O Imparcial: Dino se manifesta sobre eleições

Lilian Venturini

28 Maio 2012 | 09h57

Por O Imparcial

“Nosso tempo não é definido pelos nossos adversários, e sim pelos nossos aliados e pelo diálogo com o povo, na hora própria,” disse Flávio Dino no início da noite de quinta-feira. A declaração do ex-deputado federal que vem coordenando o grupo de oposição que pretende lançar um candidato à eleição para prefeito em São Luís foi provocada pela participação do ex-governador José Reinaldo Tavares à equipe do prefeito João Castelo (PSDB).

O grupo agendou para ontem uma reunião na qual pretendiam iniciar o processo de escolha de candidatura única. Um dos critérios acordado entre os participantes seriam pesquisas quantitativa e qualitativa. As pesquisas, para consumo interno dos partidos que compõem o “campo democrático”, não foram registradas na Justiça Eleitoral. Atraso na tabulação dos resultados adiou a reunião do grupo

Para presidente da Embratur às articulações políticas para as eleições municipais de 2012 terá participação efetiva do PCdoB na escolha de um candidato de oposição. Ele busca a unidade dos partidos de oposição a João Castelo (PSDB) e Roseana Sarney (PMDB), uniformizando o grupo que pretende apresentar novas propostas para a administração pública no Maranhão. “Aqueles que estão ansiosos com o caminho do PCdoB deveriam tratar de governar. Não foram eleitos para isso?,” questionou Flávio Dino através de mensagem postado em seu microblog.

Para o comunista, o caminho construído pela oposição deixará à disposição do povo de São Luís um nome que represente a unidade política e capaz de por em prática as propostas discutidas ao longo das reuniões entre os pré-candidatos. Dino afirma que toda a negociação está sendo construída com democracia e respeito aos aliados, e afirma que em breve todas as siglas, juntas, apresentarão candidato único.

“As convenções ocorrem até 30 de junho e a campanha começa em julho. E tenho mais 13 dias para eventual desincompatibilização. Quem define o nosso tempo é a posição do nosso partido e dos aliados, que valorizamos e respeitamos. E há um calendário legal a ser seguido,” finalizou o comunista.