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Festa em agradecimento a Lula no Rio é marcada por tripla interpretação

Ricardo Chapola

20 Dezembro 2010 | 18h56

Luciana Nunes Leal

É curioso observar as diferenças na descrição da festa “Obrigado, presidente Lula – o povo do Rio de Janeiro agradece” feita pela Presidência da República, pelo governo do Estado e pelo PMDB-RJ. A festa aberta ao público acontece na noite de hoje no Sambódromo.

O site da Presidência informa que “o presidente Lula recebe homenagem do governo do Rio de Janeiro”. Já a agenda do governador Sérgio Cabral (PMDB) define como “homenagem do povo do Rio de Janeiro ao presidente Lula”. O PMDB fluminense, por sua vez, afirma em nota que “se sente feliz em poder oferecer uma grande festa para o presidente do Brasil que tanto fez pelo País e pelo nosso Estado”.

Existe uma explicação para essas nuances. Idealizador da homenagem, Cabral procurou evitar denúncias de uso da máquina e de recursos públicos na festa para o presidente. O PMDB fluminense assumiu, então, o patrocínio da festa. A direção do partido diz que foram gastos R$ 507 mil em aluguel do espaço, produção e transporte e que os sambistas Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, que vão se apresentar, abriram mão dos cachês. O PMDB-RJ garante que não usou recursos do fundo partidário e, portanto, “não haverá dinheiro público envolvido no evento”. Os R$ 507 mil são “recursos próprios”, informa a nota do partido.

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