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Copa 2014: Consórcio responsável por estádio de Brasília vai à Justiça contra greve de operários

Bruno Siffredi

28 outubro 2011 | 18:40

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Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

O consórcio responsável pela obra do Estádio Nacional de Brasília, formado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Via Engenharia, entrou nesta sexta-feira, 28, com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª região para tentar acabar com a greve de trabalhadores, que teve início na quarta-feira, 26. O empreendimento é apontado como um dos de estado mais avançado na preparação para a Copa do Mundo de 2014 e o estádio foi escolhido para receber a abertura da Copa das Confederações de 2013. A previsão de entrega da obra é dezembro de 2012.

Os operários querem receber um abono por produtividade, reajuste no valor pago por horas extras, plano de saúde e um vale refeição, além da alimentação já oferecida no local da obra. O consórcio afirma não ter recusado nenhuma das reivindicações, tendo apenas pedido prazo para negociar. Diante da manutenção da greve, porém, optou por acionar a justiça com uma ação de dissídio coletivo. A primeira tentativa de conciliação pelo TRT será feita na segunda-feira, dia 31.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília, Raimundo Salvador, disse que os operários foram surpreendidos com a posição da empresa. Ele afirma que a insatisfação na obra vem crescendo nos últimos meses. Na visão de Salvador, a decisão do consórcio de buscar a justiça poderá comprometer o ritmo da obra. “Se não for feito um acordo e o TRT apenas acabar com a greve, os operários não vão mais vestir a camisa”, argumenta.

O consórcio justifica a ação judicial devido ao impasse na negociação. Na quarta-feira, os dois lados fizeram um acordo prévio onde algumas reivindicações menores seriam atendidas e as outras receberiam uma resposta em até dez dias. Na quinta-feira, 27, porém, os trabalhadores recusaram esta proposta em assembleia e decidiram manter a paralisação. Por enxergar uma insegurança nas negociações é que a empresa recorreu à justiça. Em nota, o consórcio destaca que o objetivo é contar com a “intermediação” e ressalta que antes de qualquer decisão judicial haverá tentativas de conciliação.