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PSOL pede voto nulo ou voto ‘crítico’ em Dilma e ‘nenhum voto em Serra’; Plínio declara nulo

sexta-feira 15/10/10

José Orenstein O PSOL divulgou nesta sexta-feira sua posição no segundo turno, deixando a seus militantes a opção entre o voto nulo  e o voto “crítico” em Dilma Rousseff, candidata do PT. Segundo resolução da executiva nacional do partido, a decisão é pela “oposição frontal” ao candidato tucano, com o dizer: “Nenhum voto em Serra”. […]

José Orenstein

O PSOL divulgou nesta sexta-feira sua posição no segundo turno, deixando a seus militantes a opção entre o voto nulo  e o voto “crítico” em Dilma Rousseff, candidata do PT. Segundo resolução da executiva nacional do partido, a decisão é pela “oposição frontal” ao candidato tucano, com o dizer: “Nenhum voto em Serra”.

Ainda assim, de acordo com a resolução, o PSOL se propõe a, independete de quem vença a eleição, ser “oposição de esquerda e programática”. Segundo o partido, nem Serra nem Dilma mostraram compromisso com pontos programáticos considerados fundamentais para o PSOL, como a redução da jornada de trabalho e a mudança da política econômica.

Na avaliação dos socialistas, se por um lado um eventual governo Serra representaria um retrocesso  a “uma ofensiva neoliberal, de direita e conservadora no País”, por outro, um governo Dilma representaria a manutenção de “compromissos com banqueiros e políticas neoliberais”.

Plínio de Arruda Sampaio, candidato do PSOL à Presidência que alcançou quase um milhão de votos no primeiro turno declarou que vai votar nulo no segundo turno. Em manifesto divulgado no site “Terra Magazine”, Plínio critica a posição de Serra na política econômica e na política externa. Quanto a Dilma, o socialista afirma que ela é um “incógnita”, mas que se mantiver a política de Lula, vai continuar a cooptar os movimentos sociais.

Na sua argumentação pelo voto nulo, Plínio questiona: “O que é melhor para a luta do povo? Enfrentar um governo claramente hostil e truculento ou um governo igualmente hostil, porém mais habilidoso e mais capaz de corromper politicamente as lideranças populares?”. E reafirma, por fim, a posição de não firmar aliança com nenhum dos dois candidatos