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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
quinta-feira 30/05/13 22:20

Ongs acusam Dilma de esquecer índios e favorecer ruralistas

oziel544

É cada vez maior a preocupação entre índios e ONGs com as atitudes da presidente Dilma Rousseff em relação à demarcação de terras indígenas. Um indicador disso são as quatro notas públicas sobre o tema divulgadas nesta semana. No curto espaço de quatro dias, o governo foi acusado quatro vezes de atropelar interesses indígenas para atender à bancada ruralista no Congresso. Em todas afirmou-se que a Constituição Federal está sendo desrespeitada. A manifestação mais recente, divulgada nesta quinta-feira, 30, foi assinada ...

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quarta-feira 29/05/13 23:05

A Comissão da Verdade e as viúvas da ditadura

coronel544

Em grupos que defendem a falecida ditadura militar é visível uma certa comoção a cada denúncia que aparece sobre as violências cometidas naquele período. Quando se fala em estupro, sequestro, ocultação de cadáver e outros crimes cometidos por agentes que atuavam acobertados pelo aparato do Estado, esses grupos torpedeiam portais de noticias, blogs e fóruns de leitores com mensagens destinadas a desvalorizar os relatos e a Comissão Nacional da Verdade. Dizem que deveria se chamar comissão da meia ...

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terça-feira 28/05/13 20:13

“Ele deu uma injeção para secar meu seio”, relata ex-presa

pucrio544

Na onda de relatos de torturas e outros crimes cometidos pela ditadura militar que se verifica no País, estimulada pela Comissão Nacional da Verdade, chama a atenção a coragem das mulheres. Em audiências públicas, relatos a jornalistas, livros, elas estão expondo alguns de seus dramas mais íntimos e difíceis de serem abordados, como os abusos sexuais. Pelos relatos, os torturadores não poupavam nem seus filhos, nascidos ou ainda no ventre.  Os depoimentos da ...

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segunda-feira 27/05/13 22:29

Fotógrafo do corpo de Herzog não reconhece o DOI-Codi

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“Não reconheço nenhum desses lugares”, disse o ex-fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, após percorrer durante quase duas horas as antigas dependências do Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo.

Autor da emblemática foto do corpo do jornalista Vladimir Herzog, morto naquele local em 1975, Vieira frustrou as expectativas da Comissão Municipal da Verdade, que o trouxe de Los Angeles, nos Estados Unidos, especialmente para revisitar o local. Acreditava-se que poderia trazer novas informações sobre o caso e o centro de tortura mantido pelo DOI-Codi no número 921da Rua Tutoia, no bairro do Paraíso.

Vieira ainda estava no início de um curso de fotografia da Polícia Civil, quando, na madrugada do dia 26 de outubro de 1975, foi acordado e levado até DOI-Codi. Os agentes policiais disseram que iria documentar um “encontro de cadáver”. Ele imaginou que a atividade fizesse parte do seu treinamento.

No DOI-Codi foi conduzido até a porta de uma cela, de onde viu o corpo de Herzog, pendurado num cinto, pendendo de uma grade na janela. Deram-lhe tempo para apenas dois clics, dali mesmo, da porta, antes de pegarem o filme e o retirarem do local.

A foto de Vieira foi anexada a documentos oficiais, com o objetivo de provar que o jornalista, militante do Partido Comunista Brasileiro, havia cometido suicídio. O efeito, porém, foi inverso: a foto virou um instrumento de denúncia das torturas na ditadura militar.

A máquina era uma Minolta  SLR, como lembrou com precisão o ex-fotógrafo, que também citou detalhes da lente que usou. A foto mostra Herzog com os pés no chão e as pernas dobradas  - posição improvável para um suicida. Foi uma das primeiras provas anexadas aos processos que, na Justiça, iriam demonstrar que o suicídio fora forjado para ocultar torturas, a causa real da morte.

Nesta segunda-feira, Vieira voltou ao local, que já passou por várias reformas nos últimos 37 anos e abriga uma delegacia de polícia. Cercado de jornalistas, ex-presos políticos e membros da Comissão Municipal, ele se mostrou cauteloso. Não se lembrou de nenhuma das salas pelas quais passou nem do nome de qualquer agente policial ou militar envolvido. Ao falar de tortura, acrescentou que citava fatos que já são de conhecimento público.

“Foi uma coisa muito rápida. Tudo demorou menos que cinco minutos”, disse. “Não lembro do horário. Era, talvez, entre quatro e cinco horas da manhã. Estava escuro. A imagem que trago comigo é de um lugar escuro. Lembro de um muro alto e um portão de ferro.”

Ela também se lembra de ter caminhado por um corredor de celas, até a porta de onde viu Herzog. “A janela da cela ficava de frente para a porta. Foi uma coisa rápida. Tudo demorou menos que cinco minutos.”

Sobre o que viu da porta, comentou: “O que chamou a atenção foi que estava com os dois pés no chão… É difícil cometer suicídio assim. Normalmente você se dependura em algum lugar… Não sei de casos de pessoas que estão com os pés no chão e cometem suicídio.”

Vieira terminou o curso de fotografia três meses depois e continuou executando serviços para a polícia até 1979. Naquele ano mudou para os Estados Unidos, onde permanece até hoje. Trabalhou durante anos como joalheiro e atualmente está empregado num centro de acolhimento para mães solteiras, mantido pela Igreja Católica.

O seu primeiro depoimento público sobre o episódio ocorreu no ano passado, quando foi descoberto em Los Angeles pelo repórter Lucas Ferraz, da Folha de S. Paulo. As declarações que deu ontem em São Paulo praticamente repetem o que já havia dito ao jornalista.

Para o presidente da Comissão Municipal, o vereador e ex-preso político Gilberto Natalini (PV), o fato de Vieira não reconhecer o local se deve às reformas que desfiguraram as áreas onde ficavam as celas. Ele também disse que a vinda do ex-fotógrafo ao Brasil ajuda a lançar luzes sobre os crimes cometidos pela ditadura militar: “O que acontecia nas prisões era uma barbaridade. O Brasil tem que conhecer os fatos. Ninguém quer fazer com os torturadores o que eles fizeram conosco. Mas é preciso escrever essa história, esclarecer a verdade.”

Acompanhe o blog pelo Twitter – @Roarruda

 

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quinta-feira 23/05/13 20:50

Grupos de direitos humanos e gays aprovam Barroso no STF

Fernando544

Representantes de entidades ligadas à defesa dos direitos dos homossexuais e organizações de direitos humanos elogiaram a indicação do advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso para o Supremo Tribunal Federal (STF). De maneira geral, o escolhido pela presidente Dilma Rousseff é considerado progressista. Em São Paulo, o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT, advogado Fernando Quaresma, qualificou a indicação como uma "vitória" dos movimentos sociais. Lembrou que Barroso atuou como amicus curiae no debate no STF que resultou no reconhecimento da constitucionalidade ...

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quarta-feira 22/05/13 23:01

Cotas para artistas negros reacende polêmica na Justiça

Marta544

As ministras da Igualdade Racial e da Cultura criticaram de maneira dura a decisão judicial que determinou a suspensão dos concursos culturais destinados apenas a pessoas negras. “Estamos indignados, achamos que é uma decisão racista”, disse Marta Suplicy, da Cultura, nesta quarta-feira, 22, segundo informações da Agência Brasil. Ela seguiu os passos da ministra de Luiza Bairros, da Igualdade Racial, que já havia se manifestado na terça, 21. “A decisão judicial demonstra que a vitória jurídica obtida no Superior Tribunal ...

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terça-feira 21/05/13 11:21

O general linha dura desceu ao porão, para salvar a prima

ednardo544

Era uma manhã de sábado quando o general Ednardo D’Ávila Mello, ao passar pela sede do comando do 2.º Exército, em São Paulo, recebeu um telefonema. O auxiliar que lhe passou a ligação disse que a pessoa do outro lado da linha se identificara como Newton Nunes D’Ávila Mello. Seria seu primo. O general lembrou do nome. Era um primo com o qual o mantinha uma relação distante, um sujeito com ideias esquerdistas e que há muito tempo não via. Atendeu. ...

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sexta-feira 17/05/13 17:08

Contra homofobia, embaixadas hasteiam bandeira do arco-íris

swede544

Em Brasília, as embaixadas da Bélgica, Suécia, Reino dos Países Baixos e Reino Unido hastearam nesta sexta-feira, 17, a bandeira LGTB, com as cores do arco-íris, para comemorar o Dia Internacional contra Homofobia e a Transfobia. De acordo com a assessoria de imprensa dessas representações, o objetivo é demonstrar a prioridade que seus países dão ao diálogo internacional destinado a "abolir a criminalização da homossexualidade" e a "discriminação com base na orientação sexual". Ler post

quarta-feira 15/05/13 20:42

PUC-SP cria Comissão da Verdade e relembra resistência

puc644

"Ação de combate". Foi essa a expressão que o secretário de Segurança de São Paulo, coronel Erasmo Dias, usou para explicar a violência da invasão do campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), no dia 22 de outubro de 1977. Com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral e cacetadas, os policiais que estavam sob seu comando prenderam na ocasião cerca de 2 mil estudantes. Vindos de diversas partes do País, eles estavam reunidos para recriar a ...

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