Lula elogia atuação da imprensa estrangeira e diz que fez mais que antecessores
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Lula elogia atuação da imprensa estrangeira e diz que fez mais que antecessores

Jennifer Gonzales

03 Dezembro 2010 | 18h48

Jair Stangler


Lula durante coletiva, ao lado do ministro Franklin Martins e do governador Sérgio Cabral. Imagem: Felipe Dana/AP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a cobertura que a imprensa estrangeira fez de seu governo e afirmou que fez mais que qualquer outro presidente em seus oito anos de mandato. Lula concedeu entrevista coletiva a correspondentes internacionais nesta sexta-feira, 3, no Rio de Janeiro.

Ouça a íntegra da entrevista

Logo na abertura da entrevista, o presidente afirmou acompanhar o que é publicado sobre seu governo ao redor do mundo. “Acho que foi gratificante saber o acompanhamento que vocês fizeram da evolução política, econômica e social no Brasil. Nós temos acompanhado pela minha assessoria internacional o trabalho e as informações que tem saído na imprensa estrangeira e eu acho que tem correspondido exatamente àquilo que está acontecendo no Brasil. Certamente nós não resolvemos todos os problemas brasileiros, mas nós demos passos extraordinários para resolver”, afirmou.

A colocação de Lula sobre a imprensa estrangeira é um claro contraponto a avaliação que o presidente faz sobre a imprensa brasileira, que ele já afirmou se comportar como ‘partido político’. No dia 24, em entrevista concedida a blogueiros, Lula chegou a afirmar que ‘a raiva deles (a imprensa nacional) é que não os leio’

‘Ninguém é mais otimista que os brasileiros’

O presidente afirmou ainda considerar que hoje ninguém é mais otimista que o brasileiro. “Eu acho que hoje o grau de otimismo, eu acredito que é o mais extraordinário de qualquer país do mundo hoje. Acho que não tem mais ninguém, no mundo, mais otimista que os brasileiros”, afirmou.

Lula também afirmou que pretende se afastar da política durante alguns para depois ajudar a presidente Dilma ‘no que ela precisar’. Ele também evitou comentar pontos positivos e negativos de sua administração. “Você vai passar por um processo de decantação e você vai se dar conta de coisas importantes que você fez e de coisas importantes que você deixou de fazer. Então, eu acho que nós não conseguimos fazer tudo o que nós queríamos fazer, mas eu acho que nós fizemos mais do que em qualquer outro momento da história deste país. Acho que nós fizemos muito em todas as áreas, muito, muito, muito. Eu, se for comparar com outros governantes, não existe comparação, e eu quero que a Dilma, quando tomar posse, ela comece a comparar o governo dela com o meu e ela faça muito mais, porque aí nós vamos acreditar que é possível cada vez fazer mais e cada vez fazer melhor”, declarou.

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