Lisbeth Salander é maior fenômeno a sair da Suécia desde o ABBA

Estadão

08 Novembro 2009 | 15h59

O diretor do filme “A garota com a tatuagem de dragão”, o dinamarquês Niels Arden Oplev, usou seu melhor tom jocoso: “Dizem que Lisbeth Salander é maior fenômeno a sair da Suécia desde o ABBA”. Ele estava fazendo uma apresentação do filme no AFI Silver, um cinema que passa filmes alternativos em Maryland, aqui perto de DC. Oplev encarou o desafio de filmar um best-seller de sucesso estrondoso, que no original em sueco “Män som hatar kvinnor”, significa homens que odeiam mulheres – no Brasil, foi lançado como “Os homens que não amavam as mulheres”.

O filme é sensacional e a escolha da atriz Noomi Rapace para interpretar Lisbeth Salander – a heroína punk-hacker-tomb-boy-fumante compulsiva-abusada – foi um toque de mestre.

Eu devo ser uma das poucas pessoas no mundo – ou pelo menos na sala de cinema – que não havia lido o livro. Mas minha amiga Rita Siza devorou o thriller de Stieg Larsson – e achou o filme ótimo. A escolha de Noomi para o papel foi “perfeita”, ela disse.


O filme só estreia nos EUA em março – mas será lançado em 160 salas. “O que é muito bom, considerando que é um filme sueco, falado em sueco, só com atores suecos desconhecidos, dirigido por um dinamarquês e com quase duas horas de meia de duração; normalmente passaria em no máximo cinco salas nos EUA”, brincou o diretor.