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Quem Faz

Roldão Arruda é jornalista e repórter da editoria de política do Estadão. Dedica-se sobretudo à cobertura de temas relacionados a direitos humanos e questões de movimentos sociais. Já trabalhou nos jornais Movimento e Folha de S. Paulo e na revista Veja. É autor do livro 'Dias de Ira'.
quinta-feira 28/06/12 05:32

Condenação do coronel Ustra divide juristas

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A Lei da Anistia de 1979 suspendeu julgamentos e sanções para todos os atos ilícitos ocorridos na área penal no período da ditadura militar (1964-1985). Não atingiu, porém, a área cível. Foi esse o argumento utilizado pela juíza  Claudia de Lima Menge ao condenar o coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra a pagar uma indenização de R$ 100 mil reais à família do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino. Em 1971, segundo testemunhas, ele foi torturado durante 24 horas por agentes que ...

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quinta-feira 28/06/12 04:36

28 de junho: a Queda da Bastilha do movimento gay

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Hoje, 28 de junho, é o Dia do Orgulho Gay. Sua história começou na virada de 27 para 28 de junho de 1969, em Nova York. Mais exatamente na Christopher Street, rua do Greenwich Village, onde funcionava o Stonewall Inn, bar cuja clientela era constituída sobretudo por jovens e animados gays. Lá pelas tantas, uma patrulha policial invadiu o bar, com ordens para prender seus funcionários e jogar todo mundo na rua, alegando descumprimento das leis locais sobre venda de bebidas alcoólicas. Não era uma ação incomum. Frequentemente policiais ...

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terça-feira 26/06/12 20:27

Juíza que condenou Ustra põe em xeque Lei da Anistia e decisão do STF

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No texto da sentença em que condenou o coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra a pagar R$ 100 mil por danos morais à família de um prisioneiro político que morreu sob tortura, a juíza Claudia de Lima Menge questionou a interpretação da Lei da Anistia de 1979. Para ela, o debate sobre o alcance da lei não se encerrou com a decisão adotada em 2010 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, os ministros concluíram que a lei beneficiou tanto ...

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terça-feira 26/06/12 07:00

Lula e as pedras da história, no centro de São Paulo

Ainda não se sabe a data certa da inauguração do futuro Memorial da Democracia, no bairro da Luz, pelo Instituto Lula. A época provável, segundo cálculos de assessores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o primeiro semestre de 2015. Imagens do projeto serão apresentadas oficialmente nesta terça-feira, 26, aos conselheiros do instituto e a um pequeno grupo de intelectuais convidados, conforme foi noticiado na edição impressa de hoje do jornal. Elas mostram que o edifício será inteiramente branco.

Ficará nas proximidades da Estação da Luz e do Memorial da Resistência, duas antigas construções de tom avermelhado, e da Sala São Paulo, cinza. Segundo os arquitetos que o projetaram, Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, do escritório Brasil Arquitetura, a escolha faz parte de um conjunto de preocupações destinadas a associar democracia e transparência.

No texto que prepararam para ser lido no encontro de hoje, na sede da Fiesp, os dois destacaram: “A arquitetura do Memorial da Democracia deve expressar solidez, transparência, claridade, multiplicidade, diversidade e urbanidade. Deve ser também convidativa, acessível, gentil.”

Para garantir que o edifício, de concreto armado e protendido, permaneça sempre branco, vão utilizar pela primeira vez no Brasil o chamado cimento autolimpante. Explicam: ”Trata-se de um cimento branco com agregados como dióxido de titânio que, num processo catalítico, reage em contato com a poluição, conservando sempre o branco do edifício, sem necessidade de manutenção.”

Dois blocos

O complexo arquitetônico será dividido em duas partes. Uma delas abrigará o museu propriamente dito, com a história das lutas pela democracia. O outro, menor, guardará em dois pavimentos no subsolo o acervo que Lula acumulou em oito anos à frente da Presidência República. Os pavimentos superiores ficarão reservados para estudos, pesquisas, conferências, simpósios. Segue, em linhas gerais, o que foi feito Instituto Fernando Henrique, que funciona no centro de São Paulo, nas imediações do Teatro Municipal.

Os dois blocos serão divididos pela rua que atravessa o terreno de 4,3 mil m2 cedido pela Prefeitura de São Paulo ao instituto. A ligação entre eles será feita pelo alto, por meio de passarelas suspensas e envidraçadas. 

Na fachada mais ampla do edifício, voltada para a Rua Mauá, na Cracolândia, será fixada no concreto uma coleção de pedras provenientes de diferentes regiões do País. Dessa concentração original, ainda segundo explicações dos arquitetos, elas irão se rarefazendo pelas outras fachadas, até desaparecerem na parte mais estreita, uma espécie de cunha nos fundos do terreno em forma de triângulo cedido pela Prefeitura de São Paulo.

Durante a obra, no momento da concretagem das pedras, serão convidados representantes dos Estados de onde elas vieram. “Assim”, diz o texto dos arquitetos, “a arquitetura e sua construção já estarão incorporando o tema do memorial, reafirmando simbolicamente, com pedra e pedra de todas as partes, a luta pela conquista e construção da democracia.”

Entretenimento e interatividade

O custo da obra ainda não está certo. Fala-se em algo entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões, que deverão vir sobretudo da iniciativa privada. Os coordenadores do Instituto Lula também pretendem buscar apoio das organizações sindicais.

O ex-presidente Lula não participou diretamente de todas as etapas de preparação projeto, que começou a ser discutido um ano atrás. Em todos os momentos, porém, insistiu em duas questões. A primeira: que a história da luta pela democracia não seja contada exclusivamente a partir do ponto de vista de grandes personagens. Devem ser destacados, disse ele mais de uma vez, os movimentos populares, como as grandes greves de trabalhadores e a mobilização das Diretas Já. A segunda: a valorização do entretenimento e da interatividade.

É nessa parte da missão que entra em cena Gringo Cardia, especialista em montagens de museus interativos, que inclui no seu currículo profissional atividades como arquitetura, design, cenografia, produção de videos e CDs, entre outras. Venceu recentemente um concurso para cuidar do projeto de uma das seções do Museu da Cruz Vermelha, em Genebra. Trabalha agora no Museu do Trabalhador, que está sendo construído pelo prefeito Luiz Marinho (PT), em São Bernardo do Campo. Foi o responsável pelo Memorial Minas Gerais Vale, que conta a história daquele Estado.

Uma curiosidade: o arquiteto Marcelo Ferraz trabalhou com Lina Bo Bardi, no projeto do Sesc Pompéia, em São Paulo. Quem olhar com atenção o memorial que acaba de projetar reconhecerá alguns traços daquela obra. Como as passarelas que interligam os dois blocos do conjunto. O vão livre que se estende por toda a parte térrea, em duas quadras, poderá lembrar a área do Masp, também projetada por Lina.

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segunda-feira 25/06/12 11:53

MPF quer levar à Justiça criminal 62 casos de sequestro e ocultação de cadáver ocorridos no regime militar

SEBASTIO2

O Grupo de Trabalho Justiça de Transição, do Ministério Público Federal (MPF), continua rastreando e analisando casos de violações de direitos humanos ocorridas no período do regime militar. Os procuradores investigam sobretudo casos que envolvem acusações de sequestro qualificado e ocultação de cadáver. O objetivo é abrir processos criminais na Justiça Federal contra os supostos autores. De acordo com a tese defendida pelo grupo, tais crimes são considerados permanentes, uma vez que não se sabe ao certo o paradeiro das vítimas, ainda desaparecidas. Não se pode falar, portanto, ...

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sexta-feira 22/06/12 17:08

Expedição localiza restos mortais de duas pessoas no Araguaia. Notícia não anima familiares de guerrilheiros

SãoGeraldo

O Ministério da Defesa divulgou nesta sexta-feira, 22, a informação de que foram exumados os restos mortais de mais duas pessoas na região da Guerrilha do Araguaia, ocorrida na década de 1970. Esse foi o principal resultado da expedição realizada entre os dias 10 e 20 deste mês pelo Grupo de  Trabalho Araguaia (GTA), integrado pelos Ministérios da Justiça e da Defesa e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ainda segundo o informe da Defesa, a primeira exumação foi feita no cemitério de ...

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quarta-feira 20/06/12 12:10

Descontente, MST tenta constranger presidente na Rio+20: “Cadê a reforma agrária, Dilma?”

rio220

Insatisfeito com os rumos da política agrária no governo de Dilma Rousseff, o Movimento dos Sem-Terra (MST) vai tentar constranger a presidente da República na conferência Rio + 20. A liderança do movimento anunciou que, nesta quarta-feira, 21, e amanhã, seus militantes vão comparecer aos lugares por onde passar a comitiva presidencial para mostrar seu descontentamento. Deverão portar faixas e cartazes com a seguinte pergunta: "Cadê a reforma agrária, Dilma?" "É impossível falar em defesa ambiental sem discutir o agronegócio, sem realizar políticas de redistribuição de terras", diz João Paulo Rodrigues, ...

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terça-feira 19/06/12 17:39

Dilma quer lançar logo plano de combate à homofobia

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Por determinação do Palácio do Planalto, a Secretaria de Direitos Humanos acelerou os preparativos para o lançamento do 2.º Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Focado no combate à homofobia, o plano só deveria ser lançado em dezembro. Dias atrás, porém, o Palácio do Planalto comunicou à Secretaria que a presidente Dilma Rousseff decidiu adiantar para agosto. Também ficou determinado que a ministra Maria do Rosário deve apresentar o primeiro esboço do plano ...

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segunda-feira 18/06/12 16:03

Comissão da Verdade requisitará arquivo que contém depoimento de Dilma Rousseff sobre torturas em MG

A Comissão Nacional da Verdade  decidiu requisitar os arquivos do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais. A decisão foi tomada em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 18, em São Paulo, e foi motivada pela divulgação de um depoimento inédito da presidente Dilma Rousseff, relatando torturas sofridas quando esteve encarcerada em Juiz de Fora, em 1972. Ao divulgar o depoimento, ontem, o jornal O Estado de Minas, também informou que ele estava perdido entre milhares de outros documentos, numa sala comercial, no centro ...

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