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‘Dilma será minha candidata em 2014’, afirma Lula

Camila Tuchlinski

27 Dezembro 2010 | 11h06

Leonencio Nossa, da Sucursal de Brasília

Atualizado às 11h55

Apesar de afirmar que ainda é cedo para discutir sobre 2014, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse há pouco que trabalha “com a ideia fixa de que a companheira Dilma (Rousseff) será outra vez candidata à Presidência da República”, em 2014. “É justo, legítimo que o governante possa disputar um segundo mandato. A Dilma será minha candidata em 2014”, disse Lula, ao ser questionado por jornalistas sobre se seria candidato nas próximas eleições presidenciais, durante café da manhã com os setoristas do Palácio do Planalto.

Segundo Lula, só existe uma hipótese na qual Dilma não seria candidata à reeleição: “Ela não querer ser”. “Para mim, é líquido e certo que ela vai querer ser candidata”, completou.

Descanso

O presidente ainda disse que, agora, ele pretende descansar. “Estou querendo menos trabalho e mais descanso”. O encontro com os jornalistas começou às 9h30. Lula afirmou que não sentirá falta da piscina do Palácio da Alvorada e dos helicópteros da Presidência da República. Um repórter lembrou um comentário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que no final de 2002 afirmou que ia sentir saudades da piscina do palácio. “Usei pouco a piscina e tenho medo de helicóptero. Não vou sentir falta”, disse Lula.

Na conversa com os jornalistas, Lula disse que o “seu apartamentosinho” de São Bernardo do Campo é mais aconchegante que os palácios de Brasília. Depois, o presidente disse que iria sentir falta das relações de amizade que fez no governo e, especialmente, durante as viagens e ainda afagou os jornalistas: “Por incrível que pareça, vou sentir falta de vocês. É saudade”.

Liberdade de imprensa

A gentileza de Lula durou pouco. Logo em seguida, ele reclamou da cobertura da imprensa. “Esses dias li uma matéria em que a grande derrotada nas eleições foi a Dilma (Rousseff, presidente eleita) e os vitoriosos foram o (José) Serra e a Marina (Silva)”, se queixou.

O presidente defendeu uma regulação dos veículos de comunicação. Ele disse que a sua proposta não é uma forma de controle. “Acho que é necessária (a regulação). Espero que seja feito um debate. Quando você promete um debate, não está apoiando o que diz a extrema direita nem o que diz a extrema esquerda, mas um consenso”, disse. “Eu não defendo o controle da mídia, mas a responsabilidade. A mídia tem de parar de achar que não pode ser criticada”, disse.

Lula disse que o Brasil é o país de maior liberdade de imprensa. “No Brasil, exercemos a liberdade de imprensa mais que em qualquer país”, completou.

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