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Michel Temer nega que PMDB esteja insatisfeito com indicações para ministérios

Camila Tuchlinski

01 Dezembro 2010 | 13h33

Rosa Costa, da Sucursal de Brasília

O vice-presidente eleito e presidente do PMDB, deputado Michel Temer, disse hoje que as indicações para os ministérios da Saúde e da Defesa, respectivamente Sergio Côrtes e Nelson Jobim, são da cota pessoal da presidente eleita Dilma Rousseff. Segundo ele, o partido pleiteia cinco ministérios. “Estamos ajustando os problemas”, afirmou. Preferencialmente o PMDB quer duas indicações da bancada da Câmara e duas do Senado. “Se eu tiver uma cota pessoal, eu também indicarei um nome”, disse.

Segundo Temer, não existe no PMDB  a insatisfação divulgada pela imprensa nos jornais de hoje, porque o partido sabe que Dilma está sensível para atender os pedidos da legenda. “O PMDB vai ter um quadro compatível com o seu tamanho e isso a presidente Dilma já disse e já acertou com todos nós. Não haverá dificuldade nenhuma nessa relação”, garantiu.

A título de exemplo citou telefonema que recebeu esta manhã, do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que também é do PMDB, informando que indicou Sérgio Côrtes para a pasta da Saúde, na cota pessoal da presidente Dilma, atendendo um pedido que ela lhe fez. Segundo Temer, Cabral disse que a ministra o chamou pedindo que indicasse um técnico para o cargo e mais tarde adiantou que apreciava muito o trabalho de Sérgio Cortes.

“O noticiário de hoje é muito prejudicial a todos nós”, disse Temer, referindo-se à insatisfação do PMDB e do PT com a composição do futuro Ministério. “Não está acontecendo nada disso. O que há é o desconforto daqueles que querem um pouco mais e um pouco menos. Mas nada que nos preocupa”, disse Temer, ao deixar o gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com quem se reuniu por cerca de uma hora, junto com o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL).

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