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As posses dos governadores pelos Estados

Camila Tuchlinski

31 Dezembro 2010 | 23h59

RIO GRANDE DO NORTE

Governadora do RN critica antecessor e prega moralidade

Anna Ruth Dantas, especial para o Estado

A nova governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), assumiu o cargo no início da noite de hoje criticando a administração do antecessor, Iberê Ferreira (PSB), e pregando moralidade e transparência no Governo.

No discurso de posse, Rosalba Ciarlini afirmou que o governo vive um momento de desequilíbrio financeiro e descontrole orçamentário. “Aqui e agora, porém, não posso deixar de registrar e compartilhar com a sociedade minha mais profunda e justificada preocupação sobre a desordem orçamentária e descontrole financeiro que se está abatendo sobre o Estado, neste final de exercício e de mandato governamental”, destacou.

Rosalba Ciarlini afirmou que é ilegal o decreto assinado na última semana de gestão de Iberê Ferreira, que antecipou de janeiro de 2011 para dezembro de 2010 o pagamento do ICMS da Petrobras, o que reduz a receita do primeiro mês de gestão dela em R$ 20 milhões.

“Nos últimos dias se acrescentaram fatos comprovados e indícios extremamente graves acerca da manipulação indevida e ilegal de recursos com destinação específica para fins diversos, ao completo arrepio das regras de execução orçamentária, da fiscalização financeira das contas públicas, e dos deveres impostos pelas leis federais de responsabilidade fiscal”, ressaltou.

A governadora prometeu transparência na administração e disse que as receitas e os gastos serão disponibilizados integralmente em um portal da Internet. “E um compromisso público: a transparência dos gastos do Governo será rotina, e mais que rotina ela será total, plena, sem ardil nem artifício, e as contas públicas todas, todos os pagamentos com recursos do Estado muito em breve, logo que tecnicamente possível, pois a decisão política está tomada agora, estarão disponíveis na moderna ferramenta de controle social, a Internet”, completou.

SANTA CATARINA

Raimundo Colombo toma posse em Santa Catarina

Júlio Castro, especial para o Estado

Em seu discurso de posse, ocorrido na noite deste domingo, no plenário da Assembleia Legislativa (ALESC), o governador eleito de Santa Catarina Raimundo Colombo (DEM) garantiu que não abrirá mão de fazer uma gestão voltada para o povo catarinense. “Governo e povo se confundem. Quero o povo do meu lado para me ajudar naquilo que for preciso. Ele na será negligenciado naquilo que precisar dentro do serviço público. Este é o perfil e o caráter do governo que se instala”, afirmou Colombo.

Na tribuna na ALESC, Colombo se emocionou ao reverenciar as pessoais mais humildes que o ajudaram a vencer a eleição em primeiro turno com mais de 1,8 milhão de votos. O governador catarinense assegurou que seu vai cumprir à risca tudo o que prometera durante o período de campanha. “Porque o meu programa de governo não será visto como mais um catálogo de promessas. Vamos atingir as metas nas quais nos comprometemos”, afirmou.

Reforçou a necessidade dos investimentos em segurança pública como meta de qualidade de vida da população catarinense, assim como também apelou à realização de um esforço extra logo no começo de seu governo para equilibrar as finanças. Colombo pediu respeito no trato do dinheiro público.

Tão logo completou seu discurso, Colombo foi aplaudido de pé, recebeu cumprimentos e seguiu para o Centro Administrativo do Estado, onde foi recebido pelo governador Leonel Pavan (PSDB) na cerimônia de transmissão de cargo. Seu vice, Eduardo Pinho Moreira (PMDB), o acompanhou em todos os momentos da agenda do sábado, inclusive participando de um culto ecumênico na Catedral Metropolitana de Florianópolis antes da cerimônia de posse na Assembleia Legislativa de Santa Catarina

AMAZONAS

Aziz toma posse no AM e promete foco em segurança

Liége AlbuquerqueOmar Aziz (PMN) tomou posse no governo do Amazonas na noite de hoje em Manaus. Aziz, que havia assumido o governo em março do ano passado, foi vice-governador por quase oito anos do atual senador Eduardo Braga (PMDB). O governador afirmou que a segurança deverá ser sua maior prioridade, especialmente na capital. “Manaus será um das cidades sede na Copa em 2014 e ainda há muito a fazer para que a cidade esteja preparada”, disse.

Para aumentar a segurança na cidade, Aziz anunciou que nos próximos dias devem assumir cerca de 2 mil novos policiais civis que passaram no concurso no ano passado. No início do seu discurso de posse, no Teatro Amazonas, Aziz afirmou que vai fazer um governo “ao lado do povo”, indo às ruas para sentir quais as necessidades da população.

De acordo com ele, não deve haver mudanças nos secretariados nesses primeiros dias de sua gestão, mas informou que a equipe de transição lhe deu um estudo sugerindo o corte de 20% nas despesas das pastas. Hoje o governo conta com 19 secretarias de Estado e mais uma deve ser criada, a de Defesa dos Direitos das Pessoas Deficientes.

BELO HORIZONTE

Geração de emprego é prioridade em MG, diz Anastasia

Eduardo Kattah

O governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), tomou posse na tarde deste sábado, 1º, na Assembleia Legislativa cobrando a necessidade de austeridade nos gastos públicos do governo federal. Ele defendeu uma reforma da gestão pública do Estado brasileiro. “Nós não seremos capazes de fazer a travessia para o desenvolvimento, sem ajustar com coragem os gastos com a máquina pública”, disse o governador em seu discurso de posse.

Porém, ao chegar para a solenidade no Parlamento, acompanhado do vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), Anastasia disse que espera ter a melhor relação possível com a presidente Dilma Rousseff (PT). “A presidente Dilma é mineira, certamente fará um bom governo, terá muito respeito, tenho certeza, pela federação brasileira. O fato de sermos governadores da oposição – e somos muitos -, isso não significará, naturalmente, qualquer tipo de modificação da relação administrativa entre o governo federal e os governos estaduais, aliás como aconteceu com o presidente Lula e o governador Aécio”.

O governador tucano elegeu a geração de empregos como prioridade e disse que sua gestão será voltada para a cidadania. “Isso significa uma preocupação cada vez maior com o mineiro, com o cidadão, para que as políticas públicas possam chegar em todas regiões mineiras e nós possamos caminhar para diminuirmos as desigualdades que temos ainda em Minas Gerais”.

O tucano reiterou a defesa de uma ampla reforma tributária que leve à revisão da Lei Kandir e dos royalties pagos pela exploração mineral. Ele disse que lutará pela melhoria da arrecadação estadual e defendeu uma melhor “retribuição” das empresas mineradoras, à semelhança dos royalties pagos pela exploração do petróleo. “Precisamos modificar a política tributária dos minérios em Minas Gerais, mas isso depende fundamentalmente de uma ampla reforma tributária nacional”.

Anastasia negou que tenha sido proposital o horário marcado para a posse, simultânea com a festividade em Brasília. “A nossa posse foi marcada muito antes para permitir em especial a participação dos prefeitos das cidades mineiras. O Estado é muito grande”, disse. “Foi marcada essa data antes mesmo da eleição da presidente, que foi em segundo turno, enquanto a minha foi em primeiro turno”.

No discurso, Anastasia agradeceu ao senador eleito e ex-governador Aécio Neves (PSDB) e fez citações elogiosas a Itamar Franco (PPS). Ele prometeu cuidado com os recursos públicos e nenhum espaço para desvios durante seu governo.

BRASÍLIA

Agnelo Queiroz toma posse e assume compromisso contra a corrupção no DF

Agnelo Queiroz e Tadeu Filippelli, governador e vice do Distrito Federal, tomaram posse neste sábado, 1, pela manhã na Câmara Legislativa do Distrito Federal com a promessa de uma gestão livre da corrupção. A cerimônia ocorreu após a posse dos 24 deputados distritais e lotou o auditório do prédio.

A cerimônia de posse começou, com atraso de uma hora, por volta das 11h. Após a execução do Hino Nacional, Agnelo e Filippelli fizeram o juramento de compromisso e assinaram do termo de posse. Depois, o governador fez, emocionado, um discurso de cerca de meia hora, em que agradeceu a confiança das pessoas que votaram nele. Agnelo disse que exigirá lealdade e transparência de atos do governo, sobretudo dos amigos.

“Quero ver em cada um dos companheiros de jornada o compromisso público que tem de ser a raiz de todos os governos”, disse. O governador ainda afirmou que “as nuvens tempestuosas de uma das piores crises do DF ainda não se dissiparam”, referindo-se à crise no ano passado que resultou na saída de José Roberto Arruda do governo. Entretanto, se comprometeu a resgatar o orgulho do povo do Distrito Federal .

“A situação que nos encontramos, com o serviço público no caos, dívidas, obras paralisadas, são frutos de um jeito de governar que usa o dinheiro público para benefício pessoal. Não é aceitável que a capital federal seja percebida como sinônimo de corrupção, negociatas e práticas incompatíveis com o serviço público. Não é possível que seja motivo de achincalhe e piada nacional”, destacou Agnelo.

Ele também assumiu o compromisso de estabelecer a ordem no serviço médico do DF nos primeiros 100 dias de seu governo, o fim do analfabetismo em dois anos, preparar jovens para o mercado de trabalho e estimular o investimento em empreendimentos no DF. “Apoiaremos pequeno empreendedor da nossa terra para se desenvolver aqui. Brasília é a unidade da federação mais rica do país, precisa transformar isso em beneficio direto para o cidadão.”

Agnelo também falou que combaterá o crescimento desordenado que levou o Distrito Federal a ser a unidade da federação mais desigual do Brasil. “A capital do Brasil perdeu a chance de pegar carona nas mudanças do governo Lula. O fosso social ficou ainda maior e mais profundo. Hoje tem duas ‘Brasílias’, uma planejada e rica e outra maltratada. Queremos levar mais governo para quem precisa de governo. Estou certo que terei apoio irrestrito de Dilma Rousseff para isso.”

Agora Agnelo segue para o Palácio do Buriti, onde receberá a faixa do atual governador, Rogério Rosso e ambos discursarão. O novo governador assinará o termo de posse dos secretários e administradores regionais da capital e depois vai para a Praça do Buriti cumprimentar correligionários que acompanharão a cerimônia do Executivo em telões instalados embaixo de tendas. Por fim, segue para o plenário da Câmara Federal para a posse da presidenta eleita, Dilma Rousseff.

PARAÍBA

Ricardo Coutinho toma posse na Paraíba

Adriana Rodrigues

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), tomou posse no final da tarde deste sábado, em uma sessão solene da Assembleia Legislativa, realizada na Praça do Povo, do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa, anunciado que o “povo tinha chegado ao poder”.

No seu discurso de posse, Ricardo Coutinho assumiu a responsabilidade de governar o Estado com humildade e muito trabalho. Lembrou da necessidade do governante saber ouvir da população sobre suas reais necessidades, para desempenhar um trabalho em prol da melhoria de vida do povo paraibano.

Coutinho anunciou como primeiro passo a conquista do equilíbrio financeiro e fiscal do Estado. Segundo ele, nenhum ente da federação pode conviver com uma folha de pessoal que ultrapassa os 55% do total da receita arrecada no Estado. “Além de ilegal, passível de crime de responsabilidade, tal postura também é profundamente injusta em um Estado com tantas demandas sociais acumuladas e carente de políticas públicas. Não fui eleito para governar uma folha de pessoal”, desabafou.

O novo governador da Ricardo assumiu o compromisso de revitalizar a condução do Governo do Estado e prosseguir trabalhando da mesma forma que fez durante sua vida política, seja como vereador de João Pessoa, deputado estadual e prefeito da Capital, com ênfase na defesa dos interesses do povo paraibano.

O socialista fez questão de finalizar o seu discurso selando os compromissos apresentados, citando a presidente Dilma Rousseff como referência, por ser um momento em que o Brasil ganha sua primeira presidente mulher, fazendo um trabalho, de criatividade e sintonia com a população e o combustível para movimentar a máquina.

ACRE

Tião Vianna toma posse no Acre

Nayanne Santana, especial para o Estado

A cerimônia de posse do governador do Acre, Tião Viana (PT-AC), teve início às 00h40min (hora local). O evento aconteceu na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e contou com a presença do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Pedro Ranzi; do Prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim; do vice-governador, César Messias e do presidente da Aleac, Edvaldo Magalhães. Os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Aníbal Diniz (PT-AC) também estavam presentes.

A posse começou com a execução do Hino Nacional, em seguida o governador e o vice-governador eleito prestaram seus compromissos constitucionais. O presidente da Aleac, Edvaldo Magalhães declarou Tião Viana empossado governador do Acre à 1 hora da manhã deste sábado, 1º de janeiro.

Durante seu primeiro discurso, Tião Viana lembrou seu trabalho no Senado e disse que sempre teve respeito pelo Legislativo brasileiro. Afirmou que as leis devem existir para assegurar um horizonte promissor para a vida das pessoas. O governador lembrou a trajetória da Frente Popular do Acre, coligação que o PT encabeça e que completa 16 anos. Tião Viana também relembrou os avanços conquistados nos governos de Jorge Viana e Binho Marques. Tião garantiu aos cidadãos que está pronto para enfrentar os desafios atuais e os desafios que estão por vir. “Para isso, é preciso olhar com responsabilidade e aprender o valor verdadeiro que tem a política. A política para mim não é inspiração, é conseqüência”,

Logo após receber a faixa de governador das mãos de Binho Marques, o novo governador cumpriu sua primeira agenda como chefe do Estado do Acre. Ele visitou as obras do Pronto Socorro de Rio Branco, dando sinais de que a saúde deverá ser uma de suas prioridades.

Por ter uma excelente relação com a presidente Dilma Rousseff e ser amigo de Luís Inácio Lula da Silva, Tião Viana faz questão de participar da cerimônia de posse da futura presidenta do Brasil, que acontece na noite deste sábado, em Brasília. O governador do Acre e outras lideranças políticas seguem nesta madrugada para a capital federal.

MARANHÃO

Sem citar Dilma, Roseana promete realizar “melhor governo da vida”
Wilson Lima, Especial para O Estado

A governadora reeleita do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), prometeu durante a solenidade de posse realizar o “melhor governo da história” do Estado. Essa é a quarta-vez que Roseana assume o poder executivo municipal maranhense. As outras vezes foram em 1995, em 1999 e em 2009, após a cassação do ex-governador Jackson Lago (PDT). Em 2010, Roseana venceu as eleições em primeiro turno com 50,08% dos votos válidos.
Em um discurso rápido, com aproximadamente três minutos, Roseana não fez citações ao governo federal ou à presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Do outro lado, ela agradeceu aos maranhenses pela quarta oportunidade de comandar o Estado e também a familiares, correligionários políticos e colaboradores de campanha. “Ele (o 4º mandato) tem uma simbologia especial para mim. É a quarta vez que o povo me concede essa honraria pelo voto direto. Confiança no futuro, credibilidade, honestidade e muito trabalho, são as marcas das minhas administrações”, disse Roseana.

Roseana Sarney afirmou que pretende, nesse que deve ser seu último mandato de governadora do Maranhão, consolidar projetos já implantado se ampliar os programas sociais do governo maranhense a “todos que ainda precisam de ajuda”. Ela também citou como meta investir na educação para preparar jovens para “as grandes oportunidades que estão surgindo”, em referência à construção da Refinaria Premium em Bacabeira e a possibilidade de exploração de gás, pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista. “Hoje, começou outra jornada. O povo maranhense decidiu, ainda no primeiro turno da última eleição, dar um outro mandato a sua governadora. Reafirmo o meu compromisso de campanha. Farei o melhor governo da minha vida. Sei que é isso que os maranhenses esperam”, sintetizou Roseana.

A solenidade de posse de Roseana ocorreu durante a madrugada deste sábado, dia 1º, na Assembléia Legislativa do Maranhão. A posse de Roseana foi marcada para às 1h30 (horário de Brasília), mas foi iniciada com aproximadamente 30 minutos de atraso. Roseana Sarney escolheu a madrugada como horário da solenidade para poder acompanhar a posse de Dilma Rousseff (PT) na tarde deste sábado.Essa foi a segunda vez que Roseana assumiu o governo pela madrugada. Em 1999, Roseana Sarney também tomou posse de madrugada. Roseana também deu posse aos novos secretários de Estado. Durante a cerimônia, o presidente do senado, José Sarney (PMDB), esteve ao lado da governadora reeleita do Maranhão.

RIO GRANDE DO SUL

Tarso promete diálogo com oposição e transparência, com participação popular

Elder Ogliari

O novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, prometeu diálogo com a oposição, transparência, crescimento econômico e combate à corrupção, com participação popular, nos primeiros pronunciamentos que fez depois de tomar posse, neste sábado, em Porto Alegre.

As cerimônias foram programadas para o período das 8h30min às 10h30min para que Tarso tivesse tempo de viajar a Brasília para acompanhar a posse da presidente Dilma Rousseff. O governador foi empossado na Assembleia Legislativa e depois atravessou a Rua Duque de Caxias para receber o cargo de sua antecessora, Yeda Crusius (PSDB), no Palácio Piratini. Ao final, de uma sacada do edifício, saudou os cerca de 150 militantes que festejavam a volta do PT ao governo do Rio Grande do Sul, depois de oito anos. Embora os salões do Parlamento e do Executivo estivessem lotados de convidados, a presença de simpatizantes nas ruas foi pequena, possivelmente pelo horário, coincidente com o período de descanso posterior à festa do Ano Novo.

Em seus três discursos, Tarso insistiu na tese de que, ao contrário de seu passado recente, o Rio Grande do Sul está apto a resolver seus problemas com diálogo. Na Assembleia, anunciou que vai propor um pacto entre os poderes para construir os consensos necessários à boa prestação dos serviços públicos. “Tenho convicção de que o Rio Grande do Sul está maduro para dar um salto afirmativo em sua cultura política”, afirmou. Para conclamar todos à cooperação, o governador chegou a lembrar de uma ameaça que julga existir no País. “Sabemos que hoje existe um processo subliminar de desmoralização dos partidos e de desconstituição da esfera política como status fundamental de construção da democracia e da República”, advertiu.
No Palácio, Tarso citou o escritor Érico Verissimo, “por ter aberto os olhos dos gaúchos para o significado do Rio Grande”, o jurista Raimundo Faoro, pela “crítica ao patrimonialismo que perseguia o Estado brasileiro”, e o líder sul-africano Nelson Mandela, “representação espiritural, moral e política de um novo projeto democrático da esquerda mundial e brasileira” e disse, na sequência, que espera que sua jornada seja inspirada pelos três, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. Tarso repete desde a campanha que, a exemplo de Lula e Dilma, vai buscar consensos políticos e desenvolvimento econômico com inclusão social.

“Agora não sou mais representante de uma facção política, mas governador comprometido com o programa escolhido por todos os gaúchos”, destacou o governador, para garantir que, na nova condição, levará em consideração as razões da oposição como “dignas de serem ouvidas, processadas e incorporadas”.
Tarso também reservou um pequeno tempo de seu discurso para sugerir que os jornalistas fiscalizem sua gestão, dando a entender que isso vai aumentar a transparência do governo. “Queremos que a imprensa gaúcha acompanhe detalhadamente o nosso governo e que promova, sempre que tiver informações, as denúncias mais duras a respeito do seu governador, do seu vice-governador e dos seus secretários; é dessas informações colocadas na esfera pública que surge a transparência, que surge a possibilidade da informação como resposta, que surge a democracia regulada pelo sentimento cívico da transparência e da verdade”, afirmou.

Dos três discursos de Tarso, o mais rápido e mais contundente foi dirigido à militância, ao final das cerimônias. O novo governador prometeu fazer do Estado “um exemplo de ética pública, de responsabilidade pública, de transparência e combate aos desvios de comportamento de agentes públicos”. Também convocou a população “ao trabalho cívico e político de transformar o Rio Grande do Sul num exemplo para o mundo em termos de participação cidadã”. Para isso, destacou que seu governo desenvolverá um sistema de participação que inclui instrumentos como o orçamento participativo, a consulta popular, os conselhos regionais de desenvolvimento e novas formas, aproveitando as facilidades oferecidas pela internet. O objetivo, segundo o governador, é fazer com que a população possa “controlar o Estado, informar-se e também opinar”.

A ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) deixou o cargo destacando projetos como os de combate à violência e reforma do Palácio Piratini e, sobretudo, o ajuste fiscal que permitiu que o Estado passasse a pagar suas contas em dia. “Hoje há condições realistas de tomar empréstimos como nós não podíamos tomar desde a renegociação da dívida (com a União) em 1998”, ressaltou, referindo-se ao enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal. Graças a isso, Tarso já anunciou que enviará carta-consulta ao Banco Mundial em busca de empréstimos para obras de infra-estrutura.
Tarso Genro nasceu em São Borja, há 63 anos, é advogado e iniciou sua vida política como vereador de Santa Maria, em 1968. Foi deputado federal por poucos meses em 1990, prefeito de Porto Alegre de 1993 a 1996 e de 2001 a 2002, coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e ministro da Educação, das Relações Institucionais e da Justiça do governo Lula.

CEARÁ

Ciro Gomes acompanha a posse do irmão em Fortaleza

Carmen Pompeu, especial para o Estado

Em um discurso com 60 páginas, o governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), citou, no final, a presidente eleita Dilma Rousseff como “uma extraordinária mulher que tem como grande responsabilidade suceder o grande presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva”. Aos jornalistas, disse que espera de Dilma mais investimentos no Nordeste do que os feitos nos primeiros quatro anos do presidente Lula.

Cid também citou o irmão, o deputado federal Ciro Gomes, chamando-o de “meu exemplo como líder político e grande homem público”. E agradeceu o presidente Lula por ter começado obras importantes para o Ceará, como a Transposição do Rio São Francisco, a Ferrovia Transnordestina e a Refinaria Premium 2, cuja pedra fundamental foi lançada semana passada.

Cid tomou posse pela manhã na Assembleia Legislativa do Ceará. No plenário, 400 convidados. Foi uma cerimônia rápida porque Cid viaja para Brasília, onde acompanhará a solenidade de posse da presidente Dilma.

Entre os presentes estava Ciro Gomes. O governador reeleito do Ceará mencionou as obras que estão sendo feitas e que deverão ficar prontas nos próximos quatro anos: o Centro de Eventos e o Aquário. Mencionou como pontos negativos de sua primeira gestão os altos índices de homicídios dolosos no Estado. E que vai trabalhar para reverter essa situação.

Durante entrevista coletiva após a posse, Cid disse que pretende conversar com outros governadores do Nordeste com o objetivo de traçar um plano estruturante para a região. “Tenho a esperança de que os primeiros quatro anos da Dilma sejam de muito mais investimentos no Nordeste do que os primeiros quatro anos do Lula”, disse o governador do Ceará. “A presidente Dilma tem demonstrado muita gratidão com o Nordeste. Um olhar muito especial. Estou entusiasmado com isso!”, comentou. Segundo ele, é possível integrando instituições de fomento como BNB, BNDES e Banco Mundial um Programa Estruturante para o Nordeste de R$ 20 bilhões com obras de interesse comum entre os estados da região.

Sem mandato ou cargo político na próxima legislatura, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) disse que vai passar uma temporada em Londres. Afirmou que vai estudar, mas não quis adiantar o que. “Estou com vontade de me aquietar”, limitou-se a responder sobre seus planos De barba crescida, Ciro prestigiou, hoje (01) de manhã, em Fortaleza, a cerimônia de posse do irmão dele, Cid Gomes (PSB), reeleito governador do Ceará.

Embora afirmasse que está “muito esperançoso” com a administração da presidente Dilma Rousseff, apontou que a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem problemas graves e emergenciais a serem enfrentados. Citou como principal deles o desequilíbrio nas contas externas, que, segundo ele, é o pior desde que se mede em 1947.

“No momento em que o câmbio está sobre valorizado, deteriorou-se as contas comerciais do país, mesmo com a inflação dentro da margem”, comentou Ciro. “Naturalmente, nada como era no passado, mas o aluguel ser registrado em 10% é uma coisa que há muitos anos não se ouvia falar no Brasil”, criticou.

Outro desafio apontado por Ciro é a heterogeneidade política na base de sustentação de Dilma. “Mas ela tem experiência pública, decência, amor ao Brasil e muita competência. E acredito que vá fazer um bom governo”, afirmou Ciro.

Deputado federal até o dia primeiro de fevereiro, Ciro disse que não aceitou o convite para ser ministro de Dilma Rousseff porque já havia traçado planos para estudar no exterior Ele avisou que também não pretende acompanhar, logo mais, em Brasília, a posse da nova presidente do Brasil.

PARANÁ

Faixa lança Richa presidente

Evandro Fadel

O governador eleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), em sua chegada à Assembleia Legislativa, por volta das 10 horas da manhã de hoje (01), para posse no cargo, encontrou uma faixa fixada nas grades da Casa: ‘Beto Richa Presidente do Brasil’. Poucas pessoas estavam do lado de fora do prédio para recepcioná-lo. Dentro, a mãe do futuro governador, Arlete Richa, era uma das mais emocionadas. ‘Como esposa de ex-governador (José Richa, falecido em 2003, governou o Estado de 1983 a 1986), me sinto honrada, e como mãe do futuro governador, me sinto orgulhosa’, disse. ‘Ele (Beto) vai continuar o trabalho do pai ‘.

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), cobrou, em discurso de posse na Assembleia Legislativa, um bom tratamento por parte do governo federal. “Vejo um Paraná que quer ser bem tratado pelo governo federal porque nunca faltou quando foi solicitado e não faltará também no futuro”, afirmou. Richa é dos governadores eleitos por partidos de oposição ao governo federal. Ele assinou o termo de posse exatamente às 10h50 de hoje.

Em discurso contundente, Richa acentuou que não vai se distanciar dos compromissos assumidos na campanha. Mas destacou que encontrará a administração pública estadual em “condições preocupantes”. “O espírito republicano que recomenda civilidade nas relações republicanas interpartidárias impõe responsabilidade no trato da coisa pública”, disse. “Esse espírito tem sido um vago espectro para alguns dirigentes.” Segundo o governador, isso exigirá sacrifícios ainda não dimensionados por sua equipe de transição.

O governador apontou a educação como prioridade. “Só a educação liberta as pessoas e faz com que elas possam romper com a pobreza e a falta de oportunidades”, afirmou. Richa disse que não hesitará quando se tratar de punir desvios de conduta e acentuou a necessidade de fiscalização. “Quero contar com a vigilância da imprensa livre para que possamos errar o menos possível”, pediu. Após a posse, Richa receberá o cargo do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) em frente ao Palácio Iguaçu.

TOCANTINS

Ex-governador do TO irrita-se e não passa a faixa ao sucessor

Célia Bretas Tahan, especial para o Estado

O atraso de uma hora na solenidade de transmissão irritou o ex-governador Carlos Henrique Gaguim, que deu a faixa a um cinegrafista. Um integrante dos pioneiros mirins acabou fazendo a entrega simbólica ao novo governador,  José Wilson Siqueira Campos (PSDB) . Na visão do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), foi Siqueira quem não quis receber a faixa das mãos do ex-governador.

Conhecido como implacável com os inimigos, o novo governador assume o mandato pela quarta vez, desde a criação do Tocantins, há 22 anos. Desta vez, se comprometeu a não perseguir os adversários.”Não tenho por que me vingar, não tenho sentimento nem tempo para perseguir ninguém”,afirmou.

Siqueira deixou a Assembleia por volta das 12 horas (horário de Brasília, para receber a faixa, no Palácio Araguaia.

Na Assembleia, o novo governador do Tocantins disse não ter nenhuma restrição a uma mulher na Presidência da República. “Não se pode tirar da mulher o direito de acesso às diversas oportunidades, aos diversos cargos”, falou Siqueira. No Palácio, afirmou que vai torcer pelo governo de Dilma Rousseff (PT), que vai conviver com a presidente, mas não aderir a ela.

Como primeiro ato, assinou medida provisória que reestrutura a administração do estado. Siqueira, entre outras mudanças, acabou com a Secretaria de Governo, uniu as pastas de Segurança Pública e de Cidadania e Justiça, criou as secretarias das Oportunidades e a Extraordinária de Articulações Institucionais e a Agência de Comunicação do Tocantins (Agecom). Um dos secretários será o seu filho e ex-senador Eduardo Siqueira Campos, que assumirá a pasta de Planejamento e Modernização de Gestão.

A saúde, uma das áreas críticas, será gerida, a princípio, por uma força-tarefa, encarregada de fazer auditoria sobre a situação do setor. A posse do secretariado está marcada para amanhã (02), às 15 horas, no Palácio Araguaia.

Depois das solenidades, Siqueira Campos seguiu para Brasília, onde participa da posse da presidente Dilma Rousseff (PT).

RIO DE JANEIRO

Em discurso de posse, Cabral diz que Lula foi o “maior presidente” do país

Wilson Tosta

Em discurso marcado por elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador reempossado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para quem Lula foi “o maior presidente da história do Brasil”, reafirmou sua disposição de lutar contra perdas que seriam impostas ao Estado com a nova divisão dos royalties pela produção de petróleo.
Num pronunciamento de pouco mais de 30 minutos, na Assembleia Legislativa, Cabral agradeceu a Lula por ele ter vetado o que chamou de “descalabro, não com o Rio de Janeiro, mas com a nação”. O presidente impôs veto ao dispositivo legal criado pelos parlamentares que redistribuía por todos os estados e municípios recursos originalmente do Rio de Janeiro. O governador reafirmou sua confiança de que a nova presidente, Dilma Rousseff, manterá a mesma postura que o antecessor em relação à questão.

“Não vamos, em hipótese alguma, respeitando os nossos deveres, abrir mão de nossos direitos”, disse Cabral, que também elogiou o apoio do povo do Rio, que segundo ele, “disse não à covardia dos royalties do pré-sal”. Em um plenário lotado, o governador recordou que ao tomar posse no primeiro mandato, em 1/1/2007, o Rio sofria uma série de atentados cometidos pelo crime organizado, e se mostrou satisfeito por ter “podido virar a página de um Estado” que há quatro anos “estava em pânico.”

“Assumi com o Rio assustado, com mais de 50 vítimas do terror”, afirmou. Ele elogiou o apoio dado pelas Forças Armadas à ação policial que retomou o controle de áreas antes dominadas por criminosos, como a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, no fim de novembro. O governador encerrou seu discurso com um compromisso: “Em 2014, não haverá uma comunidade ou um bairro de nosso estado dominado pelo poder paralelo”.

Ele aproveitou para, mais uma vez, elogiar o presidente Lula, que a poucos dias do fim de seu mandato o apoiou. “Foi este mesmo presidente da República que durante uma campanha que parecia impossível, que parecia mais uma vez fadada ao fracasso como em outras duas vezes, abraçou um ideal, o sonho olímpico”, disse Cabral, recordando o apoio de Lula à candidatura vitoriosa do Rio a sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

O governador reconheceu que o Rio tem problemas na área da educação – na qual, segundo ele, o Estado avançou, mas não o suficiente. Ele prometeu que em 2014 o Estado estará entre os cinco primeiros no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador do Ministério da Educação que mede a qualidade do ensino.

Cabral atrasou-se vinte minutos em sua chegada ao Palácio Tiradentes. Neste momento, o governador se reuniu com integrantes do Comitê Olímpico Internacional em visita à capital fluminense para vistoriar as obras que estão sendo feitas visando aos Jogos Olímpicos de 2016. O governador vai para Brasília acompanhar a posse da presidente Dilma Rousseff.

PERNAMBUCO

“Pernambuco fez o dever de casa”, disse Eduardo Campos sobre investimentos no Estado

Angela Lacerda

Em rápida entrevista concedida à imprensa, depois da sua posse, nesta manhã (1), o governador reeleito de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) afirmou que os cortes no orçamento previsto pela presidente eleita Dilma Rousseff não irão afetar os projetos já pactuados no Estado. Segundo ele, Pernambuco conseguiu multiplicar por quatro a sua capacidade de investimento. “Pernambuco fez o dever de casa”, afirmou, antes de embarcar para Brasília, com a família, para assistir à posse da nova presidente. “Há grande capacidade para ampliar parcerias com o Banco Mundial e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”.

Severino Cavalcanti (PP), que renunciou, em 2005, ao mandato de deputado federal para evitar cassação pela acusação de envolvimento no chamado escândalo do mensalinho, na Câmara Federal, prestigiou a posse do governador reeleito Eduardo Campos (PSB), na Assembleia Legislativa do Recife. Sua filha, Ana Cavalcanti será secretária de Transportes do Estado no segundo mandato do governador. Severino é prefeito do município de João Alfredo, onde nasceu. Foi eleito em 2008.

O governador foi recepcionado às 10horas (horário local) por um cortejo de maracatus no prédio da Assembleia, onde entrou ao som de “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, executada pela banda da Polícia Militar.

BAHIA

Wagner promete combater violência e zerar analfabetismo

Thiago Décimo

O governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), tomou posse, na manhã de hoje, para o segundo mandato prometendo combater a violência no Estado, zerar o analfabetismo e levar energia elétrica a todos os imóveis baianos até 2014.

Em discurso de 40 minutos, na Assembleia Legislativa, o governador destacou as principais realizações de seu primeiro mandato, disse que vai manter e ampliar todas os programas sociais, desenvolvidos em parceria com o governo federal, e que vai aumentar os esforços em áreas como segurança pública e infraestrutura.

Além disso, Wagner afirmou que um de seus principais focos até 2014 será a gestão pública no Estado. “Vou dar mais atenção à melhoria e à modernização da máquina pública”, disse. Após a cerimônia, o governador seguiu direto para a Base Aérea de Salvador, de onde embarcou para Brasília, onde acompanha a posse da presidente Dilma Rousseff.

ALAGOAS

Vilela toma posse e promete novo ciclo de desenvolvimento em AL

Ricardo Rodrigues

O governador reeleito Teotônio Vilela Filho (PSDB) assumiu hoje seu segundo mandato no governo de Alagoas. Ele foi empossado no cargo junto com o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM), em solenidade realizada às 10 horas, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado, no Centro de Maceió.

Em seu discurso de posse, Vilela fez um balanço do seu primeiro mandato, agradeceu a confiança do povo alagoano e disse que sua equipe de governo está preparada para superar as dificuldades, melhorando com isso os indicadores sociais que colocam Alagoas entre os Estados mais pobres do País.

Vilela disse também que no primeiro mandato arrumou a casa, fez o ajuste fiscal e preparou o Estado para atrair novas empresas. No segundo mandato, ele promete avançar nas ações rumo ao desenvolvimento, para ampliar a oferta de emprego e melhorar a renda dos alagoanos.

“Vamos colocar em prática tudo o que foi discutido na campanha. A ampliação e o aprofundamento das mudanças que farão parte de um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social em Alagoas”, garantiu.

SERGIPE

Déda disse que espera ampliar relação com governo federal

Antonio Carlos Garcia, especial para o Estado

O governador de Sergipe, Marcelo Deda (PT) disse agora na Assembleia Legislativa, onde foi empossado para o segundo mandato, que espera que sejam ampliadas as parcerias no governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, Dilma “vai presidir o Brasil com a responsabilidade de continuar a obra de Lula e avançar ainda mais no desenvolvimento socioeconômico do nosso país. Desejo-lhe boa sorte, declaro meu apoio integral à sua luta e minha solidariedade à sua liderança”.

De acordo com Deda, que continua o discurso na Assembleia Legislativa de Sergipe, “hoje também se inaugura uma nova era: pela primeira vez na história da República uma mulher assume a Presidência. Que Deus a inspire e proteja”, frisou.

GOIÁS

‘Acabou o tempo da preguiça’, diz Marconi

Rubens Santos, especial para o Estado

Com um discurso em tom duro, desabafo e promessas de moralização dos negócios do Estado, o tucano Marconi Ferreira Perillo Júnior, 47 anos, tomou posse do Governo de Goiás na Assembleia Legislativa. “Nosso governo será ancorado no mérito”, disse Perillo, que assumiu pela terceira vez o governo e alfinetando seu antecessor, o pepista Alcides Rodrigues.

“Em Goiás acabou o tempo da preguiça, da dissimulação, da mentira, da omissão e da acomodação do governo”, discursou. “Acabou o tempo da prostração”, disse, em referência à terceira fase de um Governo, descrita pelo escritor Bernardo Elis.

Marconi assume mandato para o período de 1º de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 201 após renunciar ao, mandato no Senado federal, onde foi substituído por Cyro Miranda Gifford Júnior, de 62 anos. O vice é José Eliton Figueiredo Júnior (DEM), que na segunda-feira assume a função administrativa de presidente da Celg S/A, que será reestruturada, prometeu.

O governo começará, em dois dias, com uma ampla reforma administrativa. Seguida de investimentos na recuperação de rodovias, Educação, Saúde, Políticas Sociais, Segurança Pública, gastos com pequenas obras. Também entre as primeiras medidas serão anunciados, na 2ª feira, o plano parra tirar a Celg das dívidas bilionárias, e o ajuste fiscal do Estado: “A situação do Estado é caótica”, disse Giuseppe Vecci. O novo secretário de Gestão e Planejamento.

MATO GROSSO

Em discurso, governador reeleito pede apoio federal para área de infraestrutura

Fátima Lessa

O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) disse hoje após tomar posse na Assembleia Legislativa para o segundo mandato, que espera da presidente Dilma Rousseff (PT) todo apoio na consolidação logística da infraestrutura do Estado. “Ela conhece nossas dificuldades e sabe que precisamos de investimentos no transporte intermodal”, disse. Num discurso improvisado, o governador conclamou todos os poderes constitucionais para “juntos somar esforços para que tudo o que foi compromissado com a população seja realizado”.

Em entrevista coletiva, Barbosa disse que considera que um dos seus maiores desafios será preparar o Estado para o futuro aliando investimentos na consolidação da logística de transportes e a correção das desigualdades sociais. Ele disse ainda que é necessário que a economia continue crescendo em ritmo acelerado e que tudo que seja produzido se “reverta em qualidade de vida”.

A cerimônia de posse do governador de Mato Grosso Silval Barbosa começou hoje, às 8h45, na Assembleia Legislativa e encerrou com a realização de uma solenidade pública e posse do secretariado no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

RORAIMA

Governador de Roraima é empossado

Loide Gomes

Com uma hora de atraso, o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), foi empossado para o segundo mandato na Assembleia Legislativa do Estado. Após fazer o juramento e assinar o livro, ele seguiu para o Aeroporto Internacional de Boa Vista, onde embarcou para Brasília, no jatinho do governo, para assistir à posse da presidente Dilma Rousseff (PT), acompanhado do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB).

O tucano assume o cargo envolvido em escândalos de suposta compra de votos nas eleições de outubro. Sua mulher, Shéridan, e o procurador-Geral do Estado, Francisco das Chagas Batista, foram gravados tentando aliciar eleitores. Anchieta Júnior responde a sete pedidos de cassação protocolados na Justiça Eleitoral pelo seu adversário nas urnas, Neudo Campos (PP), e pela Procuradoria Regional Eleitoral.

No discurso, Anchieta evitou o assunto. Ele acredita, no entanto, que vai ser inocentado das acusações e cumprir os quatro anos do mandato, por entender que sua eleição – a mais disputada do país, com apenas 1.700 votos de diferença – foi “lícita”.

Sua fala enfatizou a união para uma gestão sólida, deixando de lado as questões partidárias. “Nossa aliança é com o povo de Roraima, um estado em construção. Queremos rodovias de boa qualidade, energia confiável, educação de alto nível, saúde publica à altura das necessidades da nossa gente, promoção humana e assistência social aos menos favorecidos”, disse, ao anunciar que também priorizará a geração de empregos.

O novo governo começa igual ao que terminou. Anchieta não fez nenhuma alteração no secretariado, embora tenha prometido cargos a aliados de última hora durante a campanha. A decisão, segundo ele, foi em reconhecimento ao empenho dos auxiliares para garantir sua reeleição. A maioria dos secretários doou dinheiro para a campanha e foi às ruas pedir votos. “A minha proposta não é mudança de pessoas, mas de atitudes”, disse. Somente quem não se enquadrar no modelo de gestão baseado em metas será substituído.

Embora esteja no bloco de oposição, o tucano espera parceria da presidente Dilma Rousseff para governar Roraima, que tem a menor participação no Produto Interno Bruto (PIB) do país. A geração de energia para o Estado, hoje abastecido pela Venezuela, e mudanças na legislação ambiental para a Amazônia são as principais reivindicações no âmbito federal.

O engenheiro Anchieta Júnior nasceu em 1965, em Jaguaribe (CE). Mudou-se para Roraima em 1991. Foi eleito vice-governador pelo PSDB em 2006 na chapa encabeçada pelo brigadeiro Ottomar de Sousa Pinto, falecido em 11 de dezembro de 2007.

PARÁ

“Não vou fazer um governo de revanchismo”, diz Simão Jatene

Carlos Mendes

O tucano Simão Jatene prometeu, ao assumir pela segunda vez o governo do Pará, “fazer o possível e até o impossível para que daqui a quatro anos tenhamos um Estado bem melhor do que aquele que estou recebendo”. Ele fez a afirmação após receber a faixa de governador da petista Ana Júlia Carepa, a quem derrotou. “Me ajudem a não errar e a acertar para fazer o melhor”, pediu à multidão. Carepa não chegou a ficar cinco minutos no palanque montado em frente ao palácio Lauro Sodré, antiga sede do governo estadual hoje transformado em museu.

Ela foi recebida com vaias pela multidão, mas Jatene interveio, puxando os aplausos. “Não vou fazer um governo de revanchismo”, resumiu. Um forte esquema de segurança foi montado para a posse. Havia o temor de que petistas e tucanos entrassem em confronto, mas o clima foi tranquilo. Caravanas de várias regiões do Estado estavam presentes com faixas e cartazes.

Jatene disse em seu discurso que a eleição dele não representava a indicação de uma pessoa, mas a “expressão de uma causa em favor, principalmente, dos que mais precisam”. E elegeu três prioridades de governo: saúde, segurança e educação.

Além de cinco hospitais regionais que construiu em seu primeiro governo, ele anunciou que pretende construir mais dois, um deles para transplantes. O governador pretende fechar parcerias com as prefeituras e modernizar os hospitais municipais para que os doentes recebam em suas cidades o atendimento de emergência sem que seja preciso se deslocar até Belém, como fazem hoje.

A certa altura de seu discurso, ele reclamou que o Pará ainda não é visto pelo País com a grandeza de que se faz merecedor. Para vencer a barreira da discriminação, a fórmula seria a união das bancadas paraenses em Brasília, para reivindicar maiores fatias na distribuição de recursos.

Ao final, Jatene pediu que fosse fiscalizado, juntamente com sua equipe de governo. “No órgão público, o cidadão é quem manda. Ele não é cliente, como no órgão privado. Portanto, merece ser tratado com respeito e atendido em suas reivindicações”

ESPÍRITO SANTO

Casagrande elogia antecessor durante cerimônia de posse

Alexsander Pandini

O governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), tomou posse do cargo diante de um plenário lotado de autoridades e com as galerias tomadas por populares na Assembleia Legislativa, em Vitória. O vice-governador do estado é Givaldo Vieira (PT). Casagrande discursou rápido e foi para o Palácio Anchieta, onde o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) o aguardava, e o novo governador agradeceu os avanços que ele proporcionou ao Espírito Santo, no seu mandato. Hartung, que deixa o cargo com uma aprovação recorde de 90%, teve uma atuação bastante discreta. Transferiu a faixa de governador e foi para Brasília sem acompanhar toda a cerimônia.

Do lado de fora do Palácio Anchieta, foi montado um palco na praça João Clímaco, no centro histórico da capital. O pastor Hernandes Dias Lopes, da igreja presbiteriana, e o arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela, fizeram leituras da bíblia, e em seguida Casagrande discursou novamente. Ao fim, voltou para o Palácio para receber os cumprimentos. A cerimônia toda durou cerca de 4 horas.

Eleito com 82,3% dos votos válidos -2ª maior votação no país – Renato Casagrande conta bom trânsito no Governo Federal. Foi líder do PSB no Senado. Essa boa relação com o PT, inclusive, viabilizou a candidatura dele, já que Hartung, a princípio, pensava em apoiar Ricardo Ferraço (PMDB), que acabou eleito senador.

Nos dois discursos que fez, Casagrande reconheceu os avanços obtidos por Hartung, mas realçou que sua gestão quer ir além da continuidade: “é necessário avançar na redução das desigualdades regionais e na promoção das boas políticas sociais hoje em curso”. Ainda segundo ele, “o desenvolvimento social é um direito, uma escolha do conjunto da sociedade, e o Governo do Estado tem que ser indutor e não obstáculo a esses objetivos”.

O primeiro desafio pela frente é que foram entregues muitas obras e programas no último ano no sistema prisional, na saúde, educação e assistência social, que vão gerar aumento de custeio da máquina pública. Será necessário manter o equilíbrio fiscal e ao mesmo tempo atender às expectativas sempre crescentes da população capixaba, instigada pela “maré boa” dos últimos anos. Em contrapartida, Casagrande recebe uma administração eficiente, bem estruturada, e dinheiro em caixa – cerca de R$ 1 bilhão – para enfrentar os desafios do futuro.

AMAPÁ

Eleito o governador mais jovem do país, Capiberibe tomou posse na madrugada

Alcinea Cavalcante

Aos 39 anos de idade, Camilo Capiberibe (PSB) foi empossado no cargo de governador do Amapá no começo da madrugada deste sábado. É o governador mais jovem do país.A posse foi marcada para esse horário para que ele pudesse embarcar para Brasília a tempo de assistir a posse de Dilma Rousseff.

Camilo chegou à Assembleia Legislativa acompanhado do pai, o ex-senador João Alberto Capiberibe, da mãe, a  deputada federal Janete Capiberibe,  da mulher e dos filhos. Em seu discurso ele disse que em primeiro lugar e como estratégia para combater a corrupção que sacrifica o povo e envergonha o Amapá perante o Brasil, vai implantar imediatamente o Portal da Transparência e pediu que os demais poderes façam o mesmo.

Falou da dívida que está herdando do governo anterior, que totaliza mais de um bilhão de reais. “Esta dívida é resultado do descontrole dos gastos públicos decorrente da irresponsabilidade com a qual o nosso estado foi administrado”,disse, mas sem citar a Operação Mãos Limpas que levou para a cadeia os ex-governadores Waldez Góes, Pedro Paulo Dias, o presidente do Tribunal de Contas, secretários de Estado, o prefeito Roberto Góes e outras autoridades.. Garantiu que todas serão pagas com transparência.

Reafirmou seus compromissos de campanha como concursos públicos, mais escolas, integração regional, banda larga e médicos, remédios e equipamentos na rede de saúde. No discurso, citou a presidente Dilma só quando disse que vai a posse de Dilma “levar um abraço do povo do Amapá e pedir o apoio dela para o Estado”.

Às 4 horas, Camilo Capiberibe embarca para Brasília. Mas antes, recebe no Palácio do Setentrião a faixa de governador e nomeia sua equipe de governo.

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