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Perdas com Pasadena podem ser revistas, diz Graça Foster

Lilian Venturini

quarta-feira 30/04/14 09:32

O Estado de S. Paulo

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, participou nesta quarta-feira, 30, de audiência em comissão da Câmara para prestar esclarecimentos sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. A negociação, realizada em 2006, é investigada por órgãos de controlo em razão de suspeitas de irregularidades no negócio.  Aos deputados, Graça disse que as perdas com a compra da refinaria podem ser revistas “total” ou apenas “parcialmente”.

Há duas semanas, Graça deu explicações sobre o caso a senadores. Na ocasião, afirmou que a compra da refinaria não foi “bom negócio”. A unidade de Pasadena custou à estatal US$ 1,249 bilhão e teria custado à sócia belga US$ 42,5 milhões. A negociação foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobrás, à época presidido pela presidente Dilma Rousseff, então ministra do governo Lula.

O caso voltou à tona em março, quando o Estado revelou que Dilma deu aval à compra. A presidente, no entanto, afirmou que sua decisão foi tomada com base em um relatório “falho e incompleto”. A Petrobrás vem repetindo que o negócio era vantajoso na ocasião, mas tornou-se um “empreendimento de baixo retorno”. A estatal nega que a sócia Astra Oil tenha pago apenas US$ 42,5 milhões e sustenta que o valor foi de aproximadamente US$ 360 milhões, pago um ano antes.

Abaixo, os principais momentos sessão:

14h49 - É encerrada a audiência pública com a presidente da Petrobrás, Graça Foster.

14h47 - Graça Foster: “A Petrobrás não investe para ter resultado negativo”. “A ansiedade para fazermos Pasadena melhor existe”, complementou. Segundo Graça, a comissão interna da estatal está apurando a negociação para saber se houve falhas e eventuais prejuízos à Petrobrás. “É meu dever vir aqui explicar o dia a dia da companhia.”

14h38 - Acabaram as perguntas dos deputados. Graça terá cerca de 15 minutos para suas considerações finais, abordando as últimas questões feitas.

14h35 - Durante a audiência, Foster foi questionada sobre a compra da refinaria Okinawa, no Japão. “Okinawa é um hub diferente. O valor foi menor porque não dá para acompanhar comparar com Pasadena. Demos baixa contábil em Pasadena em 2008, não temos a baixa contábil em Okinawa, que está na nossa pauta de desinvestimento” afirmou. “Mas até o final do ano pretendemos manter essas refinarias”, acrescentou.

14h11 - Os deputados estão na última rodada de perguntas. A presidência da comissão informou que pretende concluir a sessão às 14h30. Parlamentares da base saem em defesa da estatal e afirmam que a oposição usa o caso com motivação eleitoral.

14h - Graça evita comentar CPI em audiência de ‘bate-bocas’. Leia a reportagem completa.

13h32 - Graça Foster: “Votei favoravelmente à compra dos 50% restantes de Pasadena porque era um fato consumado”.

13h23 - Parlamentares fazem novo bloco de perguntas. Insistem em saber por que Nestor Cerveró só foi demitido seis anos depois da formalização do negócio e perguntam sobre a Operação Lava Jato da Polícia Federal (que prendeu um ex-diretor da estatal). Graça começa a responder.

12h33 - Sobre a CPI da Petrobrás: “Não posso comentar [a instalação da comissão]. Como presidente da Petrobrás tenho dever de atendê-los.”

12h21 - Aos deputados, Graça afirmou que não esconde as quedas na produção registradas pela estatal. A presidente falou novamente sobre a ausência das cláusulas contratuais no resumo apresentado ao Conselho de Administração: “As cláusulas Put Option e Marlin são individualmente importantes”. “Causa um grande incômodo não saber que teríamos que comprar os outros 50% [da refinaria da sócia belga".

12h13 - Graça falou sobre sua relação com o ex-diretor Nestor Cerveró. Dilma atribuiu a ele a autoria do resumo técnico "falho". "Não posso responder por que Cerveró não foi demitido [à época].

12h07 – Graça Foster afirma que, olhando a negociação com as informações que se têm atualmente, não se pode afirmar que a compra de Pasadena foi um bom negócio. Enfatizou, no enanto, que na época (em 2005 e 2006) a refinaria se mostrava como um negócio “potencialmente bom”.

11h47 - Graça Foster: “No resumo não constavam as cláusulas de Put Option e Marlim. Put Option ainda é comum, é de absoluta relevância porque precifica saída do sócio. Não se falou que poderia ser feita a aquisição dos 50% restantes das ações”, afirmou aos deputados. Neste momento, os deputados apresentam suas perguntas. A presidente da estatal vai responder em blocos, ou seja, a cinco parlamentares fazem suas questões e Graça responde em sequência.

11h22 - Graça Foster encerra sua fala inicial. Ela praticamente abordou os mesmos tópicos já apresentados durante seu depoimento no Senado. Agora os deputados farão perguntas à presidente.

10h57 - A presidente da Petrobrás repetiu que o resumo técnico sobre a negociação da refinaria de Pasadena não apresentava duas cláusulas contratuais, a Put Option, que obrigava a empresa brasileira a comprar a parte da sócia belga Astra Oil em caso de desacordo em investimentos, e a Marlim, que garantia um repasse mínimo aos belgas mesmo que a refinaria não tivesse lucro.

10h35 - Graça Foster começa sua fala. A exemplo do que fez no Senado, há duas semanas, faz uma apresentação dos planos de negócio da Petrobrás nos anos anteriores à compra de Pasadena, em 2006. Havia uma orientação, de acordo com os estudos da estatal do fim dos anos 90, para fazer investimentos externos.

10h20 - Começa a sessão da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Graça Foster terá 40 minutos para fazer uma explicação inicial.