O Povo online: “Manter a aliança não é só falar da boca para fora”, diz Luizianne em relação a Cid

Redação

23 Maio 2012 | 19h29

Por O Povo online

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), cobrou que o governador Cid Gomes (PSB) saia do discurso e tome uma “ação concreta” para manter a aliança com o PT em Fortaleza. “O governador diz que quer manter a aliança com o PT. Mas manter a aliança não é só falar da boca para fora. Precisa de ação concreta”, afirmou a petista durante entrevista nesta quarta-feira (23), antes da solenidade de inauguração de uma escola no bairro Barroso.

Luizianne diz que constantemente tem tentado conversar com o governador sobre a sucessão em Fortaleza. Contudo, todos os seus esforços têm sido em vão. “Eu não consigo conversar com o governador sobre isso. E eu sou presidente estadual do PT. Tenho procurado Cid e não tenho obtido resposta. Isso é algo que me surpreende”, desabafou a prefeita.

Ela lembrou ainda que em 2006, quando foi procurada por Cid Gomes – “eu prefeita e ele ainda não era governador” – acreditou profundamente que ele seria “um grande aliado político”. “Agora, surpreendentemente, não tenho recebido (o mesmo tratamento)”.

A petista disse também que não será o governador que vai decidir quem será o nome petista que tentará sucedê-la. Ao mesmo tempo, afirma acreditar na manutenção da aliança com o PSB. “É uma decisão que o PSB tem que tomar (de manter ou não a aliança). Mas eles querem como? Com o candidato que o governador decidir?”, questionou Luizianne. E acrescentou: “É como se a sucessão do governador em 2014 eu dissesse que quem iria decidir o candidato sou eu”.

Encontro de Cid com Lula

Luizianne comentou ainda o encontro de ontem entre o governador Cid Gomes e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que achou a reunião “natural” e que Lula é uma pessoa importante para o partido. Contudo, ponderou também ser natural que o processo interno do PT local seja respeitado. “Se estão querendo desqualificar a liderança do PT nesse processo, eu só posso lamentar”, criticou.

Disse ainda que na história do PT, as decisões não são hieráquicas. “Não é assim, vir alguém lá de cima e resolver”.