propaganda direcionada, que fale diretamente com esses grupos, o trabalho de prevenção não terá a eficiência que se espera.

O grupo, com nove pessoas, entre militantes antigos e jovens, relembrou ao ministro as bandeiras do PT, de um governo para todos, que não discrimine grupos de cidadãos.

Padilha reagiu. Destacou que travestis, transsexuais e prostitutas não foram esquecidos nas campanhas de prevenção. Em relação ao veto da campanha voltada para prostitutas, reafirmou que a causa não foi política.

“Foi uma questão técnica” – insistiu. Segundo suas afirmações, Greco, o diretor do departamento, teria divulgado a campanha antes de submetê-la a todas as instâncias técnicas do ministério.

Para Padilha, essa atitude foi a gota dágua numa série de ações que vinham desgastando o relacionamento do diretor com o restante da equipe do ministério. As três campanhas vetadas, afirmou, foram apresentadas à imprensa antes de serem analisadas internamente.

O ministro ainda criticou o slogan da campanha – “Eu Sou Feliz Sendo Prostituta”. Disse não acreditar que uma mulher seja feliz na prostituição e que não cabe ao governo dizer quem é feliz ou não, mas sim encontrar a melhor maneira de estimular a prevenção.

Nessa parte da conversa, Padilha teve o apoio de uma militante ligada ao movimento feminista. Ela disse que a campanha ignora a exploração a que as mulheres são submetidas na prostituição.

Na despedida, o ministro insistiu que a orientação do ministério é laica e não está submetida a nenhum grupo religioso. Também prometeu campanhas mais ousadas de prevenção à Aids.

Os militantes não saíram muito convencidos.

Acompanhe o blog pelo Twitter – @Roarruda

 

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segunda-feira 10/06/13 10:51

“Poder Judiciário é refratário ao direito internacional dos direitos humanos”

renan-capa

  A transição política do autoritarismo para a democracia se arrasta no Brasil em decorrência de forças conservadoras que tem grande força no governo e também por causa do Judiciário. Em 2010, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) referendou a interpretação de que a Lei da Anistia beneficiou também os agentes de Estados acusados de violações de direitos humanos, ele "optou por consagrar os limites impostos pela ditadura à transição democrática". Quem faz essas afirmações, na entrevista a ...

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domingo 09/06/13 17:22

Índios, agronegócio e PT: os dilemas de Dilma

lularaposa544

Os números não depõem a favor de Dilma Rousseff no quesito das demarcações de terras indígenas. A comparação entre os feitos dela e os dos outros quatro presidentes presidentes da República do período da redemocratização, iniciado em 1985, não deixa dúvida: ela perde para todos quando se fala de territórios indígenas. O campeão das demarcações foi o presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Os decretos de homologação assinados por ele acrescentaram 41 milhões de hectares aos ...

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quarta-feira 05/06/13 21:53

Ex-ministro Delfim Netto vai depor na Comissão da Verdade

Boilesen544

Está marcado para o dia 25, às 11 horas, o depoimento do ex-ministro Antonio Delfim Netto perante a Comissão Municipal da Verdade de São Paulo. Os vereadores querem obter dele esclarecimentos sobre o esquema montado por um grupo de executivos e empresários paulistas para financiar o esquema de repressão nos anos da ditadura militar. O convite para o depoimento foi entregue a Delfim há quase dois meses. Ontem, dia 4, ele enviou dois assessores à Câmara para ...

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terça-feira 04/06/13 13:13

Desde sua posse, Dilma nunca recebeu os índios

Desde sua posse, em janeiro de 2011, a presidente Dilma Rousseff nunca recebeu oficialmente uma delegação de representantes indígenas. Isso foi lembrado à ministra Gleisi Hoffman, da Casa Civil, durante o encontro que manteve na segunda-feira, 3, com o secretário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, d. Leonardo Steiner. Na conversa sobre a crise em torno das demarcações de terras indígenas, o principal pedido do representante do episcopado brasileiro à ministra foi exatamente esse: que a presidente marque uma ...

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segunda-feira 03/06/13 22:35

Carta aberta responsabiliza ministra pela crise indígena

gleisiB

A ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, é a principal responsável pelo aumento das tensões no Mato Grosso do Sul, envolvendo indígenas e produtores rurais. É o que diz uma carta aberta, endereçada à presidente Dilma Rousseff, que começou a circular neste segunda-feira, 3. Assinada inicialmente pelo jurista Dalmo Dallari, membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, e mais quatro personalidades ligadas à defesa de direitos humanos, a carta diz: "A atitude ...

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