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Emir Sader credita a ‘setores conservadores da mídia’ afastamento de cargo

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

02 Março 2011 | 15h58

Roldão Arruda

Em seu blog na internet, o sociólogo e cientista político Emir Sader, comentou de forma indireta a decisão da ministra Ana Hollanda de desistir de sua nomeação para o cargo de presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, vinculada ao Ministério da Cultura. Sem se referir ao brevíssimo comunicado divulgado nesta quarta-feira pela ministra, anunciando a desistência, ele anuncia que irá desenvolver “em outro espaço público” o projeto que havia elaborado para a fundação.

Na avaliação de Sader, o que atrapalhou suas relações com a ministra foram “setores que detiveram durante muito tempo o monopólio de formação da opinião pública” e “setores conservadores da mídia brasileira”. Ele afirma que a proposta de dar um novo rumo às atividades da Fundação Casa de Rui Barbosa, transformando-a num “espaço de reflexão”, enfrentou reações de setores da direita, que teriam reagido “com a brutalidade típica da direita brasileira”.

 O sociólogo admite ainda existência de dificuldades com a atual direção do ministério, que “tem assumido posições das quais discordo frontalmente, tornando impossível para mim trabalhar no Ministério, neste contexto”.

 No domingo, em entrevista publicada pela Folha de S. Paulo, o sociólogo comentou o estilo de atuação da ministra, observando que ela poderia ter um papel mais firme no debate sobre a situação orçamentária de sua pasta. Em determinado momento qualifica o estilo dela como “meio autista”.

 O trecho da entrevista que teria irritado a ministra é: “Tem o corte, o orçamento é menor, e tem dívidas. Desde março não se repassou nada aos Pontos de Cultura. Teve uma manifestação em Brasília. Está estourando na mão da Ana porque ela fica quieta, é meio autista.

Leia a íntegra da nota de Sader.