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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
quarta-feira 27/02/13 21:51

No Semiárido do Nordeste, oligarquia política e econômica é mais devastadora que a seca, segundo pesquisador

cabras224

A seca no Semiárido nordestino, que, de tempos em tempos, mobiliza as atenções do País, tem duas faces, segundo o professor José Jonas Duarte da Costa, da Universidade Federal da Paraíba. Uma delas - marcada pela ausência de chuvas - é a face natural. A outra é a socio-histórica, que ele considera "muito mais grave e devastadora". O professor assegura, que, ao contrário do que muita gente pensa, a região não tem sido esquecida pelo Estado brasileiro. Volumes ...

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sexta-feira 22/02/13 19:14

Comissão cobra do governo de SP mudança em registro de desaparecido: “Ele não abandonou emprego. Foi sequestro”

capa222

A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo solicitou ao governo estadual que mude a ficha de registro de emprego do desaparecido político Fernando Santa Cruz de Oliveira. Ele era funcionário do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) até o dia 23 de fevereiro de 1974, quando foi sequestrado e preso por agentes dos serviços de repressão política. Logo em seguida, a instituição estatal o dispensou por justa causa. Na ficha de emprego arquivada, uma observação assinala até hoje ...

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quinta-feira 21/02/13 20:30

Por ter apoiado ditadura, Marin deve sair da CBF, diz petição

Marin222

Lançada na terça-feira pela internet, uma petição que cobra a saída de José Maria Marin da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por causa de seu envolvimento com a ditadura militar, coletou mais de 6.300 assinaturas até a tarde desta quinta-feira, 21. A petição é uma iniciativa de Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975, quando se encontrava detido nas dependências do Departamento de Operações e Informações (DOI), controlado pelo Exército, em São Paulo. No ...

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quarta-feira 13/02/13 20:47

Renúncia prolonga o poder do grupo de Ratzinger

ratzinger544

A renúncia do papa Bento XVI foi mesmo um jorro de modernidade na Igreja Católica? Sim. Afinal, era uma das poucos instituições do mundo ainda aferradas à ideia de cargos vitalícios. Esse resquício feudal permanece agora no senado italiano e em algumas dinastias, com seus príncipes e reis.

Ao renunciar, Bento XVI se torna um papa progressista e moderno? Não. Ele continua conservador. Isso não basta, no entanto, para entendê-lo e avaliar seu gesto. É preciso notar também que o cardeal alemão Joseph Ratzinger tem se mostrado um refinado articulador político, com enorme estima pelo poder.

Ele foi a influência mais marcante na Cúria Romana nos últimos trinta anos. Mais exatamente desde que o papa João Paulo II o chamou para dirigir a poderosa Congregação para a Doutrina da Fé, em 1981.

Naquele cargo, Ratzinger executou a tarefa de centralizar o poder na Cúria e silenciar as vozes dissidentes, que vinham se animando desde o Concílio Vaticano II, no final da década de 1960. Foi duro principalmente com os progressistas, por advogarem um modelo de governo mais democrático ou colegiado para a barca de Pedro.

O ex-frade franciscano Leonardo Boff, um dos expoentes da Teologia da Libertação, que perdeu espaço no pontificado de João Paulo II, tem péssimas lembranças do cardeal Ratzinger. D. Paulo Evaristo Arns, cardeal de perfil liberal, que viu a Arquidiocese de São Paulo ser retalhada, por não se submeter a tudo que Roma lhe impunha, também não deve perfilar na lista de seus principais admiradores.

Aos poucos, Ratzinger mudou o perfil do episcopado no mundo e moldou o colégio de cardeais à imagem e semelhança da Cúria. Do total de 118 eleitores atuais, 67 foram indicados diretamente por ele, como pontífice. Entre os outros, a maioria também chegou lá após ter passado pelo seu crivo na Congregação para a Doutrina da Fé.

Se alguém procurar hoje no colégio cardinalício um representante dos progressistas autênticos, não encontrará nenhum. Não existem mais papabili como o cardeal milanês Carlo Maria Martini, que morreu em agosto do ano passado defendendo maior diálogo da Igreja com o mundo moderno. As facções que hoje estariam disputando o poder no Vaticano são, quase invariavelmente, ligadas a grupos religiosos conservadores.

Com o desaparecimento de João Paulo II, em 2005, Ratzinger poderia ter se afastado da Cúria para se dedicar a estudos teológicos e orações, que, segundo seus admiradores, são suas grandes paixões. Mas não. Participou das articulações políticas da época e tornou-se papa com os votos do colégio que moldou.

A renúncia, como já foi dito, tem grandeza e merece elogios. Com problemas cardíacos e artrose, o cardeal alemão abre o caminho para alguém mais jovem assumir a condução da Igreja e, ao mesmo tempo, evita o destino de papas como Pio XII e João Paulo II. Os dois, após terem demonstrado capacidade intelectual e disposição no exercício do poder, terminaram o pontificado de maneira triste: debilitados por doenças, acabaram transferindo o poder para assessores imediatos.

Há um outro aspecto, porém, que deve ser considerado nesse momento: a renúncia permite a Ratzinger influir na escolha de seu sucessor. Indiretamente, com tal gesto o grande articulador político prolonga o poder do grupo que comanda a Cúria há mais de três décadas.

Acompanhe o blog pelo Twitter – @Roarruda

 

 

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segunda-feira 11/02/13 21:10

História não oficial registra afastamento de dez papas

papa222

No dia 4 de julho de 1415, após nove meses de pontificado, o papa Gregório XII renunciou. Com 78 anos, afastou-se por pressão do Concílio de Constança. Acreditava-se que sua renúncia ajudaria a por um ponto final no cisma que levou à separação da Igreja Oriental. Após o afastamento, Gregório deixou Roma e assumiu o cargo de bispo do Porto, onde morreu logo depois, aos 80 anos, de acordo com informações do livro Léxico dos Papas, de Rudolf Fischer-Wollpert, ...

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sexta-feira 08/02/13 20:25

ONG defende cotas para negros na magistratura

A Conectas Direitos Humanos, organização não governamental internacional, enviou um documento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) defendendo a adoção  de cotas para negros na magistratura. O texto cita um levantamento de 2005, da Associação dos Magistrados Brasileiros, segundo o qual os negros representam menos de 1% e os pardos, 11,6% do total de magistrados. Esses índices, segundo a Conectas, passam longe da realidade populacional. O IBGE aponta que 51,4% da população brasileira se autodeclara preta ou parda. Para a ...

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domingo 03/02/13 21:34

Reforma agrária, para Dilma, é acabar com ‘favela rural’

A presidente Dilma Rousseff evitou o tema da reforma agrária na campanha de 2010 e deixou claro, desde que assumiu o governo, que está mais preocupada em garantir a melhoria dos assentamentos rurais já existentes do que em criar outros. Até circula em Brasília a informação de que lhe causam arrepios a expressão “favela rural” – usada para designar assentamentos mal sucedidos. Por causa dessa visão da presidente, há uma certa expectativa em torno da visita que faz nesta segunda-feira, 4, ...

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sábado 02/02/13 02:35

Pressionada, Igreja expõe documentos sobre pedofilia

pedofilia222

A sombra da pedofilia, que pesa sobre parte do seu clero, com milhares de vítimas espalhadas pelo mundo, está obrigando a Igreja Católica a trilhar o caminho da transparência. Em menos de 15 dias, foram anunciadas duas importantes providências nessa área, nos Estados Unidos e na Alemanha. A de maior impacto ocorreu em Los Angeles, na Califórnia. O arcebispo local, d. José Gomez, divulgou uma série de documentos que comprovam casos de abuso sexual cometidos por quase uma centena ...

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