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Lula: futuro ministro da Saúde terá que definir com o Congresso recursos para setor

Camila Tuchlinski

13 Dezembro 2010 | 10h23

Rosana de Cassia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse há pouco que o novo ministro da Saúde deverá ter a responsabilidade de se reunir com senadores e deputados para buscar uma nova fonte orçamentária para a Saúde. Em visita ao hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, Luka reclamou mais um,a vez da perda da receita da CPMF, em 2007. “Só existe uma explicação para terem tirado a CPMF do orçamento da União: ódio, rancor e maldade”, disse Lula, referindo-se ao Senado, que rejeitou a volta do imposto do cheque. “Nos tiraram, no total, mais de R$ 150 bilhões”, lamentou.

No discurso para uma plateia formada por funcionários do hospital, Lula disse que só os ricos no País têm direito a tratamento complexo de saúde e que o Sarah é uma exceção. Em tom bem humorado, disse que antes, em Brasília, as pessoas diziam que o melhor hospital era o aeroporto. “Eu também já disse que o melhor hospital de Brasília era o aeroporto”, lembrou. E relatou que certa vez estava na Câmara quando sofreu um problema de apendicite e que um deputado médico sugeriu que fosse se tratar em São Paulo.

Lula ainda relatou que três meses antes de sua reeleição, em 2006, o Congresso Nacional retirou R$ 900 milhões do orçamento previstos para o Sarah. Segundo o presidente, isso foi uma “atitude de má-fé”, para prejudicá-lo na disputa eleitoral. Disse ainda que espera que a saúde deixe de ser tratada como despesa de Estado. “Fico pensando se é gasto tratar as pessoas com carinho e esperança”, afirmou. “O hospital não pode ser um martírio”.

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